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Ford renova linha Cargo


Wagner Oliveira
Enviado a Fortaleza

23/03/2011 | 07:00


A despeito da compra de um veículo comercial ser totalmente racional, beleza também conta - e muito - neste segmento. Por isso, a nova família do Ford Cargo tem tudo para surpreender o mercado ao, finalmente, modernizar a cabine e adotar tecnologias de ponta. O Cargo estava desde o seu lançamento, há 26 anos, sem mudanças substanciais no visual externo.

A linha, que inclui 11 modelos com cabine simples, regular e leito, foi apresentada à imprensa brasileira e sul-americana em Fortaleza (CE). São modelos que estão aptos a atuar na faixa que varia de 13 a 31 toneladas de PBT (Peso Bruto Total) em configurações cavalo-mecânico simples e 6x4, além da mais vendida, que é a chassi-cabine.

O projeto foi desenvolvido no Brasil, que concentra um dos cinco centros mundiais de criação e design da Ford. O ponto de partida foi a cabine que a montadora já utilizava na Turquia, sobre a qual já havia especulações de que seria adotada no mercado sul-americano.

O presidente da Ford Brasil e Mercosul, Marcos de Oliveira, afirmou, no entanto, que o Cargo apresentado ontem tem traços e particularidades que atendem, principalmente, a requisitos do mercado nacional e sul-americano. O executivo reforçou que, como os atuais projetos da Ford, o caminhão parte de um conceito global, embora a empresa não tenha, neste instante, interesse em expandir exportações para além dos países vizinhos.

Resultado de investimento de R$ 670 milhões que começou em 2008, logo após Oliveira assumir a presidência da Ford Brasil e Mercosul, o Cargo busca, assim como os automóveis da marca, adotar design com o conceito kinetic - que busca dar a impressão de movimento mesmo quando o caminhão estiver parado.

O Cargo ficou com visual agressivo e imponente. Detalhes de plástico nos defletores de ar, faróis redondos no para-choque robusto, além da surpreendente grade frontal em formato trapeizodal, deram imponência antes inimaginável na antiga cabine do Cargo - retangular e defasada no tempo.

MERCADO - Se antes o Cargo detinha 18% das vendas de todo o mercado no Brasil, era pela relação custo-benefício e confiança na marca que, desde 1957, fabrica caminhões no País. Mas agora, ao abandonar o passado, a Ford projeta ampliar suas vendas no mercado nacional e nos países vizinhos, onde também tem participação em torno de 20%.

O presidente da Ford disse que conseguiu um produto para, além de manter a já boa participação de mercado, conquistar novos consumidores.

Com 22 veículos produzidos por hora na fábrica de São Bernardo (em 2008 eram 16), o Cargo chegará à rede de 134 concessionárias Ford em maio pronto para acirrar a disputa com modelos Volkswagen-MAN, Mercedes-Benz e Iveco, entre outras montadoras que atuam no segmento de médios e semipesados, o mais disputado do País, com mais de 80 mil unidades comercializadas em 2010.

Além do visual imponente, a Ford buscou ouvir consumidores para saber o que mais precisava renovar no Cargo. Uma das principais exigências ficou com o câmbio, que agora passa ser caixa Eaton totalmente sincronizada, que começa em versões de seis e vai até 12 marchas, contando com mais duas reduzidas. No test drive, o câmbio mostrou ter fácil engate, o que deixa a manobrabilidade mais racional ao não exigir pisadas contínuas no pedal da embreagem.

O contato com o caminhão também foi útil para avaliar a evolução do Cargo, que ficou com a cabine em posição muito mais elevada - tanto que a linha de montagem no Grande ABC teve de ter o teto elevado para dar conta da produção da nova cabine.

O painel foi totalmente remodelado para todas as versões. Na cabine simples, o espaço é menor, mas não menos funcional em relação à cabine-leito, que é bem espaçosa e tem altura que quase comporta uma pessoa de estatura mediana em pé. O acesso aos comandos também ficou bem facilitado pela boa ergonomia.

Na direção, o campo de visão é amplo em razão da maior área envidraçada proporcionada pelo grande para-brisa. Espelhos retrovisores bem posicionados também facilitam a noção de espaço para quem está ao volante.

A nova cabine do Cargo ainda é equipada por conjunto de quatro amortecedores que absorvem imperfeições do piso e diminui a vibração. Com desenho anatômico, o assento do motorista também conta com suspensão pneumática com regulagem de altura.

Por fim, a família Cargo é equipada com motores Cummins, que variam de potência conforme a versão. No modelo 1932, por exemplo, o propulsor gera 320 cv a 2.000 rpm e tem torque de 1.256 mkgf a 1.300 rpm.

Os motores do Cargo ainda têm de sofrer adaptações para cumprir as normas do Euro 5, que entram em vigor em 1º de janeiro de 2012. Por isso, são esperados reajustes no preço da família a partir do ano que vem.

Por falar em preço, a Ford está mirando na família Constelation, da Volkswagen-MAN, para basear os preços do novo Cargo, que vai atuar numa faixa que vai de R$ 100 mil a R$ 250 mil. Em caminhões, não há um preço definido, pois eles variam conforme a negociação e porte de frotistas.



