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Fora da concordata, Chrysler respira


Wagner Oliveira
Enviado a Brasília

16/06/2010 | 07:01


"Nós saímos do ralo e voltamos para a piscina". É assim que o diretor-geral da Chrysler no Brasil, Philip Derderian, definiu a recuperação da montadora norte-americana. Fragilizada, a empresa só não foi à falência porque recebeu ajuda do governo dos Estados Unidos, que, em contrapartida, obrigou a Chrysler a se fundir com a Fiat.

No Brasil, o indício da recuperação foi percebido na semana passada, quando a montadora apresentou em Brasília novos produtos. Foram apenas versões dos modelos Jeep Wrangler e Cherokee e do Dodge Journey, mas não deixa de ter significado diante do intervalo de dois anos sem lançamentos.

"Estamos apresentando esses novos veículos com um ano de atraso", disse. Em 2009, segundo Derderian, a Chrysler ficou quatro meses sem estoque para abastecer a rede de 32 concessionárias. Parte da produção da montadora foi interrompida devido à escassez de peças, que não eram entregues por falta de pagamento.

Mas tudo isso é passado. A Chrysler prepara-se para nova fase em que vai desenvolver seus primeiros carros em parceria com a Fiat. Um deles pode ser um jipinho feito na América do Sul, reunindo o melhor das empresas. A parceria com a alemã Daimler acaba em setembro no País. A rede terá pontos próprios, deixando de dividir espaço em revendas da Mercedes.

DIÁRIO - O pior já ficou para trás?
PHILIP DERDERIAN - Sim. Sobrevivemos a uma hecatombe. Em maio de 2009, saímos do ralo e voltamos à piscina. Agora, as coisas já estão bem melhores.

DIÁRIO - Como?
DERDERIAN - No quadrimestre deste ano, tivemos lucro líquido de US$ 143 milhões - o primeiro desde 2006. As vendas cresceram 33% em maio, chegando a 105 mil unidades. O aumento foi o segundo consecutivo das vendas mensais da montadora, em bases anuais. (Na sexta-feira, o presidente mundial da Fiat/Chrysler, o italiano Sergio Marchionne, anunciou a saída da montadora norte-americana da concordata, um ano depois de ter recebido ajuda do governo norte-americano).

DIÁRIO - E no Brasil?
DERDERIAN - Neste ano, pretendemos vender 6.200 unidades. É o mesmo volume de 2008. É porque, no ano passado, ficamos sem estoque para abastecer a rede em razão da crise que paralisou a produção em várias fábricas. O que nos orgulhou é que o consumidor brasileiro sempre acreditou na sobrevivência da marca. Mesmo nos piores momentos, sempre tínhamos interessados visitando as concessionárias e apostando na sobrevivência da empresa.

DIÁRIO - Com que tipo de veículo a Fiat e a Chrysler vão tentar conquistar o consumidor norte-americano?
DERDERIAN - Teremos coisas muito interessantes, podem acreditar. Mas como o desenvolvimento de um novo veículo consome pelo menos três anos, as novidades só chegarão entre 2013 e 2014.

DIÁRIO - A Fiat e a Chrysler vão ter um novo carro específico para o mercado brasileiro?
DERDERIAN - Estão sendo feitos estudos nesse sentido. Pela estrutura disponível na América do Sul, faz sentido ter um veículo desenvolvido aqui. A Chrysler e Fiat abrigam, sob seu chapéu, várias marcas, como a Jeep, Dodge e Alfa Romeo, entre outras.

DIÁRIO - Poderia ser um jipinho, com características da Jeep?
DERDERIAN - É uma das possibilidades. Sob o comando do Marchionne, a Chrysler vai buscar maior internacionalização - queremos crescer neste ano 10% fora dos Estados Unidos. E isso se faz com produtos adequados para os variados mercados.

DIÁRIO - No Brasil, quem vai comandar esse processo? Será a atual administração da Chrysler, encabeçada por você, ou a Fiat?
DERDERIAN - Para essa pergunta, eu ainda não tenho resposta.

DIÁRIO - Mas a Fiat já assumiu parte do trabalho administrativo que antes era auxiliado pela Daimler?
DERDERIAN - A Fiat já nos ajuda em uma parte do processo. Até setembro, vamos nos desvincultar totalmente da Mercedes-Benz. Já estamos numa nova sede em São Paulo.

DIÁRIO - A rede de concessionárias será desmembrada da Mercedes-Benz?
DERDERIAN - Sim. O cliente Chrysler não quer se sentir de segunda classe numa concessionária Mercedes-Benz. Será rede própria, sem vínculo com a Fiat.



