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Aborto: religiosos chamam debate de eleitoreiro


Gustavo Pinchiaro
Do Diário do Grande ABC

18/10/2010 | 07:07


A polêmica discussão de temas como a descriminalização do aborto e das drogas e da união entre homossexuais por parte dos presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) tem agradado religiosos. Apesar de considerarem que o debate é usado de forma eleitoreira, entendem que a real posição de cada postulante fica clara.

O deputado federal e presidente da Igreja Renascer em Cristo, Geraldo Tenuta Filho, o Bispo Ge (DEM), aliado de Serra, classifica o momento para o debate como tendencioso. "Já conseguimos arquivar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que legaliza o aborto, não teria como o presidente aprovar. Esse debate é ultrapassado, mas de grande relevância, pois 80% da população é contra o aborto", declarou.

Nas câmaras municipais do Grande ABC é comum vereadores pastores ou religiosos de carteirinha. O parlamentar de Mauá Altino Moreira dos Santos, o Pastor Altino (PRB), integrante da Igreja Universal, disse que não mistura religião com política. "Cada um sabe das suas contas com Deus. Em época de eleição é assim mesmo, exploram tudo que dá", comentou.

Ailton Lima (PDT), vereador de Santo André, é incentivador do debate. "Vivemos em um País religioso, independente da crença, por isso o candidato não deve ter medo de se posicionar sobre esses assuntos. O que não dá é para agradar a todos. Sinceramente, ainda não vi comprometimento de nenhum dos dois sobre não legalizar o aborto. Eu assumo minha posição: aborto é crime contra a vida", disse.

O assunto foi acalorado por iniciativa do bispo dom Nelso Westrupp, líder da diocese de Santo André e integrante da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) Regional Sul 1. Westrupp divulgou carta recomendando que os fiéis votassem em candidatos contrários à legalização do aborto e indicava o PT como partido favorável. De acordo com seu assessor Humberto Pastore, o bispo está desde quinta-feira em reunião com a CNBB no interior de São Paulo e não irá se pronunciar individualmente sobre o assunto.

De acordo com a Constituição Federal, o Brasil é um Estado Laico, ou seja, que não impõe única religião à Nação.

Cenário nacional - Preocupada com a imagem, a petista Dilma Rousseff divulgou carta de comprometimento em não legalizar o aborto. Os dois presidenciáveis se acusam de ser a favor do aborto. Serra diz que o plano de direitos humanos do PT previa a descriminalização. Petistas rebatem e lembram que o tucano, enquanto ministro da Saúde, foi responsável pela entrada de remédios abortivos e flexibilização do aborto em casos de violência sexual e risco na gravidez na rede pública.



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