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Ford renova linha Cargo

Wagner Oliveira
Enviado a Fortaleza

23/03/2011 | 07:00


A despeito da compra de um veículo comercial ser totalmente racional, beleza também conta - e muito - neste segmento. Por isso, a nova família do Ford Cargo tem tudo para surpreender o mercado ao, finalmente, modernizar a cabine e adotar tecnologias de ponta. O Cargo estava desde o seu lançamento, há 26 anos, sem mudanças substanciais no visual externo.

A linha, que inclui 11 modelos com cabine simples, regular e leito, foi apresentada à imprensa brasileira e sul-americana em Fortaleza (CE). São modelos que estão aptos a atuar na faixa que varia de 13 a 31 toneladas de PBT (Peso Bruto Total) em configurações cavalo-mecânico simples e 6x4, além da mais vendida, que é a chassi-cabine.

O projeto foi desenvolvido no Brasil, que concentra um dos cinco centros mundiais de criação e design da Ford. O ponto de partida foi a cabine que a montadora já utilizava na Turquia, sobre a qual já havia especulações de que seria adotada no mercado sul-americano.

O presidente da Ford Brasil e Mercosul, Marcos de Oliveira, afirmou, no entanto, que o Cargo apresentado ontem tem traços e particularidades que atendem, principalmente, a requisitos do mercado nacional e sul-americano. O executivo reforçou que, como os atuais projetos da Ford, o caminhão parte de um conceito global, embora a empresa não tenha, neste instante, interesse em expandir exportações para além dos países vizinhos.

Resultado de investimento de R$ 670 milhões que começou em 2008, logo após Oliveira assumir a presidência da Ford Brasil e Mercosul, o Cargo busca, assim como os automóveis da marca, adotar design com o conceito kinetic - que busca dar a impressão de movimento mesmo quando o caminhão estiver parado.

O Cargo ficou com visual agressivo e imponente. Detalhes de plástico nos defletores de ar, faróis redondos no para-choque robusto, além da surpreendente grade frontal em formato trapeizodal, deram imponência antes inimaginável na antiga cabine do Cargo - retangular e defasada no tempo.

MERCADO - Se antes o Cargo detinha 18% das vendas de todo o mercado no Brasil, era pela relação custo-benefício e confiança na marca que, desde 1957, fabrica caminhões no País. Mas agora, ao abandonar o passado, a Ford projeta ampliar suas vendas no mercado nacional e nos países vizinhos, onde também tem participação em torno de 20%.

O presidente da Ford disse que conseguiu um produto para, além de manter a já boa participação de mercado, conquistar novos consumidores.

Com 22 veículos produzidos por hora na fábrica de São Bernardo (em 2008 eram 16), o Cargo chegará à rede de 134 concessionárias Ford em maio pronto para acirrar a disputa com modelos Volkswagen-MAN, Mercedes-Benz e Iveco, entre outras montadoras que atuam no segmento de médios e semipesados, o mais disputado do País, com mais de 80 mil unidades comercializadas em 2010.

Além do visual imponente, a Ford buscou ouvir consumidores para saber o que mais precisava renovar no Cargo. Uma das principais exigências ficou com o câmbio, que agora passa ser caixa Eaton totalmente sincronizada, que começa em versões de seis e vai até 12 marchas, contando com mais duas reduzidas. No test drive, o câmbio mostrou ter fácil engate, o que deixa a manobrabilidade mais racional ao não exigir pisadas contínuas no pedal da embreagem.

O contato com o caminhão também foi útil para avaliar a evolução do Cargo, que ficou com a cabine em posição muito mais elevada - tanto que a linha de montagem no Grande ABC teve de ter o teto elevado para dar conta da produção da nova cabine.

O painel foi totalmente remodelado para todas as versões. Na cabine simples, o espaço é menor, mas não menos funcional em relação à cabine-leito, que é bem espaçosa e tem altura que quase comporta uma pessoa de estatura mediana em pé. O acesso aos comandos também ficou bem facilitado pela boa ergonomia.

Na direção, o campo de visão é amplo em razão da maior área envidraçada proporcionada pelo grande para-brisa. Espelhos retrovisores bem posicionados também facilitam a noção de espaço para quem está ao volante.

A nova cabine do Cargo ainda é equipada por conjunto de quatro amortecedores que absorvem imperfeições do piso e diminui a vibração. Com desenho anatômico, o assento do motorista também conta com suspensão pneumática com regulagem de altura.

Por fim, a família Cargo é equipada com motores Cummins, que variam de potência conforme a versão. No modelo 1932, por exemplo, o propulsor gera 320 cv a 2.000 rpm e tem torque de 1.256 mkgf a 1.300 rpm.

Os motores do Cargo ainda têm de sofrer adaptações para cumprir as normas do Euro 5, que entram em vigor em 1º de janeiro de 2012. Por isso, são esperados reajustes no preço da família a partir do ano que vem.

Por falar em preço, a Ford está mirando na família Constelation, da Volkswagen-MAN, para basear os preços do novo Cargo, que vai atuar numa faixa que vai de R$ 100 mil a R$ 250 mil. Em caminhões, não há um preço definido, pois eles variam conforme a negociação e porte de frotistas.

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