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Grécia vai aumentar prêmio de risco de emergentes, avalia RBS



29/06/2015 | 06:11


O começo de semana dramático para a Grécia vai aumentar os prêmios de risco dos países emergentes. A opinião é da equipe de economistas do Royal Bank of Scotland (RBS). Para os analistas da casa, a migração de recursos para ativos de maior qualidade, como a dívida dos Estados Unidos, deve afetar os mercados emergentes, especialmente os mais próximos à zona do euro, como Polônia, Turquia e Rússia. Inclusive, cresce a chance de aumento do juro básico em alguns mercados.

"A chance de um acordo até o começo do fim de semana parecia de 50%, mas agora estamos com zero e uma grande dose de incerteza adicional surgiu com o anúncio do referendo grego, o congelamento da linha de liquidez emergencial do BCE e o esperado atraso no pagamento ao Fundo Monetário Internacional (FMI) esta semana", dizem os analistas da casa em relatório enviado aos clientes nesta manhã.

Para o RBS, esse cenário "gera uma mudança quase instintiva do mercado para vender o risco". "Investidores passam a realocar ativos em portos-seguros", dizem os analistas que dão como exemplo os mercados emergentes próximos à Europa. Para o RBS, economias como a Polônia, Hungria, Turquia e Rússia deverão observar "moedas mais fracas, spreads maiores e curvas de juros mais acentuadas".

O banco britânico reconhece que, em meio ao cenário repleto de incertezas, não é possível descartar eventual ação do Banco Central Europeu (BCE) para tentar mitigar riscos. O esforço do BCE estaria especialmente voltado para evitar a contaminação do problema grego para outros mercados da zona do euro.

Diante de tantas incertezas, o RBS acredita que economias próximas à Grécia, como Polônia e Hungria, podem sofrer com a desvalorização das moedas e é possível que os bancos centrais atuem para proteger essas divisas. Romênia e Bulgária, dois países com fortes ligações econômicas com a Grécia, podem sofrer ainda mais e o RBS sugere reduzir posições em ativos dos dois mercados.

Países emergentes mais distantes devem ser afetados, ainda que de maneira "mais suave". "Nenhum país deve estar imune a um aumento dos prêmios de risco. Isso aumenta a probabilidade de um aumento da taxa em julho na África do Sul e pode aumentar a probabilidade de aperto monetário na Turquia", dizem os economistas.



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Grécia vai aumentar prêmio de risco de emergentes, avalia RBS


29/06/2015 | 06:11


O começo de semana dramático para a Grécia vai aumentar os prêmios de risco dos países emergentes. A opinião é da equipe de economistas do Royal Bank of Scotland (RBS). Para os analistas da casa, a migração de recursos para ativos de maior qualidade, como a dívida dos Estados Unidos, deve afetar os mercados emergentes, especialmente os mais próximos à zona do euro, como Polônia, Turquia e Rússia. Inclusive, cresce a chance de aumento do juro básico em alguns mercados.

"A chance de um acordo até o começo do fim de semana parecia de 50%, mas agora estamos com zero e uma grande dose de incerteza adicional surgiu com o anúncio do referendo grego, o congelamento da linha de liquidez emergencial do BCE e o esperado atraso no pagamento ao Fundo Monetário Internacional (FMI) esta semana", dizem os analistas da casa em relatório enviado aos clientes nesta manhã.

Para o RBS, esse cenário "gera uma mudança quase instintiva do mercado para vender o risco". "Investidores passam a realocar ativos em portos-seguros", dizem os analistas que dão como exemplo os mercados emergentes próximos à Europa. Para o RBS, economias como a Polônia, Hungria, Turquia e Rússia deverão observar "moedas mais fracas, spreads maiores e curvas de juros mais acentuadas".

O banco britânico reconhece que, em meio ao cenário repleto de incertezas, não é possível descartar eventual ação do Banco Central Europeu (BCE) para tentar mitigar riscos. O esforço do BCE estaria especialmente voltado para evitar a contaminação do problema grego para outros mercados da zona do euro.

Diante de tantas incertezas, o RBS acredita que economias próximas à Grécia, como Polônia e Hungria, podem sofrer com a desvalorização das moedas e é possível que os bancos centrais atuem para proteger essas divisas. Romênia e Bulgária, dois países com fortes ligações econômicas com a Grécia, podem sofrer ainda mais e o RBS sugere reduzir posições em ativos dos dois mercados.

Países emergentes mais distantes devem ser afetados, ainda que de maneira "mais suave". "Nenhum país deve estar imune a um aumento dos prêmios de risco. Isso aumenta a probabilidade de um aumento da taxa em julho na África do Sul e pode aumentar a probabilidade de aperto monetário na Turquia", dizem os economistas.

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