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Demanda por crédito cai 4,3% no primeiro trimestre

Queda na busca por empréstimos e financiamentos chega à alta renda; falta de confiança seria principal causa


Bárbara Ladeia
Do Diário do Grande ABC

16/04/2009 | 07:00


Os consumidores de baixa renda contam com novo apoio quando o assunto é a redução dos gastos com empréstimos e financiamentos. O público de alta renda também já abre mão de oportunidades de crédito. Segundo o Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito a redução das intenções de contração de credito já chega aos 4,3% no primeiro trimestre deste ano. Entre o público de alto poder aquisitivo, com renda maior que R$ 10.000 mensais, a desaceleração na demanda por produtos financeiros desse perfil foi de 8,3% somente no mês de março, se comparado o mesmo mês do ano passado.

Entre o público de baixa renda, com ganhos mensais de até R$ 500, a queda na procura já soma 9,3% no primeiro trimestre, no comparativo com igual período de 2008.

Segundo o gerente de indicadores de mercado do Serasa, Luiz Rabi, a principal justificativa para essa redução não escapa da crise financeira mundial, que envolve uma forte redução da confiança do consumidor.

No entanto, a queda da demanda por crédito entre o público de alta renda sinaliza os altos juros como principal entrave para a contração de crédito. "A classe mais baixa tem medo de perder o emprego e não tem bens dos quais possa se desfazer em um momento de emergência", explica. "Essa história de que brasileiro só olha o valor da prestação final e vê o impacto no orçamento não é verdade. No caso da alta renda, eles estão sim olhando o mercado e vendo que as condições do credito estão péssimas."

Para ele, novas medidas do governo são fundamentais para que a economia reaja no segundo semestre. "Os juros ainda tem de cair e novas iniciativas tem de quebrar esse clima de desconfiança do mercado", afirma. "A falta de crédito está cada vez maior. Primeiro, precisamos parar de cavar o fundo do poço."

INADIMPLÊNCIA - O cenário apontado pela Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor da Fecomercio também não é nada animador. O número de famílias com algum tipo de endividamento cresceu de 50% da população pesquisada para 55% em abril. O cartão de crédito é apontado como o principal vilão, sendo o causador da dívida de 60% das famílias brasileiras.

Segundo o relatório divulgado, "como reflexo da crise financeira internacional, a parcela de famílias paulistas com contas atrasadas passou de 19% em março para 22% em abril". O aumento da taxa de desemprego na região Metropolitana de São Paulo cresceu 0,6%, chegando aos 10%.



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Demanda por crédito cai 4,3% no primeiro trimestre

Queda na busca por empréstimos e financiamentos chega à alta renda; falta de confiança seria principal causa

Bárbara Ladeia
Do Diário do Grande ABC

16/04/2009 | 07:00


Os consumidores de baixa renda contam com novo apoio quando o assunto é a redução dos gastos com empréstimos e financiamentos. O público de alta renda também já abre mão de oportunidades de crédito. Segundo o Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito a redução das intenções de contração de credito já chega aos 4,3% no primeiro trimestre deste ano. Entre o público de alto poder aquisitivo, com renda maior que R$ 10.000 mensais, a desaceleração na demanda por produtos financeiros desse perfil foi de 8,3% somente no mês de março, se comparado o mesmo mês do ano passado.

Entre o público de baixa renda, com ganhos mensais de até R$ 500, a queda na procura já soma 9,3% no primeiro trimestre, no comparativo com igual período de 2008.

Segundo o gerente de indicadores de mercado do Serasa, Luiz Rabi, a principal justificativa para essa redução não escapa da crise financeira mundial, que envolve uma forte redução da confiança do consumidor.

No entanto, a queda da demanda por crédito entre o público de alta renda sinaliza os altos juros como principal entrave para a contração de crédito. "A classe mais baixa tem medo de perder o emprego e não tem bens dos quais possa se desfazer em um momento de emergência", explica. "Essa história de que brasileiro só olha o valor da prestação final e vê o impacto no orçamento não é verdade. No caso da alta renda, eles estão sim olhando o mercado e vendo que as condições do credito estão péssimas."

Para ele, novas medidas do governo são fundamentais para que a economia reaja no segundo semestre. "Os juros ainda tem de cair e novas iniciativas tem de quebrar esse clima de desconfiança do mercado", afirma. "A falta de crédito está cada vez maior. Primeiro, precisamos parar de cavar o fundo do poço."

INADIMPLÊNCIA - O cenário apontado pela Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor da Fecomercio também não é nada animador. O número de famílias com algum tipo de endividamento cresceu de 50% da população pesquisada para 55% em abril. O cartão de crédito é apontado como o principal vilão, sendo o causador da dívida de 60% das famílias brasileiras.

Segundo o relatório divulgado, "como reflexo da crise financeira internacional, a parcela de famílias paulistas com contas atrasadas passou de 19% em março para 22% em abril". O aumento da taxa de desemprego na região Metropolitana de São Paulo cresceu 0,6%, chegando aos 10%.

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