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Vereador diz que Volpi o convenceu a trocar voto em padaria

Paixão admite que pouco olhou defesa ao absolver ex-prefeito em análise de contas


Daniel Tossato

03/09/2018 | 07:00


Um dos cinco vereadores de Ribeirão Pires que, após votarem pela rejeição das contas do ex-prefeito Clóvis Volpi (Patriota), decidiram absolver o político, José Nelson da Paixão (PPS) argumentou que a mudança de postura se deu após encontro com o ex-chefe do Executivo numa padaria da cidade. “Nos encontramos e o Volpi me falou que não teve dolo quando efetuou o contrato”, admitiu o popular-socialista. “Eu nem olhei direito a defesa do Volpi. Prestei mais atenção ao que ele estava falando. Saí de lá com outra ideia.”

Volpi teve as contas de 2012 rejeitadas pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado), que condenou contratação de médicos em período eleitoral. Inicialmente, o Legislativo de Ribeirão decidiu por manter a punição, o que enquadraria o político na Lei da Ficha Limpa. Porém, Volpi questionou ausência de defesa no caso e, após meses de impasse, a Casa votou por livrar o ex-prefeito da punição. A reviravolta teve como protagonistas cinco vereadores: Danilo da Casa da Sopa (PSB), Amaury Dias (PV), Edmar Aerocar (PV), Paixão e o presidente da Câmara, Rubão Fernandes (PDT).

O prefeito confirmou o encontro com Paixão e a conversa no balcão da padaria e disse ter apresentado sua defesa por lá mesmo. “A padaria é um lugar público, nos encontramos e mostrei para ele o documento. Ele percebeu que não foi minha intenção prejudicar a cidade e acabou mudando de voto”, comentou. Apesar de ser do mesmo partido do prefeito Adler Kiko Teixeira (PSB), adversário político de Volpi, Danilo declarou não temer retaliação. “Se fosse assim, meu colega de bancada, o Arnaldo (Sapateiro, PSB), teria de ser punido, porque votou no Clóvis duas vezes (a favor do ex-prefeito)”, declarou. “Eu vi a defesa. Não teve dolo ao ‘horário’ (sic) público”, emendou o socialista, confundindo a palavra “erário”.

Amaury também alegou que a mudança de voto decorreu do acesso à defesa de Volpi. “Percebi que o Clóvis não contratou os médicos para prejudicar a cidade, nada de forma intencional, com dolo. A cidade precisava dos médicos e enfermeiros. Antes não tive acesso à defesa, votamos na hora, com elementos que estavam à nossa disposição.”

Edmar Aerocar não quis se pronunciar por telefone. Rubão Fernandes não retornou aos contatos da equipe do Diário.



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