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A verdade intimida


Luciane Mediato
Do Diário do Grande ABC

12/12/2011 | 07:00


Os seres humanos são programados para mentir. Nós somos mentirosos por natureza e não falar a verdade em muitas situações é o pilar das relações sociais. O filósofo inglês David Livingstone Smith afirma que "bons mentirosos são mais populares e bem sucedidos. Têm mais status social e melhores salários".

Segundo estudos, mentimos até duzentas vezes por dia - por educação, por diplomacia ou porque é mais fácil. Há quem acredite que não é possível viver sem mentir. Se todo mundo sempre falasse a verdade, viveríamos em eterna guerra.

No entanto, nosso mundo constantemente pede para sermos autênticos e honestos, mas, logo que você tenta fazer exatamente isso, as coisas ficam difíceis. Então como sobreviver só com verdades em uma sociedade que não só tolera como muitas vezes recompensa a mentira?

O jornalista alemão Jürgen Schmieder viveu esse desafio. Durante 40 dias ele só disse a verdade - no trabalho, no bar e na cama. Essa experiência ele conta no livro 'Sincero' (Editora Verus, 292 páginas, R$ 29,90). 

Como resultado dessa desventura, o autor muitas vezes foi chamado de idiota, arrogante. insensível e perdedor. Suas canelas ficaram machucadas e a face esquerda ficou vermelha por um bom tempo. A mulher mandou ele passar uma noite no sofá e a relação com o melhor amigo nunca mais foi a mesma.
'Sincero' é um livro divertido, que nos leva a refletir sobre as pequenas mentiras que contamos no dia a dia.

O mote da obra é questionar até que ponto estamos dispostos a lidar com a verdade. Como Schmieder diz, "sinceridade - não se trata apenas de pensamentos jogados. Exige coragem e respeito".

Por ter alguns conceitos teóricos, em certos pontos a leitura se torna um pouco massante, principalmente para alguém que não esta acostumando a esse tipo de literatura.

O autor:
Jürgen Schmieder é editor do jornal de Munique 'Süddeutsche Zeitung'. Ele já passou por vários experimentos malucos, como viver por um tempo sem dinheiro e praticar pelo menos uma vez todos os esportes que existem – o que o levou a conhecer hospitais em quatro continentes.



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A verdade intimida

Luciane Mediato
Do Diário do Grande ABC

12/12/2011 | 07:00


Os seres humanos são programados para mentir. Nós somos mentirosos por natureza e não falar a verdade em muitas situações é o pilar das relações sociais. O filósofo inglês David Livingstone Smith afirma que "bons mentirosos são mais populares e bem sucedidos. Têm mais status social e melhores salários".

Segundo estudos, mentimos até duzentas vezes por dia - por educação, por diplomacia ou porque é mais fácil. Há quem acredite que não é possível viver sem mentir. Se todo mundo sempre falasse a verdade, viveríamos em eterna guerra.

No entanto, nosso mundo constantemente pede para sermos autênticos e honestos, mas, logo que você tenta fazer exatamente isso, as coisas ficam difíceis. Então como sobreviver só com verdades em uma sociedade que não só tolera como muitas vezes recompensa a mentira?

O jornalista alemão Jürgen Schmieder viveu esse desafio. Durante 40 dias ele só disse a verdade - no trabalho, no bar e na cama. Essa experiência ele conta no livro 'Sincero' (Editora Verus, 292 páginas, R$ 29,90). 

Como resultado dessa desventura, o autor muitas vezes foi chamado de idiota, arrogante. insensível e perdedor. Suas canelas ficaram machucadas e a face esquerda ficou vermelha por um bom tempo. A mulher mandou ele passar uma noite no sofá e a relação com o melhor amigo nunca mais foi a mesma.
'Sincero' é um livro divertido, que nos leva a refletir sobre as pequenas mentiras que contamos no dia a dia.

O mote da obra é questionar até que ponto estamos dispostos a lidar com a verdade. Como Schmieder diz, "sinceridade - não se trata apenas de pensamentos jogados. Exige coragem e respeito".

Por ter alguns conceitos teóricos, em certos pontos a leitura se torna um pouco massante, principalmente para alguém que não esta acostumando a esse tipo de literatura.

O autor:
Jürgen Schmieder é editor do jornal de Munique 'Süddeutsche Zeitung'. Ele já passou por vários experimentos malucos, como viver por um tempo sem dinheiro e praticar pelo menos uma vez todos os esportes que existem – o que o levou a conhecer hospitais em quatro continentes.

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