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Queridinho da Mercedes-Benz

Grandalhão Actros é a arma da montadora alemã no mercado de pesados rodoviários


Lukas Kenji
Especial para o Diário

20/06/2012 | 07:00


O carinho por ele é diferente. Basta conversar com algum técnico ou motorista da Mercedes-Benz para perceber que o Actros é o queridinho dentre os modelos da montadora. Pelo capricho destinado ao pesado, esta afeição é flagrante. Também pudera, o grandalhão, próprio para longas viagens, deve ter conforto e robustez para que seja a segunda casa do caminhoneiro.

Para conhecer um pouco mais sobre o Actros 2646 LS, pegamos uma carona por pouco mais de 60 quilômetros da Rodovia Anchieta. De cara observa-se um bom desempenho do novo motor BlueTech5, desenvolvido para obedecer às novas normas com relação a blocos a diesel, que determinam redução 80% na redução de poluentes.

O propulsor que entrega 456 cv de potência, além de 224 mkgf de torque, não teve dificuldades para carregar um duplo implemento totalizando 57 toneladas. Soma-se ao motor a performance do câmbio automatizado de série, que além de maior conforto ao motorista, proporciona economia de combustível de até 6% em relação à versão anterior.

Vale também ressaltar o sistema de frenagem do Actros, gerenciado eletronicamente. Com ele, a promessa é entregar 20% maior rapidez para frear. "O sistema trabalha para calcular a pressão certa para que as frenagens sejam mais precisas. Com isso, diminuímos o desgaste de freios e pneus, além de aumentar a economia de combustível, que está ligada ao sistema", explica o gerente de produção de caminhões, Gilson Zinetti.

Com mecânica acertada, as atenções voltam-se para o acabamento. O painel parece com o de um avião, repleto de botões que ativam desde o ar-condicionado até o sensor de luminosidade, que regula a intensidade dos faróis. Tudo isso no espaço interno com largura de 2,26 metros e altura de 1,92 metro.

Por fora, pouco mudou. Destaque para a grade nas cores da cabina, que traz três hastes horizontais que proporcionam toques de imponência ao caminhão de R$ 506.130,49.

Inteligência por segurança

Sistemas inteligentes garantem ao Actros características de um veículo seguro.

O primeiro destaque vale para o câmbio automatizado Powershift 2. Além de controlar a dirigibilidade do motorista, não permitindo condução em altas rotações sem necessidade, a transmissão conta com o auxílio da função Power, que age na potência do motor para que ultrapassagens sejam feitas de maneira mais segura.

Também para aumentar a segurança do motorista, o grandalhão da Mercedes-Benz tem sensor de rolamento, alertando ao motorista toda vez que ele pisa na faixa ao lado. A função só é ativada depois dos 60 km/h, uma vez que velocidades inferiores caracterizam uma condução em zonas urbanas, onde é inevitável não ultrapassar as faixas de rolamento.

Outro sensor que auxilia o motorista mais exausto é o de proximidade. Ele impede que o caminhão se aproxime de uma determinada distância (totalmente regulável) do veículo à frente, além de emitir sinais visuais e sonoros, em um eventual perigo de colisão.

Outro detalhe que pode passar despercebido, mas que também visa a segurança é o rádio com bluetooth. A ideia é que o motorista possa manusear o celular utilizando os botões do painel, mantendo maior atenção às estradas.

Fique por dentro

Aposta em tração híbrida...

O cenário atual é discussões em torno de soluções ambientais e desenvolvimento sustentável. Aproveitando o ensejo da Rio+20, conferência das Nações Unidas sobre o tema, as montadoras de ônibus não perderam tempo para mostrar suas novidades para que o transporte coletivo rode de maneira mais limpa.

Em parceria, a Volvo e a Marcopolo lançaram o modelo híbrido Viale BRT. Serão 30 veículos rodando a partir de setembro nas ruas de Curitiba, no Paraná.

O pesado tem tração elétrica e a biodiesel. Com isso, a expectativa é reduzir em 90% as emissões de gases poluentes e elevar em 35% a economia de combustível - tudo com relação aos ônibus com tecnologia Euro 3.

O motor elétrico à base de baterias de íon de lítio entrega 160 cv de potência, ante 215 cv do bloco a diesel. A dinâmica dentre eles é que o arranque parte do propulsor elétrico até os 20 km/h, quando a tração a diesel começa a funcionar. Ela desliga toda vez que o ônibus faz paradas como em pontos ou mesmo no semáforo, sendo assim, a emissão de poluentes também é paralisada.

...e em diesel à base de cana

O transporte das delegações presentes na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, mais conhecida com Rio+20, está sendo feito por um ônibus totalmente movido a diesel de cana. É o modelo O 500 RS, da Mercedes-Benz, que já vem rodando nas ruas e avenidas cariocas desde o começo do ano, em operações regulares.

A diferença é que neste caso o teor de diesel de cana é de 30%, e o restante do abastecimento é feito pelo diesel S50. A montadora de origem alemã divulgará a melhoria nas emissões de poluentes durante o evento que termina sexta-feira.

Em testes realizados no Centro de Desenvolvimento Tecnológico da empresa, em São Bernardo, houve melhoria de 9% na emissão de poluentes, quando o teor de diesel de cana usado foi de somente 10%.

De acordo com a Mercedes-Benz, uma das vantagens do motor utilizado no modelo O 500 RS é que ele tem autonomia para rodar tanto com diesel ou biodiesel, quanto com o combustível à base de cana-de-açúcar.



