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Sustentáveis ganham espaço no carrinho


Alexandre Melo
Do Diário do Grande ABC

04/04/2010 | 07:05


No supermercado, a dona de casa Dineis Aparecida dos Santos analisa se levará a versão concentrada do amaciante de roupas ou a embalagem de dois litros, sendo que ambas rendem a mesma quantidade. Motivada pelo apelo ecológico, o fabricante criou a embalagem compacta para gastar menos plástico e transporte, e manter preço mais em conta nas prateleiras.

A consumidora demonstra não saber desses detalhes mas está disposta a comprar produtos mais sustentáveis, mesmo que sejam um pouco mais caros. "Se for pouca coisa eu levo, até porque o produto não agride tanto o meio ambiente", afirma.

Mesmo sem dados oficiais sobre a participação dos produtos com características sustentáveis nas vendas, varejistas estimam que os itens representem até 10% em algumas categorias de perecíveis. Segundo o diretor de sustentabilidade do Carrefour, Paulo Pianez, a fatia nas vendas varia entre 5% e 10%. "O consumidor está mais curioso para saber como os produtos são feitos e atento ao posicionamento das empresas na sociedade", avalia. Ele acredita que em cinco anos, a massa de pessoas que comprarão estes itens estará mais robusta.

Na avaliação da sócia-diretora da consultoria de varejo GS&MD Gouvêa de Souza, Daniela Siaulys, os supermercados estão mais atentos à questão, tanto que abrem seções para ter maior oferta de produtos sustentáveis. "O consumo não é maior porque a oferta ainda é baixa", diz.

Os clientes têm visto com bons olhos as parcerias entre indústria e varejo. A dona de casa Dineis, por exemplo, confessa que passará a prestar mais atenção na origem dos produtos que compra.

O executivo do Carrefour comenta que pesquisas de sustentabilidade e consumo indicam que 77% dos entrevistados estão interessados em saber quais ações as empresas desenvolvem sobre o tema. Outros 45% valorizam marcas com ações ambientais.

De acordo com o gerente de sustentabilidade do Walmart, Yuri Feres, a rede cobra que seus fornecedores tenham postura socioambiental. Pelo menos 25 indústrias desenvolverão ao longo de 18 meses produtos líderes de mercado para melhorar a eficiência na fabricação destes itens. "Fora este projeto, convidamos toda a cadeia para aprimorar os produtos vendidos pela rede", destaca o gestor. Feres pontua que, se o consumidor percebe que existe diferencial e o preço cabe no bolso, o item sustentável é incorporado à cesta.

DESAFIO
No Grupo Pão de Açúcar, o desafio é ter uma operação que gere menor impacto ao meio ambiente. O diretor de sustentabilidade, Paulo Pompílio, diz que os produtos com garantia de origem, como a carne rastreada - cuja criação de gado é realizada em área legalizada - é uma das ações realizadas.

O executivo lembra que os itens do programa Caras do Brasil vendidos nas lojas da rede têm ciclo sustentável, pois são produzidos por pequenas comunidades, que exploram de maneira correta o meio ambiente, sendo beneficiadas com geração de renda.



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