Fechar
Publicidade

Quinta-Feira, 2 de Dezembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

politica@dgabc.com.br | 4435-8391

Servidores recusam nova proposta e greve iguala marca histórica

Marina Brandão/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Em S.Bernardo, funcionalismo rejeita acordo, paralisação completa 21 dias e atinge período recorde registrado da gestão Maurício Soares de 1997 a 2000


Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

02/06/2015 | 07:00


A greve dos servidores públicos de São Bernardo chegou hoje ao 21º dia e igualou marca histórica na cidade, registrada na gestão de Maurício Soares (PT), entre 1997 e 2000.

A continuidade da paralisação foi oficializada ontem, após a categoria rejeitar plano proposto pelo governo do prefeito Luiz Marinho (PT), que previa pagamento de abono em duas vezes – R$ 1.550 em junho e R$ 310 em dezembro –, em substituição à reivindicação de reajuste salarial deste ano. O índice inflacionário seria reposto no ano que vem, já contando dados do próximo exercício.

A oferta foi apresentada inicialmente aos funcionários na quinta-feira, porém, a exclusão de aposentados no plano e desconto em folha dos dias parados resultaram em rejeição imediata.

Diante da negativa, um dia depois, Marinho recuou e incluiu os inativos no benefício e sinalizou abertura de negociação sobre o período de greve. Na sexta-feira, com as considerações do Paço, o funcionalismo se dividiu ao votar sobre a proposta.

Novamente reunidos nas proximidades do Paço em assembleia liderada pelo Sindserv (Sindicato dos Servidores Públicos), os funcionários optaram por rejeitar a propositura, desta vez alegando “falta de clareza” no texto da Prefeitura sobre condições de negociação sobre os dias parados. A proposta da administração ficou condicionada a desconto de um dia por mês, utilização do banco de horas ou compensação por meio de convocação.

“A descrição (do tema) não trouxe segurança para a categoria. Quando percebi o impasse, busquei reunião urgente com o secretário de Administração (Augusto Pereira). Mas, diante da recusa em modificar texto, a paralisação foi mantida”, relatou o presidente do Sindserv, Giovani Chagas.

O dirigente sindical salientou que o plano já havia gerado discordância entre os servidores, uma vez que, segundo ele, a inserção do abono em substituição ao índice inflacionário não foi unanimidade na classe. “A questão do abono é apenas paliativa. Para servidores que ganham mensalmente R$ 1.500 de salário chega ser interessante. Contudo, não posso dizer o mesmo para os que ganham R$ 3.000 ou mais, que, neste caso, estão brigando para a colocação do índice de forma definitiva”, descreveu Chagas.

Sem consenso, o funcionalismo volta a fazer concentração hoje, às 5h, no estacionamento da sede da Prefeitura. O objetivo, de acordo, com o presidente do Sindserv, é obter nova proposta do governo Marinho, reiterando desejo em encerrar paralisação. “Tenho esperança que haverá plano satisfatório, que contemple a grande maioria. O nosso trabalho é pelo fim da greve, mas não podemos fazer isso, sem que haja valorização do funcionário público”, assegurou.

O dirigente alfinetou o prefeito petista ao lembrar o início das paralisações nos equipamentos, no dia 13. “Entramos em greve, porque a data-base era em março e não tínhamos números quando já estávamos em maio. Então, tivemos de correr pelos nossos direitos e melhorias.”



Quer receber em primeira mão as notícias das sete cidades do Grande ABC?

Entre no nosso grupo de WhatsApp. 
Clique aqui.
 

Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;