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Bolsa que salva vidas


Marcelo Monegato
Do Diário do Grande ABC

04/06/2008 | 07:00


Constantemente, a indústria automobilística mundial investe milhões de dólares no aperfeiçoamento tecnológico dos sistemas de segurança passiva e ativa com uma única finalidade: diminuir o número de vítimas fatais no trânsito. E um destes mecanismos que podem salvar vidas neste violento trânsito brasileiro é o air bag - bolsa de ar inflável que se projeta do volante, painel, colunas, bancos e até mesmo do capô, evitando que passageiros e pedestres sofram lesões graves ou venham a morrer.

Enquanto as autoridades não se movem em busca de um código penal mais rígido com os infratores e os motoristas não se conscientizam, o trabalho evolutivo do air bag continua a todo vapor pelo mundo, por meio de diversas empresas. Uma delas é a TRW, que há alguns anos está no Brasil e importa know how da sua sede, na Alemanha.

O sistema é altamente tecnológico e não pára de evoluir. No veículo, são instalados sensores eletrônicos de colisão na zona frontal, lateral e também de capotagem com duas funções básicas: detectar uma desaceleração brusca (intensa e anormal) e uma deformação acentuada.

Com base nas informações destes sensores, é mandada uma mensagem para um comando central que ordena a necessidade de inflar as bolas. Detalhe: existe um outro sensor eletrônico que determina o número de ocupantes.

Todo esse processo acontece de forma muito rápida, medida - acreditem - em milissegundos. Especificamente para o air bag do motorista são necessários apenas 30 milissegundos para o sistema entrar em funcionamento logo após a colisão. Aos 50 a bolsa, feita de náilon, está totalmente inflada e aos 85 milissegundos o condutor choca-se com ela - que já está murchando para evitar lesões. Para se ter uma idéia, um piscar de olhos acontece em 100 milissegundos.

Uma curiosidade interessante. Quem nunca se perguntou: "como o air bag sai de dentro do volante (ou do painel)? Será que voa plástico para todos os lados?" Na realidade, o miolo do volante, assim como todas as outras partes do carro onde estão acopladas as bolsas infláveis, são projetados com uma zona definida para se romper de forma segura, preservando a integridade física das vítimas.

Para inflar a bolsa, acontece uma reação parecida com a de um motor de foguete. Dentro de um compartimento chamado gerador de gás existe uma partícula sólida que, ao entrar em combustão (a partir de uma ordem dos sensores), produz um grande pulso de gás nitrogênio que enche as bolsas. Após utilizado, todo o sistema precisa ser trocado.

Tipos de air bags - Além do tipo frontal, foram desenvolvidos outros tipos de air bags para proteger motoristas e passageiros em diversas situações de colisões, como laterais e até mesmo capotamentos.

Os frontais ajudam a evitar ferimentos na cabeça e no tórax. Os de cortina impedem que os ocupantes sejam lançados para fora do veículo em um capotamento, por exemplo. Também existe o lateral, que preserva a região pélvica das pessoas e, por fim, o de joelho - cujo nome já diz para que serve.

Algumas empresas também já desenvolvem o air bag para pedestres. Ele é acionado no capô do veículo quando uma pessoa é atropelada. A bolsa ajuda a evitar ferimentos na cabeça, nas pernas e até mesmo no tórax da vítima.

História e números - Apesar de distante do dia-a-dia do brasileiro, já que a grande maioria dos veículos não sai de fábrica com o equipamento, o air bag é um item relativamente antigo. No ano de 1952 foi registrada, nos Estados Unidos, a primeira patente do sistema. No entanto, somente 28 anos depois, em 1980, surgiu o primeiro carro com air bag de fábrica (Mercedes Classe S).

Desde então, o equipamento de segurança tem evoluído por algumas partes do mundo. De acordo com a legislação de trânsito dos Estados Unidos, Japão e Coréia do Sul, todos os carros precisam ter, obrigatoriamente, air bag de fábrica. Na Europa não é lei, mas devido à pressão da sociedade, todos os veículos têm o item.

No Brasil, infelizmente, é apenas opcional, apesar de existir um projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional que sugere a obrigatoriedade do air bag em 30% da frota em 2009; 50% em 2012; e 100% em 2014. Será que vingará?

Segundo a NHTSA (National Highway Safety Association), dos Estados Unidos, colisões frontais representam 49% de todos os acidentes de trânsito e resultam em 39% de fatalidade de todos os ocupantes. Porém, estudos da General Motors referentes ao longínquo ano de 1989, apontam que a combinação do cinto de segurança com o air bag reduz em 46% o número de vítimas fatais para motoristas e em 43% para passageiros.

Dummies - Os bonecos utilizados nos famosos ‘crash tests', chamados de dummies, custam cerca de US$ 100 mil. Mas há informações de que eles podem valer até US$ 1 milhão, dependendo da tecnologia utilizada. Esses bonecos reproduzem homens, mulheres e crianças e têm uma série de sensores espalhados pelo corpo que são responsáveis por registrar e repassar aos engenheiros informações sobre o teste.