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Fora da concordata, Chrysler respira

Wagner Oliveira
Enviado a Brasília

16/06/2010 | 07:01


"Nós saímos do ralo e voltamos para a piscina". É assim que o diretor-geral da Chrysler no Brasil, Philip Derderian, definiu a recuperação da montadora norte-americana. Fragilizada, a empresa só não foi à falência porque recebeu ajuda do governo dos Estados Unidos, que, em contrapartida, obrigou a Chrysler a se fundir com a Fiat.

No Brasil, o indício da recuperação foi percebido na semana passada, quando a montadora apresentou em Brasília novos produtos. Foram apenas versões dos modelos Jeep Wrangler e Cherokee e do Dodge Journey, mas não deixa de ter significado diante do intervalo de dois anos sem lançamentos.

"Estamos apresentando esses novos veículos com um ano de atraso", disse. Em 2009, segundo Derderian, a Chrysler ficou quatro meses sem estoque para abastecer a rede de 32 concessionárias. Parte da produção da montadora foi interrompida devido à escassez de peças, que não eram entregues por falta de pagamento.

Mas tudo isso é passado. A Chrysler prepara-se para nova fase em que vai desenvolver seus primeiros carros em parceria com a Fiat. Um deles pode ser um jipinho feito na América do Sul, reunindo o melhor das empresas. A parceria com a alemã Daimler acaba em setembro no País. A rede terá pontos próprios, deixando de dividir espaço em revendas da Mercedes.

DIÁRIO - O pior já ficou para trás?
PHILIP DERDERIAN - Sim. Sobrevivemos a uma hecatombe. Em maio de 2009, saímos do ralo e voltamos à piscina. Agora, as coisas já estão bem melhores.

DIÁRIO - Como?
DERDERIAN - No quadrimestre deste ano, tivemos lucro líquido de US$ 143 milhões - o primeiro desde 2006. As vendas cresceram 33% em maio, chegando a 105 mil unidades. O aumento foi o segundo consecutivo das vendas mensais da montadora, em bases anuais. (Na sexta-feira, o presidente mundial da Fiat/Chrysler, o italiano Sergio Marchionne, anunciou a saída da montadora norte-americana da concordata, um ano depois de ter recebido ajuda do governo norte-americano).

DIÁRIO - E no Brasil?
DERDERIAN - Neste ano, pretendemos vender 6.200 unidades. É o mesmo volume de 2008. É porque, no ano passado, ficamos sem estoque para abastecer a rede em razão da crise que paralisou a produção em várias fábricas. O que nos orgulhou é que o consumidor brasileiro sempre acreditou na sobrevivência da marca. Mesmo nos piores momentos, sempre tínhamos interessados visitando as concessionárias e apostando na sobrevivência da empresa.

DIÁRIO - Com que tipo de veículo a Fiat e a Chrysler vão tentar conquistar o consumidor norte-americano?
DERDERIAN - Teremos coisas muito interessantes, podem acreditar. Mas como o desenvolvimento de um novo veículo consome pelo menos três anos, as novidades só chegarão entre 2013 e 2014.

DIÁRIO - A Fiat e a Chrysler vão ter um novo carro específico para o mercado brasileiro?
DERDERIAN - Estão sendo feitos estudos nesse sentido. Pela estrutura disponível na América do Sul, faz sentido ter um veículo desenvolvido aqui. A Chrysler e Fiat abrigam, sob seu chapéu, várias marcas, como a Jeep, Dodge e Alfa Romeo, entre outras.

DIÁRIO - Poderia ser um jipinho, com características da Jeep?
DERDERIAN - É uma das possibilidades. Sob o comando do Marchionne, a Chrysler vai buscar maior internacionalização - queremos crescer neste ano 10% fora dos Estados Unidos. E isso se faz com produtos adequados para os variados mercados.

DIÁRIO - No Brasil, quem vai comandar esse processo? Será a atual administração da Chrysler, encabeçada por você, ou a Fiat?
DERDERIAN - Para essa pergunta, eu ainda não tenho resposta.

DIÁRIO - Mas a Fiat já assumiu parte do trabalho administrativo que antes era auxiliado pela Daimler?
DERDERIAN - A Fiat já nos ajuda em uma parte do processo. Até setembro, vamos nos desvincultar totalmente da Mercedes-Benz. Já estamos numa nova sede em São Paulo.

DIÁRIO - A rede de concessionárias será desmembrada da Mercedes-Benz?
DERDERIAN - Sim. O cliente Chrysler não quer se sentir de segunda classe numa concessionária Mercedes-Benz. Será rede própria, sem vínculo com a Fiat.

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