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Salman Rushdie lança livro novo em Paraty


Alessandro Soares
Do Diário do Grande ABC

08/07/2005 | 08:42


Indiano de família muçulmana, Salman Rushdie preocupa-se com os atentados de Londres, onde vive, mas não teme se tornar alvo de extremistas muçulmanos em Paraty. O escritor está na cidade histórica fluminense para a 3ª Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), onde lança neste sábado Shalimar, o Equilibrista (Companhia das Letras, 392 págs., R$ 46), que sai primeiro no Brasil antes de ser publicado em setembro, na Inglaterra.

Nesta sexta-feira, Jô Soares e Isabel Lustosa falam sobre a sátira, às 19h; às 21h, será projetado o documentário Julia Mann, de Marcos Streker, com roteiro do escritor João Silvério Trevisan, que trata da influência sobre o escritor alemão Thomas Mann (1875-1955) de sua mãe brasileira. Julia da Silva Mann nasceu em Paraty, em 1851, e morreu em Lübeck, em 1932, saudosa do Brasil. A casa onde nasceu pertence hoje ao navegador Amyr Klink.

Rushdie fala neste sábado, às 19h. Além de história de amor, traição e assassinato, seu livro seria uma metáfora da atualidade. Numa aldeia de artistas na Caxemira - região de litígio entre Índia e Paquistão -, Shalimar e a dançarina Boonyi, de religiões diferentes, se casam. Mas ela torna-se amante do embaixador norte-americano, Max Ophuls, vendo nele um meio de mudar de vida. Shalimar junta-se a terroristas muçulmanos, mas não vira fanático, Boonyi perde o encanto e Ophuls, que formula teorias sobre as futuras novas potências Índia, China e Brasil, é assassinado.

Rushdie teme outro tipo de atentado: contra a livre expressão. Viveu a década passada escondido, temendo ser morto por extremistas desde sua condenação à morte em uma fatwa decretada em 1989 pelo aiatolá Khomeini, do Irã, que considerou seu livro Versos Satânicos ofensivo ao Corão. Livre da fatwa, Rushdie teme agora o crescente assassinato de jornalistas e a diminuição da pluralidade de opinião, com os meios de comunicação concentrados por poucos donos.



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Salman Rushdie lança livro novo em Paraty

Alessandro Soares
Do Diário do Grande ABC

08/07/2005 | 08:42


Indiano de família muçulmana, Salman Rushdie preocupa-se com os atentados de Londres, onde vive, mas não teme se tornar alvo de extremistas muçulmanos em Paraty. O escritor está na cidade histórica fluminense para a 3ª Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), onde lança neste sábado Shalimar, o Equilibrista (Companhia das Letras, 392 págs., R$ 46), que sai primeiro no Brasil antes de ser publicado em setembro, na Inglaterra.

Nesta sexta-feira, Jô Soares e Isabel Lustosa falam sobre a sátira, às 19h; às 21h, será projetado o documentário Julia Mann, de Marcos Streker, com roteiro do escritor João Silvério Trevisan, que trata da influência sobre o escritor alemão Thomas Mann (1875-1955) de sua mãe brasileira. Julia da Silva Mann nasceu em Paraty, em 1851, e morreu em Lübeck, em 1932, saudosa do Brasil. A casa onde nasceu pertence hoje ao navegador Amyr Klink.

Rushdie fala neste sábado, às 19h. Além de história de amor, traição e assassinato, seu livro seria uma metáfora da atualidade. Numa aldeia de artistas na Caxemira - região de litígio entre Índia e Paquistão -, Shalimar e a dançarina Boonyi, de religiões diferentes, se casam. Mas ela torna-se amante do embaixador norte-americano, Max Ophuls, vendo nele um meio de mudar de vida. Shalimar junta-se a terroristas muçulmanos, mas não vira fanático, Boonyi perde o encanto e Ophuls, que formula teorias sobre as futuras novas potências Índia, China e Brasil, é assassinado.

Rushdie teme outro tipo de atentado: contra a livre expressão. Viveu a década passada escondido, temendo ser morto por extremistas desde sua condenação à morte em uma fatwa decretada em 1989 pelo aiatolá Khomeini, do Irã, que considerou seu livro Versos Satânicos ofensivo ao Corão. Livre da fatwa, Rushdie teme agora o crescente assassinato de jornalistas e a diminuição da pluralidade de opinião, com os meios de comunicação concentrados por poucos donos.

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