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Filippi fala de defesa do PT e de seu nome, mas evita candidatura

Em ato interno no diretório, ex-prefeito de Diadema frustra a militância petista que o apoia em corrida ao Paço


Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

09/03/2016 | 07:00


Um dos alvos da 24ª fase da Operação Lava Jato, sendo levado na sexta-feira a depor na sede da PF (Polícia Federal), na Lapa, na Capital, o ex-prefeito de Diadema José de Filippi Júnior (PT) compareceu na noite de segunda-feira em ato do diretório do petismo local e falou que irá às ruas defender seu nome e o do partido. Ele evitou, no entanto, falar que irá liderar candidatura da sigla ao Paço em outubro. O discurso frustrou os petistas que esperavam por seu posicionamento.

“Meu comparecimento ao diretório foi muito para agradecer o apoio recebido da militância. Se tem uma coisa que conquistei na minha vida pública foi o direito de andar de cabeça erguida. Eu estava sossegado, queria ser lembrado como ex-prefeito e por tudo que construímos na cidade. Aí mexeram com minha honra e me obrigaram a sair nas ruas e defendê-la. Agora, se não significa que serei candidato”, argumentou.

Na sexta-feira, o petismo volta a se reunir, desta vez na sede do Sindicato dos Metalúrgicos em Diadema, para retomar debate de assuntos ligados ao partido e construção de candidatura que, até o momento, tem o vereador Manoel Eduardo Marinho, o Maninho (PT), como único postulante.

Em condução coercitiva – quando é obrigado a depor –, Filippi prestou esclarecimentos à PF, que investiga esquema de corrupção na Petrobras para financiar campanhas eleitorais. Ele foi tesoureiro do PT nos processos eleitorais de 2006, com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e em 2010, com atual chefe da Nação, Dilma Rousseff (PT). Em Diadema, seu nome é defendido por unanimidade para liderar candidatura petista, que busca retornar ao comando do Paço, hoje nas mãos do rival Lauro Michels (PV). Filippi sempre refutou a possibilidade, justificando projetos pessoais.

MOTORISTA
A força-tarefa da Lava Jato questionou o motorista de confiança de Filippi, João Henrique Worn, sobre a ligação do ex-prefeito com a UTC Engenharia, empreiteira envolvida no esquema de corrupção e pagamento de propinas da Petrobras entre 2004 e 2014. Worn também foi levado a depor. As informações sobre Filippi foram passadas aos investigadores por dois delatores da operação: o dono da UTC Engenharia, Ricardo Pessoa, e o diretor de finanças, Walmir Pinheiro. 



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