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Operadoras de turismo fazem 'feirão'



14/06/2009 | 07:15


Com as férias de julho se aproximando e o fantasma da crise ainda no ar, a indústria do turismo busca inspiração nos feirões automobilísticos para desovar os estoques de pacotes.

Nesta semana, a CVC, maior operadora de turismo do País e que tem sede em Santo André, fará seu primeiro "feirão" de viagens. A empresa pretende vender pacotes com condições inéditas no setor - como parcelamento de destinos internacionais em até 12 vezes sem juros e a possibilidade de viajar e só pagar quando voltar.

Estratégia semelhante seguem os grandes resorts do País, que iniciam hoje uma promoção conjunta para hospedagem em julho, a custo de baixa temporada.

Com a "ajudinha" do dólar, em queda desde maio, as vendas devem esquentar, acreditam representantes do setor.

"Em número de passageiros, devemos ter um mês de julho melhor que o de 2008, que já foi um ano excelente", afirmou o presidente da Braztoa (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo), José Eduardo Barbosa. Entretanto, por causa da queda nos preços, ele acredita que não haverá expansão no faturamento.

A CVC estima um crescimento de 18% em julho ante o mesmo período do ano passado. Desde março, a companhia vem investindo em uma estratégia agressiva de preços e ampliando os prazos de financiamento dos pacotes.

"Se ficássemos parados, aí sim a crise poderia chegar. Essa é a hora de reduzir preços", relatou o gerente-geral de vendas, Roberto Vertemati. Em destinos como Caribe, a CVC esticou o prazo de pagamento de quatro para 12 meses.

O portal Decolar, maior empresa de vendas de pacotes e passagens aéreas pela internet, criou em novembro uma linha de crédito própria para financiar seus clientes. As viagens podem ser financiadas em até 18 vezes sem juros.

A medida visa a atingir não apenas as classes C e D - que respondem por metade dos compradores do site -, mas também as de mais alta renda. "Temos tanto a classe média que financia a passagem na classe executiva quanto o casal de classe C que vai fazer seu primeiro cruzeiro", destacou o diretor-geral do Decolar, Alípio Camanzano.

O dólar baixo, porém, funcionou como um catalisador das vendas. Na CVC, as vendas de pacotes para destinos internacionais cresceram 30% desde março. A queda gradativa do valor da moeda americana tem mudado também o comportamento do turista.

Na Nascimento Turismo, a procura por viagens para o exterior começou a se aquecer agora. "Como o dólar está caindo dia a dia e não existe preocupação com vaga, as pessoas estão esperando e fazendo reservas de última hora", afirmou o diretor-geral, Plínio Nascimento.

Os preços para a alta temporada também estão menores: em média 20% de redução nos destinos internacionais e 15% nos nacionais. "As promoções também vêm de nossos fornecedores, por causa da baixa ocupação", completou Nascimento.

Liberação de preços de passagens aquece vendas do setor

A liberação dos preços de passagens internacionais pela Anac (Agência Nacional de Aviação), em abril, foi um ingrediente importante para o aquecimento das vendas. "Hoje, você compra uma passagem para Nova York por US$ 580. Antes, não encontrava por menos de US$ 800", afirma Camanzano, do portal Decolar.

Em julho, porém, a tendência é que os preços das passagens acompanhem a demanda. "A alta temporada vai se vender sozinha", acredita Sílvia Fagundes, diretora da Travelstart.

Os preços das passagens para destinos domésticos também têm movimentado o setor. "A entrada de novos competidores, ainda que tímida, já fez baixar os preços", diz Plínio Nascimento. A Azul, por exemplo, lançou uma promoção na semana passada para parcelamento de passagens em até 10 vezes sem juros. Os destinos incluem Salvador, Recife e Curitiba.

A oportunidade é acompanhada de perto por consumidores como o advogado Rodrigo Valverde, de 26 anos. Valverde, que costuma viajar todos os anos, diz que já percebeu redução no preço das passagens domésticas.



