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Vendas diretas dão ‘bico’ na crise


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

22/05/2005 | 09:58


Resistente a crises, o setor de vendas diretas não pára de crescer no Grande ABC. O segmento, também conhecido como venda porta-a-porta, teve em 2004 o melhor resultado dos últimos seis anos, e se mantém em expansão. Empresas do setor instaladas na região apresentaram crescimento de até 50% no ano passado. Em 2005, os números se mantêm favoráveis.

No país, o setor cresceu 27% em faturamento em 2004. No primeiro trimestre deste ano, a atividade teve alta de 24,3% em vendas na comparação com mesmo período de 2004. “Esse é um modelo de negócios que caiu no gosto do brasileiro”, avalia o presidente da ABEVD (Associação Brasileira das Empresas de Vendas Diretas), Rodolfo Gutilla.

Segundo o dirigente, o sistema de vendas se enquadra na cultura do país, “baseada no relacionamento interpessoal”. Ele exemplifica: “Na venda direta, a revendedora pode conhecer melhor a cliente e orientar a compra”. Para Guti-lla, isso é o que explica que 70% dos cremes de tratamento facial vendidos no país são pelo porta-a-porta. Ele afirma ainda que as empresas do setor têm investido em comunicação, qualificação e na ampliação do leque de itens.

A fabricante de cosméticos Di Larouffe, de São Bernardo, por exemplo, oferece programa de treinamento de vendas e de orientação técnica às consultoras. São cerca de 30 mil revendedoras da marca. A empresa registrou em 2004 crescimento de 16% em faturamento ante 2003, e neste ano mantém ritmo de expansão semelhante.

Um dos segredos para crescer, segundo a gerente de marketing da empresa, Larissa Lopes da Mota, foi centrar o foco em datas comemorativas e investir em embalagens diferenciadas. “Fizemos também investimento em experimentação de produtos e na abertura de novas franquias”, afirma. Hoje são 63 franqueados, que possuem estoques para pronta entrega e fazem a intermediação da fábrica com as revendedoras. A Di Larouffe possui mais de 120 itens, entre maquiagem, perfume, creme corporal, entre outras linhas.

Outra empresa que tem operações na região, a Nu Skin teve crescimento de 50% em faturamento em 2004. Com centro de distribuição em Santo André, a companhia continua em ritmo forte. Registrou no primeiro trimestre vendas 55% maiores ante o mesmo período de 2004.

A Nu Skin, cuja matriz mundial fica em Stanford (EUA), comercializa no Brasil cosméticos e suplementos alimentares, por meio de 40 mil revendedores. A empresa está investindo em produtos desenvolvidos e fabricados no país em parceria com fornecedores locais. Do leque de 80 itens, 15 já são nacionais.

Atípico – Uma empresa que atua no porta-a-porta, embora fuja do padrão típico do setor, é a Ossel. A empresa, que tem escritório em Santo André, comercializa planos funerários, por meio de 60 vendedores autônomos. Segundo o diretor comercial, Ricardo Muraro, os contratos vendidos passaram de 250 por mês em 2003 para cerca de 300 mensalmente em 2004 – alta de 20%.

Muraro afirma que o produto exige a presença dos vendedores para explicá-lo aos interessados, que poderão comprar um plano familiar (de R$ 1.040 parcelados em 13 vezes) e depois pagar manutenção de R$ 20 por mês. Envolve desde liberação do corpo, ornamento do velório até a urna funerária. “Tentamos passar que a pessoa deve se prevenir para não ter de fazer vaquinha para as despesas funerárias de um familiar.”



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Vendas diretas dão ‘bico’ na crise

Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

22/05/2005 | 09:58


Resistente a crises, o setor de vendas diretas não pára de crescer no Grande ABC. O segmento, também conhecido como venda porta-a-porta, teve em 2004 o melhor resultado dos últimos seis anos, e se mantém em expansão. Empresas do setor instaladas na região apresentaram crescimento de até 50% no ano passado. Em 2005, os números se mantêm favoráveis.

No país, o setor cresceu 27% em faturamento em 2004. No primeiro trimestre deste ano, a atividade teve alta de 24,3% em vendas na comparação com mesmo período de 2004. “Esse é um modelo de negócios que caiu no gosto do brasileiro”, avalia o presidente da ABEVD (Associação Brasileira das Empresas de Vendas Diretas), Rodolfo Gutilla.

Segundo o dirigente, o sistema de vendas se enquadra na cultura do país, “baseada no relacionamento interpessoal”. Ele exemplifica: “Na venda direta, a revendedora pode conhecer melhor a cliente e orientar a compra”. Para Guti-lla, isso é o que explica que 70% dos cremes de tratamento facial vendidos no país são pelo porta-a-porta. Ele afirma ainda que as empresas do setor têm investido em comunicação, qualificação e na ampliação do leque de itens.

A fabricante de cosméticos Di Larouffe, de São Bernardo, por exemplo, oferece programa de treinamento de vendas e de orientação técnica às consultoras. São cerca de 30 mil revendedoras da marca. A empresa registrou em 2004 crescimento de 16% em faturamento ante 2003, e neste ano mantém ritmo de expansão semelhante.

Um dos segredos para crescer, segundo a gerente de marketing da empresa, Larissa Lopes da Mota, foi centrar o foco em datas comemorativas e investir em embalagens diferenciadas. “Fizemos também investimento em experimentação de produtos e na abertura de novas franquias”, afirma. Hoje são 63 franqueados, que possuem estoques para pronta entrega e fazem a intermediação da fábrica com as revendedoras. A Di Larouffe possui mais de 120 itens, entre maquiagem, perfume, creme corporal, entre outras linhas.

Outra empresa que tem operações na região, a Nu Skin teve crescimento de 50% em faturamento em 2004. Com centro de distribuição em Santo André, a companhia continua em ritmo forte. Registrou no primeiro trimestre vendas 55% maiores ante o mesmo período de 2004.

A Nu Skin, cuja matriz mundial fica em Stanford (EUA), comercializa no Brasil cosméticos e suplementos alimentares, por meio de 40 mil revendedores. A empresa está investindo em produtos desenvolvidos e fabricados no país em parceria com fornecedores locais. Do leque de 80 itens, 15 já são nacionais.

Atípico – Uma empresa que atua no porta-a-porta, embora fuja do padrão típico do setor, é a Ossel. A empresa, que tem escritório em Santo André, comercializa planos funerários, por meio de 60 vendedores autônomos. Segundo o diretor comercial, Ricardo Muraro, os contratos vendidos passaram de 250 por mês em 2003 para cerca de 300 mensalmente em 2004 – alta de 20%.

Muraro afirma que o produto exige a presença dos vendedores para explicá-lo aos interessados, que poderão comprar um plano familiar (de R$ 1.040 parcelados em 13 vezes) e depois pagar manutenção de R$ 20 por mês. Envolve desde liberação do corpo, ornamento do velório até a urna funerária. “Tentamos passar que a pessoa deve se prevenir para não ter de fazer vaquinha para as despesas funerárias de um familiar.”

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