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S.Caetano jamais se interessou em formular projeto contra recesso


Juliana De Sordi Gattone
Do Diário do Grande ABC

04/07/2005 | 08:22


Sete dos 11 vereadores da Câmara de São Caetano são contra o recesso parlamentar de julho. Os demais dizem ser indiferentes, afirmando que, mesmo com a interrupção das sessões, os gabinetes funcionam normalmente neste mês de julho. Embora a maioria queira o fim do benefício, a sessão de protocolo da Casa nunca teve registro de qualquer projeto nesse sentido. Os vereadores gozam de duas férias remuneradas por ano: uma em julho – que dura 30 dias – e outra em dezembro – que se estende até fevereiro. São, em média, 75 dias de descanso, enquanto um trabalhador normal goza de 30 dias. O salário de um vereador em São Caetano é de R$ 4,8 mil.

Para acabar com o recesso de meio de ano os parlamentares têm de aprovar um projeto de resolução, apresentado pela Mesa Diretora. Apenas dois parlamentares demonstram disposição em apresentar o projeto: Horácio Neto e Edgar Nóbrega, ambos do PT. “Não tem sentido ter recesso em julho e dezembro”, diz Nóbrega. Os dois petistas relembram que, no fim do ano passado, quando Paulo Bottura (PTB) foi escolhido para presidir a Casa, recebeu carta de pretensões do PT. “Um dos itens pedia o fim do recesso parlamentar de julho”, afirma Neto.

Questionado sobre a intenção de encabeçar o fim do recesso de julho, Bottura diz que precisaria ouvir os demais parlamentares. “Meu lema é trabalho. Acato com o maior prazer do mundo. Mas não posso apresentar antes de ouvir vereadores. Trabalho em grupo, preciso ouvir a posição da Câmara.”

Quatro vereadores compõem a turma do deixa disso. Acreditam que, pelo fato de os gabinetes atuarem normalmente, o fim do recesso seria indiferente. “É lei. Para mim é indiferente. Se um dia vier projeto trocando o sistema, não mudará nada”, avalia Sidão da Padaria (PSDC). O petebista Gersio Sartori compartilha da mesma opinião.

Questionado se era contra o recesso, Moacyr Rodrigues (PMDB), respondeu: “Você é contra 13º salário? Você é contra férias? O recesso existe por disposição legal. Não se pode ser contra o que é legal.”



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