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Centrais firmam bandeiras para 2011


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

02/05/2011 | 07:17


Sindicalistas e políticos presentes ao show do 1º de Maio, no Paço Municipal de São Bernardo, ontem à tarde, destacaram a importância de medidas para controlar a inflação e reafirmaram três bandeiras do movimento sindical: a continuidade do crescimento do emprego, a luta pela redução da jornada de trabalho para 40 horas e pelo fim do fator previdenciário.

Esses foram temas citados pelo vice-presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), José Lopes Feijóo. Para ele, alguns ajustes devem ser feitos para conter a taxa inflacionária. No entanto, avaliou que a situação está sob controle e não há risco para a expansão econômica.

O ex-presidente da CNM-CUT (Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT) e deputado federal (PT) Carlos Alberto Grana salientou que o Brasil tem boas oportunidades de se manter em rota favorável em termos de emprego, com a exploração do pré-sal, a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.

Por sua vez, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre, assinalou que o País vive período de crescimento, com democracia, mas ainda há ditadura em locais de trabalho. Ele citou que é inadmissível que existam situações parecidas com trabalho escravo, como ocorre na obra da usina hidrelétrica do Jirau (em Rondônia). "O Brasil não pode conviver com isso", disse.

Para Nobre, o Dia do Trabalho organizado pela CUT tem dois grandes objetivos: rememorar as lutas do passado e pensar o futuro, em como avançar para que o trabalhador possa viver melhor. "Muito jovem acha que o 13º, as férias e a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) vieram do nada; foram fruto de muita luta e mobilização", observou.

O evento atraiu muitos adolescentes, interessados em ver de perto cantores conhecidos (como Luan Santana, Victor & Leo e Marcos & Belutti). Era o caso, por exemplo, de Glenda Michelin Riul, de 13 anos. Acompanhada de seu pai, João Carlos Riul, 55, ela era uma de centenas de moças que portavam faixa na testa com o nome de Luan Santana.

Dirigindo-se a esse público, o prefeito Luiz Marinho (que participou do ato político, por volta das 19h30) disse que a administração municipal está empenhada em criar oportunidades de trabalho, principalmente, para a juventude. Ele também ressaltou que o evento serviu para sindicatos ligados à CUT mostrarem que continuam lutando por mais emprego e pelo fim do imposto sindical.

A Polícia Militar estimou em 10 mil pessoas o público presente, enquanto os organizadores citaram 40 mil. A chuva, que não deu trégua durante toda a tarde, atrapalhou um pouco, mas não impediu que muitas famílias fossem ao Paço. O casal Edivaldo Guilherme dos Santos, 41 anos, e Lúcia Helena Xavier, 39, levou o filho, João Vítor, de 4 anos. "É um dia para o trabalhador comemorar", disse Santos.



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Centrais firmam bandeiras para 2011

Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

02/05/2011 | 07:17


Sindicalistas e políticos presentes ao show do 1º de Maio, no Paço Municipal de São Bernardo, ontem à tarde, destacaram a importância de medidas para controlar a inflação e reafirmaram três bandeiras do movimento sindical: a continuidade do crescimento do emprego, a luta pela redução da jornada de trabalho para 40 horas e pelo fim do fator previdenciário.

Esses foram temas citados pelo vice-presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), José Lopes Feijóo. Para ele, alguns ajustes devem ser feitos para conter a taxa inflacionária. No entanto, avaliou que a situação está sob controle e não há risco para a expansão econômica.

O ex-presidente da CNM-CUT (Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT) e deputado federal (PT) Carlos Alberto Grana salientou que o Brasil tem boas oportunidades de se manter em rota favorável em termos de emprego, com a exploração do pré-sal, a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.

Por sua vez, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre, assinalou que o País vive período de crescimento, com democracia, mas ainda há ditadura em locais de trabalho. Ele citou que é inadmissível que existam situações parecidas com trabalho escravo, como ocorre na obra da usina hidrelétrica do Jirau (em Rondônia). "O Brasil não pode conviver com isso", disse.

Para Nobre, o Dia do Trabalho organizado pela CUT tem dois grandes objetivos: rememorar as lutas do passado e pensar o futuro, em como avançar para que o trabalhador possa viver melhor. "Muito jovem acha que o 13º, as férias e a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) vieram do nada; foram fruto de muita luta e mobilização", observou.

O evento atraiu muitos adolescentes, interessados em ver de perto cantores conhecidos (como Luan Santana, Victor & Leo e Marcos & Belutti). Era o caso, por exemplo, de Glenda Michelin Riul, de 13 anos. Acompanhada de seu pai, João Carlos Riul, 55, ela era uma de centenas de moças que portavam faixa na testa com o nome de Luan Santana.

Dirigindo-se a esse público, o prefeito Luiz Marinho (que participou do ato político, por volta das 19h30) disse que a administração municipal está empenhada em criar oportunidades de trabalho, principalmente, para a juventude. Ele também ressaltou que o evento serviu para sindicatos ligados à CUT mostrarem que continuam lutando por mais emprego e pelo fim do imposto sindical.

A Polícia Militar estimou em 10 mil pessoas o público presente, enquanto os organizadores citaram 40 mil. A chuva, que não deu trégua durante toda a tarde, atrapalhou um pouco, mas não impediu que muitas famílias fossem ao Paço. O casal Edivaldo Guilherme dos Santos, 41 anos, e Lúcia Helena Xavier, 39, levou o filho, João Vítor, de 4 anos. "É um dia para o trabalhador comemorar", disse Santos.

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