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Acusado de assassinar sindicalista tem sigilo quebrado



22/05/2005 | 09:47


Apontado pelo Ministério Público como mandante do assassinato do presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rondon do Pará, José Dutra da Costa, o Dezinho, em 22 de novembro de 2000, o fazendeiro Décio José Barroso Nunes, o Delsão, teve seu sigilo telefônico e bancário quebrado nesta sexta por determinação do juiz Edivaldo Saldanha Souza. O fazendeiro, que se diz proprietário de mais de 150 mil hectares de terras em Rondon, é suspeito de encomendar a morte de outras pessoas no município.

Todas as ligações telefônicas feitas ou recebidas por Delsão entre 2000 e 2005, além de depósitos ou saques de suas contas bancárias nos últimos cinco anos devem ser entregues à justiça dentro de 30 dias. A decisão do juiz atendeu a um pedido feito pelo promotor de Justiça Mauro José Mendes de Almeida, para quem o fazendeiro, “muito temido na região”, usa seu poder para “intimidar pessoas e testemunhas, sendo o líder de um grupo cuja finalidade seria eliminar lideranças do movimento sindical envolvidas em conflitos agrários ou qualquer oposição a seus interesses”.

Após o assassinato da missionária Dorothy Stang, em Anapu, em fevereiro deste ano, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Congresso tentou quebrar os sigilos de Delsão, mas não conseguiu. O pedido foi rejeitado pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça). A reportagem tentou ouvir o fazendeiro, mas não conseguiu. Seus empregados disseram que ele não comentaria a decisão judicial. O promotor afirma que testemunhas da morte do sindicalista estariam sofrendo ameaças, pressão, constrangimento e tentativas de aliciamento.



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Acusado de assassinar sindicalista tem sigilo quebrado


22/05/2005 | 09:47


Apontado pelo Ministério Público como mandante do assassinato do presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rondon do Pará, José Dutra da Costa, o Dezinho, em 22 de novembro de 2000, o fazendeiro Décio José Barroso Nunes, o Delsão, teve seu sigilo telefônico e bancário quebrado nesta sexta por determinação do juiz Edivaldo Saldanha Souza. O fazendeiro, que se diz proprietário de mais de 150 mil hectares de terras em Rondon, é suspeito de encomendar a morte de outras pessoas no município.

Todas as ligações telefônicas feitas ou recebidas por Delsão entre 2000 e 2005, além de depósitos ou saques de suas contas bancárias nos últimos cinco anos devem ser entregues à justiça dentro de 30 dias. A decisão do juiz atendeu a um pedido feito pelo promotor de Justiça Mauro José Mendes de Almeida, para quem o fazendeiro, “muito temido na região”, usa seu poder para “intimidar pessoas e testemunhas, sendo o líder de um grupo cuja finalidade seria eliminar lideranças do movimento sindical envolvidas em conflitos agrários ou qualquer oposição a seus interesses”.

Após o assassinato da missionária Dorothy Stang, em Anapu, em fevereiro deste ano, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Congresso tentou quebrar os sigilos de Delsão, mas não conseguiu. O pedido foi rejeitado pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça). A reportagem tentou ouvir o fazendeiro, mas não conseguiu. Seus empregados disseram que ele não comentaria a decisão judicial. O promotor afirma que testemunhas da morte do sindicalista estariam sofrendo ameaças, pressão, constrangimento e tentativas de aliciamento.

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