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Equipes lutam para achar sobreviventes em Moscou


Do Diário do Grande ABC

13/09/1999 | 09:03


Centenas de homens das equipes de resgate russas trabalham febrilmente para localizar eventuais sobreviventes entre os escombros de um prédio de oito andares, posto abaixo num atentado na madrugada desta segunda-feira, num bairro popular da avenida Kachirskoie, a Sudeste da capital Moscou. O edifício se tornou um monte de entulhos, de seis metros de altura.

O atentado, ocorrido por volta das 5h da madrugada (22h de domingo, em Brasília) matou pelo menos 45 pessoas, segundo o último balanço parcial dos bombeiros.

A imagem provoca medo em quem passa no local: há cinco dias, um atentado a bomba destruiu outro prédio na capital russa, matando 92 pessoas. As bandeiras estao hasteadas a meio-pau na Rússia esta segunda-feira, dia de luto nacional em memória das vítimas.

``Minha filha está lá'', grita chorando uma mulher, que nao pode se aproximar pois o setor está isolado, para que os bombeiros trabalhem.

A intervalos regulares, eles pedem silêncio para tentar ouvir pedidos de socorro de eventuais sobreviventes.

Quando um corpo ou parte de um corpo é localizado, é transportado para um terreno baldio ao lado. Ali se contabilizam os mortos.

``Posso dizer com 97% de certeza que se trata de um ato terrorista'', disse um especialista em explosivos convocado ao local.

``Esta explosao apresenta as características clássicas de um ato terrorista. Para destruir este imóvel, seria preciso pelo menos 120 quilos de explosivos, mistura de TNT e hexógeno'', afirma este chefe de laboratório da Universidade de obras públicas de Moscóu, Adolph Michuiev.

O porta-voz do FSB (ex-KGB), Alexandre Zdanovich, também confirmou que se trata de novo de um ato terrorista.

As primeiras testemunhas vizinhos na maioria, que chegaram ao local depois de serem acordados pelo barulho da explosao, estao confusos e silenciosos, convencidos desde o primeiro momento que se trata de um novo atentado.

``Fizeram isso para que o edifício ruísse completamente'', diz uma ancia que contempla a cena.

Diante do cenário desolado, um homem de cerca de cinquenta anos desabafa sua raiva: ``Aqui é a guerra, poderíamos nos sentir em Grozny'' (capital da Chechênia), grita à beira de um ataque de nervos.

``É preciso arrasar a Chechênia'' afirma.

A Chechênia serve de retaguarda aos islâmicos que combatem atualmente as forças russas no Daguestao e que sao suspeitas dos atentados realizados nas últimas semanas na Rússia.



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