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Calixto frequentava sítio
de Pavin, diz Tokuzumi

Ex-diretor do Semasa contraria versão do superintendente,
que afirmou à CPI que 'não tinha contato' com o advogado


Fábio Martins
do Diário do Grande ABC

09/04/2012 | 07:11


O ex-diretor de Gestão Ambiental do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) Roberto Tokuzumi garante que o advogado Calixto Antônio Júnior frequentava eventos realizados numa casa de campo, em São Bernardo, de propriedade do superintendente da autarquia, Ângelo Pavin (PMDB), contrariando o depoimento do comandante.

À CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), Pavin alegou que viu o advogado algumas vezes nas dependências do Semasa, mas "não tinha contato". O superintendente adjunto, Dovilio Ferrari Filho, de forma evasiva, disse que "provavelmente já o viu" na autarquia. Calixto é acusado de ser o mentor do suposto esquema de venda de licença ambiental, mesmo não sendo funcionário do Semasa.

Tokuzumi menciona que a presença de Calixto era constante nas festas promovidas por Pavin, as quais ele admite que participou de "algumas". "O Calixto frequentava essa casa. É só perguntar para o Daniel", atesta o ex-diretor, ao referir-se a funcionário do superintendente, sem citar o sobrenome da possível testemunha.

Para retratar ligação pessoal entre ambos, Tokuzumi fez alusão ao caso de 2006 envolvendo o ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci (PT) com o caseiro Francenildo Costa. "É a mesma coisa que o Palocci afirmar que não lembra do caseiro."

Francenildo foi testemunha contra Palocci no caso da República de Ribeirão Preto, na CPI dos Bingos. Ele divulgou ter visto o então ministro frequentando a mansão para reuniões de lobistas acusados de interferir em negócios de seu interesse no governo Lula para partilhar dinheiro e abrigar festas com garotas de programa.

Na representação, sob investigação da Polícia Civil e Ministério Público, era Calixto quem fazia a ‘ponte' com as empresas que aguardavam o licenciamento, que, propositalmente, era brecado até conseguir negociar o valor.

O denunciante garante que Calixto era "figura carimbada" no dia a dia da autarquia. Para o ex-diretor, o sistema de monitoramento da autarquia constata, inclusive, que, às vezes, o advogado saia com coisas nas mãos. "Ele é presença diária, chegava cedo, usava os telefones do Semasa e sala de reuniões no sexto andar."

Oitivas - Calixto tem depoimento marcado para hoje, às 9h, na CPI. Após ausência do advogado na semana passada, a comissão o intimou. Além dele, o procedimento também foi utilizado para convocar Ari Sarzedas, colocado como despachante no eventual sistema, e Luciana Yuri, assistente técnica do departamento.



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Calixto frequentava sítio
de Pavin, diz Tokuzumi

Ex-diretor do Semasa contraria versão do superintendente,
que afirmou à CPI que 'não tinha contato' com o advogado

Fábio Martins
do Diário do Grande ABC

09/04/2012 | 07:11


O ex-diretor de Gestão Ambiental do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) Roberto Tokuzumi garante que o advogado Calixto Antônio Júnior frequentava eventos realizados numa casa de campo, em São Bernardo, de propriedade do superintendente da autarquia, Ângelo Pavin (PMDB), contrariando o depoimento do comandante.

À CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), Pavin alegou que viu o advogado algumas vezes nas dependências do Semasa, mas "não tinha contato". O superintendente adjunto, Dovilio Ferrari Filho, de forma evasiva, disse que "provavelmente já o viu" na autarquia. Calixto é acusado de ser o mentor do suposto esquema de venda de licença ambiental, mesmo não sendo funcionário do Semasa.

Tokuzumi menciona que a presença de Calixto era constante nas festas promovidas por Pavin, as quais ele admite que participou de "algumas". "O Calixto frequentava essa casa. É só perguntar para o Daniel", atesta o ex-diretor, ao referir-se a funcionário do superintendente, sem citar o sobrenome da possível testemunha.

Para retratar ligação pessoal entre ambos, Tokuzumi fez alusão ao caso de 2006 envolvendo o ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci (PT) com o caseiro Francenildo Costa. "É a mesma coisa que o Palocci afirmar que não lembra do caseiro."

Francenildo foi testemunha contra Palocci no caso da República de Ribeirão Preto, na CPI dos Bingos. Ele divulgou ter visto o então ministro frequentando a mansão para reuniões de lobistas acusados de interferir em negócios de seu interesse no governo Lula para partilhar dinheiro e abrigar festas com garotas de programa.

Na representação, sob investigação da Polícia Civil e Ministério Público, era Calixto quem fazia a ‘ponte' com as empresas que aguardavam o licenciamento, que, propositalmente, era brecado até conseguir negociar o valor.

O denunciante garante que Calixto era "figura carimbada" no dia a dia da autarquia. Para o ex-diretor, o sistema de monitoramento da autarquia constata, inclusive, que, às vezes, o advogado saia com coisas nas mãos. "Ele é presença diária, chegava cedo, usava os telefones do Semasa e sala de reuniões no sexto andar."

Oitivas - Calixto tem depoimento marcado para hoje, às 9h, na CPI. Após ausência do advogado na semana passada, a comissão o intimou. Além dele, o procedimento também foi utilizado para convocar Ari Sarzedas, colocado como despachante no eventual sistema, e Luciana Yuri, assistente técnica do departamento.

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