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Pioneiro do PT em Mauá busca candidatura

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Primeiro candidato a prefeito petista na cidade, Francisco Grigio se filia à Rede e cogita estar nas urnas


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

15/11/2015 | 07:00


Primeiro candidato do PT à Prefeitura de Mauá, na eleição de 1982, Francisco Roberto Grigio se filiou à Rede Sustentabilidade e, em 2016, pode rivalizar com o partido pelo qual iniciou a curta carreira política. Afastado do cenário eleitoral desde aquela corrida eleitoral – a primeira da história do PT – Grigio se coloca como pré-candidato da legenda à sucessão do prefeito Donisete Braga (PT).

O ex-prefeiturável deixou o PT há mais de 25 anos, bem antes de o principal líder da legenda, Luiz Inácio Lula da Silva, chegar à Presidência da República. O ex-petista não poupa críticas à antiga casa. “O PT é um partido a mais no cenário político brasileiro. A mim nunca enganou e nunca vai enganar”, disse Grigio, hoje com 58 anos.

Em 1982, então recém-criado, o PT lançou dois candidatos ao Paço mauaense. Por divergências internas, a legenda apostou no nome de Grigio e de Luis Soares. Na ocasião, a disputa foi vencida por Leonel Damo (PMDB), que teve 35,61% dos votos, mas Grigio ficou em segundo lugar (13,45%). “Foi uma surpresa, ninguém acreditava que eu seria o segundo mais votado. As pessoas me zombavam pelo fato de na época eu ser muito jovem, artista, ter cabelos compridos. Falavam que eu era comunista, terrorista”, relata.

Depois de sair do PT, há cerca de duas décadas, o ex-prefeiturável conta que integrou o PPS e deixou de lado a política partidária, retornando ao cenário apenas neste ano. Grigio prevê que a crise interna enfrentada pelo PT, por conta do envolvimento em corrupção e do desgaste do governo da presidente Dilma Rousseff, dificultará a vida do partido no pleito do ano que vem. O ex-petista, inclusive, defende o impeachment da petista. “Alguém precisa pagar a conta dos inúmeros erros que foram cometidos pelo partido nesses anos todos”, alega.

Apesar do tom crítico, Grigio evita falar sobre como futuro rival da legenda, já que o partido ainda não bateu o martelo no nome do seu prefeiturável. O vereador Rogério Santana (sem partido), que também integrou o petismo, tenta ingresso na Rede para disputar o Paço. O parlamentar não foi aceito no partido por integrantes do diretório municipal, mas possui garantias de filiação via cúpula nacional.

“Eu gostaria de falar dessas coisas (de eleição) mais para frente, quando estiver tudo definido. Mas, com certeza, se eu for o candidato da Rede e ganhar a eleição, vou fazer bem diferente do que o Leonel e o próprio PT”, pontua.

Francisco Grigio é irmão do ex-vereador Luiz Grigio, que exerceu dois mandatos, entre 1997 e 2000 e entre 2001 e 2004. Segundo o ex-prefeiturável, o PT buscou seu irmão para resgatar algum nome da família Grigio para reforçar a campanha a prefeito de Oswaldo Dias (PT). “Não tenho relação política com meu irmão. Ele sempre pensou diferente de mim. Apenas o encontro em confraternização de família, nos damos bem, mas temos posições políticas diferentes.”



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Pioneiro do PT em Mauá busca candidatura

Primeiro candidato a prefeito petista na cidade, Francisco Grigio se filia à Rede e cogita estar nas urnas

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

15/11/2015 | 07:00


Primeiro candidato do PT à Prefeitura de Mauá, na eleição de 1982, Francisco Roberto Grigio se filiou à Rede Sustentabilidade e, em 2016, pode rivalizar com o partido pelo qual iniciou a curta carreira política. Afastado do cenário eleitoral desde aquela corrida eleitoral – a primeira da história do PT – Grigio se coloca como pré-candidato da legenda à sucessão do prefeito Donisete Braga (PT).

O ex-prefeiturável deixou o PT há mais de 25 anos, bem antes de o principal líder da legenda, Luiz Inácio Lula da Silva, chegar à Presidência da República. O ex-petista não poupa críticas à antiga casa. “O PT é um partido a mais no cenário político brasileiro. A mim nunca enganou e nunca vai enganar”, disse Grigio, hoje com 58 anos.

Em 1982, então recém-criado, o PT lançou dois candidatos ao Paço mauaense. Por divergências internas, a legenda apostou no nome de Grigio e de Luis Soares. Na ocasião, a disputa foi vencida por Leonel Damo (PMDB), que teve 35,61% dos votos, mas Grigio ficou em segundo lugar (13,45%). “Foi uma surpresa, ninguém acreditava que eu seria o segundo mais votado. As pessoas me zombavam pelo fato de na época eu ser muito jovem, artista, ter cabelos compridos. Falavam que eu era comunista, terrorista”, relata.

Depois de sair do PT, há cerca de duas décadas, o ex-prefeiturável conta que integrou o PPS e deixou de lado a política partidária, retornando ao cenário apenas neste ano. Grigio prevê que a crise interna enfrentada pelo PT, por conta do envolvimento em corrupção e do desgaste do governo da presidente Dilma Rousseff, dificultará a vida do partido no pleito do ano que vem. O ex-petista, inclusive, defende o impeachment da petista. “Alguém precisa pagar a conta dos inúmeros erros que foram cometidos pelo partido nesses anos todos”, alega.

Apesar do tom crítico, Grigio evita falar sobre como futuro rival da legenda, já que o partido ainda não bateu o martelo no nome do seu prefeiturável. O vereador Rogério Santana (sem partido), que também integrou o petismo, tenta ingresso na Rede para disputar o Paço. O parlamentar não foi aceito no partido por integrantes do diretório municipal, mas possui garantias de filiação via cúpula nacional.

“Eu gostaria de falar dessas coisas (de eleição) mais para frente, quando estiver tudo definido. Mas, com certeza, se eu for o candidato da Rede e ganhar a eleição, vou fazer bem diferente do que o Leonel e o próprio PT”, pontua.

Francisco Grigio é irmão do ex-vereador Luiz Grigio, que exerceu dois mandatos, entre 1997 e 2000 e entre 2001 e 2004. Segundo o ex-prefeiturável, o PT buscou seu irmão para resgatar algum nome da família Grigio para reforçar a campanha a prefeito de Oswaldo Dias (PT). “Não tenho relação política com meu irmão. Ele sempre pensou diferente de mim. Apenas o encontro em confraternização de família, nos damos bem, mas temos posições políticas diferentes.”

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