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Queridinho da Mercedes-Benz

Grandalhão Actros é a arma da montadora alemã no mercado de pesados rodoviários

Lukas Kenji
Especial para o Diário

20/06/2012 | 07:00


O carinho por ele é diferente. Basta conversar com algum técnico ou motorista da Mercedes-Benz para perceber que o Actros é o queridinho dentre os modelos da montadora. Pelo capricho destinado ao pesado, esta afeição é flagrante. Também pudera, o grandalhão, próprio para longas viagens, deve ter conforto e robustez para que seja a segunda casa do caminhoneiro.

Para conhecer um pouco mais sobre o Actros 2646 LS, pegamos uma carona por pouco mais de 60 quilômetros da Rodovia Anchieta. De cara observa-se um bom desempenho do novo motor BlueTech5, desenvolvido para obedecer às novas normas com relação a blocos a diesel, que determinam redução 80% na redução de poluentes.

O propulsor que entrega 456 cv de potência, além de 224 mkgf de torque, não teve dificuldades para carregar um duplo implemento totalizando 57 toneladas. Soma-se ao motor a performance do câmbio automatizado de série, que além de maior conforto ao motorista, proporciona economia de combustível de até 6% em relação à versão anterior.

Vale também ressaltar o sistema de frenagem do Actros, gerenciado eletronicamente. Com ele, a promessa é entregar 20% maior rapidez para frear. "O sistema trabalha para calcular a pressão certa para que as frenagens sejam mais precisas. Com isso, diminuímos o desgaste de freios e pneus, além de aumentar a economia de combustível, que está ligada ao sistema", explica o gerente de produção de caminhões, Gilson Zinetti.

Com mecânica acertada, as atenções voltam-se para o acabamento. O painel parece com o de um avião, repleto de botões que ativam desde o ar-condicionado até o sensor de luminosidade, que regula a intensidade dos faróis. Tudo isso no espaço interno com largura de 2,26 metros e altura de 1,92 metro.

Por fora, pouco mudou. Destaque para a grade nas cores da cabina, que traz três hastes horizontais que proporcionam toques de imponência ao caminhão de R$ 506.130,49.

Inteligência por segurança

Sistemas inteligentes garantem ao Actros características de um veículo seguro.

O primeiro destaque vale para o câmbio automatizado Powershift 2. Além de controlar a dirigibilidade do motorista, não permitindo condução em altas rotações sem necessidade, a transmissão conta com o auxílio da função Power, que age na potência do motor para que ultrapassagens sejam feitas de maneira mais segura.

Também para aumentar a segurança do motorista, o grandalhão da Mercedes-Benz tem sensor de rolamento, alertando ao motorista toda vez que ele pisa na faixa ao lado. A função só é ativada depois dos 60 km/h, uma vez que velocidades inferiores caracterizam uma condução em zonas urbanas, onde é inevitável não ultrapassar as faixas de rolamento.

Outro sensor que auxilia o motorista mais exausto é o de proximidade. Ele impede que o caminhão se aproxime de uma determinada distância (totalmente regulável) do veículo à frente, além de emitir sinais visuais e sonoros, em um eventual perigo de colisão.

Outro detalhe que pode passar despercebido, mas que também visa a segurança é o rádio com bluetooth. A ideia é que o motorista possa manusear o celular utilizando os botões do painel, mantendo maior atenção às estradas.

Fique por dentro

Aposta em tração híbrida...

O cenário atual é discussões em torno de soluções ambientais e desenvolvimento sustentável. Aproveitando o ensejo da Rio+20, conferência das Nações Unidas sobre o tema, as montadoras de ônibus não perderam tempo para mostrar suas novidades para que o transporte coletivo rode de maneira mais limpa.

Em parceria, a Volvo e a Marcopolo lançaram o modelo híbrido Viale BRT. Serão 30 veículos rodando a partir de setembro nas ruas de Curitiba, no Paraná.

O pesado tem tração elétrica e a biodiesel. Com isso, a expectativa é reduzir em 90% as emissões de gases poluentes e elevar em 35% a economia de combustível - tudo com relação aos ônibus com tecnologia Euro 3.

O motor elétrico à base de baterias de íon de lítio entrega 160 cv de potência, ante 215 cv do bloco a diesel. A dinâmica dentre eles é que o arranque parte do propulsor elétrico até os 20 km/h, quando a tração a diesel começa a funcionar. Ela desliga toda vez que o ônibus faz paradas como em pontos ou mesmo no semáforo, sendo assim, a emissão de poluentes também é paralisada.

...e em diesel à base de cana

O transporte das delegações presentes na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, mais conhecida com Rio+20, está sendo feito por um ônibus totalmente movido a diesel de cana. É o modelo O 500 RS, da Mercedes-Benz, que já vem rodando nas ruas e avenidas cariocas desde o começo do ano, em operações regulares.

A diferença é que neste caso o teor de diesel de cana é de 30%, e o restante do abastecimento é feito pelo diesel S50. A montadora de origem alemã divulgará a melhoria nas emissões de poluentes durante o evento que termina sexta-feira.

Em testes realizados no Centro de Desenvolvimento Tecnológico da empresa, em São Bernardo, houve melhoria de 9% na emissão de poluentes, quando o teor de diesel de cana usado foi de somente 10%.

De acordo com a Mercedes-Benz, uma das vantagens do motor utilizado no modelo O 500 RS é que ele tem autonomia para rodar tanto com diesel ou biodiesel, quanto com o combustível à base de cana-de-açúcar.

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