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Bolsa que salva vidas

Marcelo Monegato
Do Diário do Grande ABC

04/06/2008 | 07:00


Constantemente, a indústria automobilística mundial investe milhões de dólares no aperfeiçoamento tecnológico dos sistemas de segurança passiva e ativa com uma única finalidade: diminuir o número de vítimas fatais no trânsito. E um destes mecanismos que podem salvar vidas neste violento trânsito brasileiro é o air bag - bolsa de ar inflável que se projeta do volante, painel, colunas, bancos e até mesmo do capô, evitando que passageiros e pedestres sofram lesões graves ou venham a morrer.

Enquanto as autoridades não se movem em busca de um código penal mais rígido com os infratores e os motoristas não se conscientizam, o trabalho evolutivo do air bag continua a todo vapor pelo mundo, por meio de diversas empresas. Uma delas é a TRW, que há alguns anos está no Brasil e importa know how da sua sede, na Alemanha.

O sistema é altamente tecnológico e não pára de evoluir. No veículo, são instalados sensores eletrônicos de colisão na zona frontal, lateral e também de capotagem com duas funções básicas: detectar uma desaceleração brusca (intensa e anormal) e uma deformação acentuada.

Com base nas informações destes sensores, é mandada uma mensagem para um comando central que ordena a necessidade de inflar as bolas. Detalhe: existe um outro sensor eletrônico que determina o número de ocupantes.

Todo esse processo acontece de forma muito rápida, medida - acreditem - em milissegundos. Especificamente para o air bag do motorista são necessários apenas 30 milissegundos para o sistema entrar em funcionamento logo após a colisão. Aos 50 a bolsa, feita de náilon, está totalmente inflada e aos 85 milissegundos o condutor choca-se com ela - que já está murchando para evitar lesões. Para se ter uma idéia, um piscar de olhos acontece em 100 milissegundos.

Uma curiosidade interessante. Quem nunca se perguntou: "como o air bag sai de dentro do volante (ou do painel)? Será que voa plástico para todos os lados?" Na realidade, o miolo do volante, assim como todas as outras partes do carro onde estão acopladas as bolsas infláveis, são projetados com uma zona definida para se romper de forma segura, preservando a integridade física das vítimas.

Para inflar a bolsa, acontece uma reação parecida com a de um motor de foguete. Dentro de um compartimento chamado gerador de gás existe uma partícula sólida que, ao entrar em combustão (a partir de uma ordem dos sensores), produz um grande pulso de gás nitrogênio que enche as bolsas. Após utilizado, todo o sistema precisa ser trocado.

Tipos de air bags - Além do tipo frontal, foram desenvolvidos outros tipos de air bags para proteger motoristas e passageiros em diversas situações de colisões, como laterais e até mesmo capotamentos.

Os frontais ajudam a evitar ferimentos na cabeça e no tórax. Os de cortina impedem que os ocupantes sejam lançados para fora do veículo em um capotamento, por exemplo. Também existe o lateral, que preserva a região pélvica das pessoas e, por fim, o de joelho - cujo nome já diz para que serve.

Algumas empresas também já desenvolvem o air bag para pedestres. Ele é acionado no capô do veículo quando uma pessoa é atropelada. A bolsa ajuda a evitar ferimentos na cabeça, nas pernas e até mesmo no tórax da vítima.

História e números - Apesar de distante do dia-a-dia do brasileiro, já que a grande maioria dos veículos não sai de fábrica com o equipamento, o air bag é um item relativamente antigo. No ano de 1952 foi registrada, nos Estados Unidos, a primeira patente do sistema. No entanto, somente 28 anos depois, em 1980, surgiu o primeiro carro com air bag de fábrica (Mercedes Classe S).

Desde então, o equipamento de segurança tem evoluído por algumas partes do mundo. De acordo com a legislação de trânsito dos Estados Unidos, Japão e Coréia do Sul, todos os carros precisam ter, obrigatoriamente, air bag de fábrica. Na Europa não é lei, mas devido à pressão da sociedade, todos os veículos têm o item.

No Brasil, infelizmente, é apenas opcional, apesar de existir um projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional que sugere a obrigatoriedade do air bag em 30% da frota em 2009; 50% em 2012; e 100% em 2014. Será que vingará?

Segundo a NHTSA (National Highway Safety Association), dos Estados Unidos, colisões frontais representam 49% de todos os acidentes de trânsito e resultam em 39% de fatalidade de todos os ocupantes. Porém, estudos da General Motors referentes ao longínquo ano de 1989, apontam que a combinação do cinto de segurança com o air bag reduz em 46% o número de vítimas fatais para motoristas e em 43% para passageiros.

Dummies - Os bonecos utilizados nos famosos ‘crash tests', chamados de dummies, custam cerca de US$ 100 mil. Mas há informações de que eles podem valer até US$ 1 milhão, dependendo da tecnologia utilizada. Esses bonecos reproduzem homens, mulheres e crianças e têm uma série de sensores espalhados pelo corpo que são responsáveis por registrar e repassar aos engenheiros informações sobre o teste.

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