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Operadoras de turismo fazem 'feirão'


14/06/2009 | 07:15


Com as férias de julho se aproximando e o fantasma da crise ainda no ar, a indústria do turismo busca inspiração nos feirões automobilísticos para desovar os estoques de pacotes.

Nesta semana, a CVC, maior operadora de turismo do País e que tem sede em Santo André, fará seu primeiro "feirão" de viagens. A empresa pretende vender pacotes com condições inéditas no setor - como parcelamento de destinos internacionais em até 12 vezes sem juros e a possibilidade de viajar e só pagar quando voltar.

Estratégia semelhante seguem os grandes resorts do País, que iniciam hoje uma promoção conjunta para hospedagem em julho, a custo de baixa temporada.

Com a "ajudinha" do dólar, em queda desde maio, as vendas devem esquentar, acreditam representantes do setor.

"Em número de passageiros, devemos ter um mês de julho melhor que o de 2008, que já foi um ano excelente", afirmou o presidente da Braztoa (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo), José Eduardo Barbosa. Entretanto, por causa da queda nos preços, ele acredita que não haverá expansão no faturamento.

A CVC estima um crescimento de 18% em julho ante o mesmo período do ano passado. Desde março, a companhia vem investindo em uma estratégia agressiva de preços e ampliando os prazos de financiamento dos pacotes.

"Se ficássemos parados, aí sim a crise poderia chegar. Essa é a hora de reduzir preços", relatou o gerente-geral de vendas, Roberto Vertemati. Em destinos como Caribe, a CVC esticou o prazo de pagamento de quatro para 12 meses.

O portal Decolar, maior empresa de vendas de pacotes e passagens aéreas pela internet, criou em novembro uma linha de crédito própria para financiar seus clientes. As viagens podem ser financiadas em até 18 vezes sem juros.

A medida visa a atingir não apenas as classes C e D - que respondem por metade dos compradores do site -, mas também as de mais alta renda. "Temos tanto a classe média que financia a passagem na classe executiva quanto o casal de classe C que vai fazer seu primeiro cruzeiro", destacou o diretor-geral do Decolar, Alípio Camanzano.

O dólar baixo, porém, funcionou como um catalisador das vendas. Na CVC, as vendas de pacotes para destinos internacionais cresceram 30% desde março. A queda gradativa do valor da moeda americana tem mudado também o comportamento do turista.

Na Nascimento Turismo, a procura por viagens para o exterior começou a se aquecer agora. "Como o dólar está caindo dia a dia e não existe preocupação com vaga, as pessoas estão esperando e fazendo reservas de última hora", afirmou o diretor-geral, Plínio Nascimento.

Os preços para a alta temporada também estão menores: em média 20% de redução nos destinos internacionais e 15% nos nacionais. "As promoções também vêm de nossos fornecedores, por causa da baixa ocupação", completou Nascimento.

Liberação de preços de passagens aquece vendas do setor

A liberação dos preços de passagens internacionais pela Anac (Agência Nacional de Aviação), em abril, foi um ingrediente importante para o aquecimento das vendas. "Hoje, você compra uma passagem para Nova York por US$ 580. Antes, não encontrava por menos de US$ 800", afirma Camanzano, do portal Decolar.

Em julho, porém, a tendência é que os preços das passagens acompanhem a demanda. "A alta temporada vai se vender sozinha", acredita Sílvia Fagundes, diretora da Travelstart.

Os preços das passagens para destinos domésticos também têm movimentado o setor. "A entrada de novos competidores, ainda que tímida, já fez baixar os preços", diz Plínio Nascimento. A Azul, por exemplo, lançou uma promoção na semana passada para parcelamento de passagens em até 10 vezes sem juros. Os destinos incluem Salvador, Recife e Curitiba.

A oportunidade é acompanhada de perto por consumidores como o advogado Rodrigo Valverde, de 26 anos. Valverde, que costuma viajar todos os anos, diz que já percebeu redução no preço das passagens domésticas.

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