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Arnaldo é novamente preso após comprometer delação

Felipe Rau/Estadão Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Arnaldo teria parado de colaborar com
os promotores e não apresentou as provas


Humberto Domiciano
do Diário do Grande ABC

19/04/2017 | 07:00


Ex-secretário de Planejamento e Orçamento do governo do ex-prefeito de Santo André Aidan Ravin (PSB, 2009-2012), Arnaldo Augusto Pereira foi preso ontem novamente – em sua residência, na Capital – por tempo indeterminado, depois de quebrar compromisso de delação premiada. De acordo com decisão do juiz Marcos Fleury Silveira de Alvarenga, da 12ª Vara Criminal de São Paulo, Arnaldo teria parado de colaborar com os promotores e não apresentou as provas que prometeu para incriminar outros servidores e políticos.

Arnaldo é acusado de cobrar e receber propina para facilitar a liberação de empreendimento imobiliário em Santo André, em 2010. O ex-secretário foi detido em 14 de dezembro, ficando retido na carceragem por cerca de 40 dias. Para obter o benefício de prisão relaxada, ele havia negociado acordo de delação com o MP (Ministério Público) e ao falar teria envolvido autoridades com foro privilegiado no STF (Supremo Tribunal Federal). Promotor que apura o caso, Roberto Bodini afirmou ao Portal G1 que foi verificado que muitas informações relatadas por Arnaldo eram inverídicas. “Nós já temos condições de afirmar que aqueles fatos que ele havia trazido para nós eram parciais, alguns falaciosos, de maneira que resta clara a intenção de tentar ludibriar a Justiça”, alegou.

Na acusação formal oferecida no fim do ano passado, o MP denuncia que Arnaldo agiu 55 vezes para ocultar e dissimular a natureza e origem da propina, proveniente da cobrança indevida no valor de R$ 1,17 milhão para acelerar projeto de 15 torres da construtora Rossi Residencial S/A, na Avenida dos Estados, altura do número 8.000, em Santo André, quando era integrante do Paço. A obra não saiu do papel.

O relatório apontou ainda que o então secretário contou com a participação do amigo Renato dos Santos Neto para executar manobras e maquiar a operação. Após o recebimento do dinheiro, ambos pulverizaram os valores para diversas contas bancárias, realizaram saques em espécie e simularam doações entre si. Arnaldo contou com atuação de Renato, que simulou fictício contrato de prestação de serviço. Os denunciados transferiram, mediante 16 operações, R$ 304 mil da conta da 2 Pixels para a de titularidade de Luiz Fernando Neuber, que os sacou em espécie e entregou para Renato, que, por sua vez, repassou a verba para Arnaldo. Neuber era amigo de Renato e Arnaldo.

FISCAIS
Ex-auditor fiscal da prefeitura de São Paulo e ex-subsecretário de Arrecadação, Arnaldo também aparece na lista de possíveis beneficiários da Máfia do ISS (Imposto Sobre Serviços), na Capital. A ação deflagrada ontem é desdobramento do caso em que ficou apurada a prática de crime contra a administração pública. Em 2016, ele foi afastado de suas funções por suspeitas de embolsar de R$ 60 mil a R$ 80 mil semanais com o negócio e acabou demitido.

Ex-adjunto de Planejamento de Santo André, Ronilson Bezerra Rodrigues foi condenado a dez anos de prisão em regime fechado, acusado de chefiar a quadrilha, que teria desviado R$ 500 milhões dos cofres. 



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Arnaldo é novamente preso após comprometer delação

Arnaldo teria parado de colaborar com
os promotores e não apresentou as provas

Humberto Domiciano
do Diário do Grande ABC

19/04/2017 | 07:00


Ex-secretário de Planejamento e Orçamento do governo do ex-prefeito de Santo André Aidan Ravin (PSB, 2009-2012), Arnaldo Augusto Pereira foi preso ontem novamente – em sua residência, na Capital – por tempo indeterminado, depois de quebrar compromisso de delação premiada. De acordo com decisão do juiz Marcos Fleury Silveira de Alvarenga, da 12ª Vara Criminal de São Paulo, Arnaldo teria parado de colaborar com os promotores e não apresentou as provas que prometeu para incriminar outros servidores e políticos.

Arnaldo é acusado de cobrar e receber propina para facilitar a liberação de empreendimento imobiliário em Santo André, em 2010. O ex-secretário foi detido em 14 de dezembro, ficando retido na carceragem por cerca de 40 dias. Para obter o benefício de prisão relaxada, ele havia negociado acordo de delação com o MP (Ministério Público) e ao falar teria envolvido autoridades com foro privilegiado no STF (Supremo Tribunal Federal). Promotor que apura o caso, Roberto Bodini afirmou ao Portal G1 que foi verificado que muitas informações relatadas por Arnaldo eram inverídicas. “Nós já temos condições de afirmar que aqueles fatos que ele havia trazido para nós eram parciais, alguns falaciosos, de maneira que resta clara a intenção de tentar ludibriar a Justiça”, alegou.

Na acusação formal oferecida no fim do ano passado, o MP denuncia que Arnaldo agiu 55 vezes para ocultar e dissimular a natureza e origem da propina, proveniente da cobrança indevida no valor de R$ 1,17 milhão para acelerar projeto de 15 torres da construtora Rossi Residencial S/A, na Avenida dos Estados, altura do número 8.000, em Santo André, quando era integrante do Paço. A obra não saiu do papel.

O relatório apontou ainda que o então secretário contou com a participação do amigo Renato dos Santos Neto para executar manobras e maquiar a operação. Após o recebimento do dinheiro, ambos pulverizaram os valores para diversas contas bancárias, realizaram saques em espécie e simularam doações entre si. Arnaldo contou com atuação de Renato, que simulou fictício contrato de prestação de serviço. Os denunciados transferiram, mediante 16 operações, R$ 304 mil da conta da 2 Pixels para a de titularidade de Luiz Fernando Neuber, que os sacou em espécie e entregou para Renato, que, por sua vez, repassou a verba para Arnaldo. Neuber era amigo de Renato e Arnaldo.

FISCAIS
Ex-auditor fiscal da prefeitura de São Paulo e ex-subsecretário de Arrecadação, Arnaldo também aparece na lista de possíveis beneficiários da Máfia do ISS (Imposto Sobre Serviços), na Capital. A ação deflagrada ontem é desdobramento do caso em que ficou apurada a prática de crime contra a administração pública. Em 2016, ele foi afastado de suas funções por suspeitas de embolsar de R$ 60 mil a R$ 80 mil semanais com o negócio e acabou demitido.

Ex-adjunto de Planejamento de Santo André, Ronilson Bezerra Rodrigues foi condenado a dez anos de prisão em regime fechado, acusado de chefiar a quadrilha, que teria desviado R$ 500 milhões dos cofres. 

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