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UPA Piraporinha vira depósito de entulho

Prefeitura informa que vai reavaliar projeto da obra em terreno público


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

06/04/2013 | 07:00


Com prazo inicial de entrega para o fim do ano passado, a UPA (Unidade de Pronto Atendimento 24 horas) do bairro Piraporinha sequer saiu do papel e seu terreno, localizado na Avenida Encarnação e pertencente à Prefeitura, agora serve como depósito de entulho.

A obra foi licitada em dezembro, ainda no governo de Mário Reali (PT). O atual prefeito, Lauro Michels (PV), decidiu reavaliar o projeto, a despeito do encerramento da concorrência pública, vencida pela Ematec Engenharia e Sistemas de Manutenção. O custo estimado é de R$ 2,6 milhões.

A promessa de campanha de Reali e Lauro como solução para desafogar o Hospital Municipal está completamente abandonada. A placa indicativa da obra foi retirada pela Prefeitura e não há mais cerca de proteção do terreno.

Dentro do espaço, caçambas de entulho estão espalhadas entre o mato alto e dois cachorros vira-latas, que latem para cada pessoa que anda pela calçada. Do lado de fora, casal de mendigos reclama de ter sido "despejado" de um barraco de madeira improvisado no local.

Funcionários da subsede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que fica em frente à futura UPA, afirmam que o despejo de entulho é recorrente. "Tem dia que passa de hora em hora jogando lixo", diz um trabalhador.

As caçambas de cor branca pertencem ao mesmo proprietário e estavam identificadas apenas pelo nome de Vicente. O CF52Diário entrou em contato com os telefones constantes nos baús, mas ninguém retornou os telefonemas.

Em nota, a Prefeitura confirmou a reavaliação do projeto de construção da UPA Piraporinha, porém não informou se há autorização para utilização do espaço para despejo de entulho nem se a empresa paga aluguel para colocação das caçambas.

A unidade no bairro Piraporinha tem projeto para ser tipo 3, contará com 20 leitos e terá capacidade para 450 pacientes por dia. O equipamento tem função de acolher toda demanda do pronto-socorro do Hospital Municipal, que hoje tem média de 14 mil atendimentos por mês. Diadema inaugurou o primeiro posto em dezembro de 2011, no Jardim Paineiras.



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