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Cães e gatos também ficam doentes no inverno

Stockdevil/FreeDigitalPhotos.net Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Caroline Garcia
Do Diário OnLine

19/06/2015 | 07:00


Não são só os donos que sofrem com a chegada do inverno. Coriza, tosse, secreção nasal e espirro também fazem parte da vida de cães e gatos com a mudança de temperatura. A doença, que é muito semelhante à gripe dos humanos, é altamente transmissível entre os animais.

Nos cães, o nome correto é Traqueobronquite infecciosa canina, ou Tosse dos Canis, causada por bactérias e vírus, e que se manifesta principalmente com o tempo mais frio e seco. “O animal apresenta tosse geralmente com catarro, secreção nos olhos e corrimento nasal, que é aquela aguinha que sai no nariz dos cães. É altamente contagioso entre os cachorros, mas é benigna, raramente pode evoluir para casos mais graves”, afirma o professor de Veterinária da Universidade Metodista Paulo Salzo.

Segundo o professor, a doença permanece no organismo entre uma e duas semanas, e os sintomas costumam ir embora sozinhos. “Em alguns casos, podemos tratar uma traquéia inflamada, por exemplo. No qual entramos com antibiótico e antiinflamatório, além de recomendar inalação com soro fisiológico.”

A “gripe canina” é transmitida por contato com outros cachorros doentes. Vale lembrar que a doença, tanto a do gato quanto a do cão, não passa para seres humanos, e nem os donos, caso estiverem gripados, podem transmitir o vírus para os animais.

“Outro método de contágio se dá por frequentar o mesmo local que um cachorro doente esteve, como pet shops. Ou se alguém teve contato com um bicho doente, pode ter as roupas contaminadas e transmitir para outro cachorro”, afirma o professor.

Mais um cuidado durante o frio é o uso de roupinhas, principalmente se o cachorro for do tipo que tem pelo curto. “Não é uma questão restrita ao agasalho, também não se deve dar banhos quentes e sair no frio, por exemplo”, disse Salzo.

Já no caso dos gatos, a doença, chamada Complexo Respiratório Felino, é um pouco mais séria e pode se manifestar em diversas épocas do ano, sempre que o animal ficar com o sistema imunológico debilitado. O contágio também é direto e se dá pelo contato direto com outros animais doentes. “Além da secreção nasal e espirros, o gato pode apresentar também uma conjuntivite associada”, explica o professor do curso de Veterinária da Universidade Anhanguera de São Paulo Rodrigo Casemiro Pinto Monteiro.

Um dos vírus que ataca os felinos e provoca tais sintomas, o Herpes Vírus, não será jamais eliminado do organismo dos gatos. “É uma doença que é tratada, mas uma vez adquirida, o animal será sempre portador. E em caso de estresse ou de baixa imunidade, vai se manifestar novamente”, diz Monteiro.

Segundo o professor da Anhanguera, cerca de 50% dos gatos adquirem a doença, que é mais agressiva em filhotes e gatas grávidas, que podem até perder os filhotes. “Além de tratar os sintomas, pode solicitar também um hemograma e raio-x de tórax para o acompanhamento do caso.”

Há vacinas no mercado para a prevenção das tais “gripes”, com preço médio de R$ 60. O cachorro deve tomar duas doses – a segunda após 30 dias da primeira – além de um reforço anual. No caso dos gatos, não há uma vacina específica que previna todos os tipos de vírus que afetam o sistema respiratório dos felinos, mas há imunizações antivirais importantes, como a V3, V4 e V5.

A dica dos especialistas é sempre procurar ajuda profissional se houver algo de errado com o animal. “A demora para consultar o veterinário pode fazer com que qualquer doença evolua para um quadro mais sério. E um tratamento tardio pode não salvar o animal a tempo”, comenta Monteiro.



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Cães e gatos também ficam doentes no inverno

Caroline Garcia
Do Diário OnLine

19/06/2015 | 07:00


Não são só os donos que sofrem com a chegada do inverno. Coriza, tosse, secreção nasal e espirro também fazem parte da vida de cães e gatos com a mudança de temperatura. A doença, que é muito semelhante à gripe dos humanos, é altamente transmissível entre os animais.

Nos cães, o nome correto é Traqueobronquite infecciosa canina, ou Tosse dos Canis, causada por bactérias e vírus, e que se manifesta principalmente com o tempo mais frio e seco. “O animal apresenta tosse geralmente com catarro, secreção nos olhos e corrimento nasal, que é aquela aguinha que sai no nariz dos cães. É altamente contagioso entre os cachorros, mas é benigna, raramente pode evoluir para casos mais graves”, afirma o professor de Veterinária da Universidade Metodista Paulo Salzo.

Segundo o professor, a doença permanece no organismo entre uma e duas semanas, e os sintomas costumam ir embora sozinhos. “Em alguns casos, podemos tratar uma traquéia inflamada, por exemplo. No qual entramos com antibiótico e antiinflamatório, além de recomendar inalação com soro fisiológico.”

A “gripe canina” é transmitida por contato com outros cachorros doentes. Vale lembrar que a doença, tanto a do gato quanto a do cão, não passa para seres humanos, e nem os donos, caso estiverem gripados, podem transmitir o vírus para os animais.

“Outro método de contágio se dá por frequentar o mesmo local que um cachorro doente esteve, como pet shops. Ou se alguém teve contato com um bicho doente, pode ter as roupas contaminadas e transmitir para outro cachorro”, afirma o professor.

Mais um cuidado durante o frio é o uso de roupinhas, principalmente se o cachorro for do tipo que tem pelo curto. “Não é uma questão restrita ao agasalho, também não se deve dar banhos quentes e sair no frio, por exemplo”, disse Salzo.

Já no caso dos gatos, a doença, chamada Complexo Respiratório Felino, é um pouco mais séria e pode se manifestar em diversas épocas do ano, sempre que o animal ficar com o sistema imunológico debilitado. O contágio também é direto e se dá pelo contato direto com outros animais doentes. “Além da secreção nasal e espirros, o gato pode apresentar também uma conjuntivite associada”, explica o professor do curso de Veterinária da Universidade Anhanguera de São Paulo Rodrigo Casemiro Pinto Monteiro.

Um dos vírus que ataca os felinos e provoca tais sintomas, o Herpes Vírus, não será jamais eliminado do organismo dos gatos. “É uma doença que é tratada, mas uma vez adquirida, o animal será sempre portador. E em caso de estresse ou de baixa imunidade, vai se manifestar novamente”, diz Monteiro.

Segundo o professor da Anhanguera, cerca de 50% dos gatos adquirem a doença, que é mais agressiva em filhotes e gatas grávidas, que podem até perder os filhotes. “Além de tratar os sintomas, pode solicitar também um hemograma e raio-x de tórax para o acompanhamento do caso.”

Há vacinas no mercado para a prevenção das tais “gripes”, com preço médio de R$ 60. O cachorro deve tomar duas doses – a segunda após 30 dias da primeira – além de um reforço anual. No caso dos gatos, não há uma vacina específica que previna todos os tipos de vírus que afetam o sistema respiratório dos felinos, mas há imunizações antivirais importantes, como a V3, V4 e V5.

A dica dos especialistas é sempre procurar ajuda profissional se houver algo de errado com o animal. “A demora para consultar o veterinário pode fazer com que qualquer doença evolua para um quadro mais sério. E um tratamento tardio pode não salvar o animal a tempo”, comenta Monteiro.

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