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Coalizão internacional anuncia morte de importante líder talibã


Da AFP

23/12/2006 | 12:01


A morte do mulá Ajtar Mohamed Osmani, um dos mais importantes comandantes talibãs, apresentado como "associado próximo" de Osama bin Laden, líder da rede terrorista Al Qaeda, foi anunciada neste sábado pela coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos.

O carro onde viajava o mulá Ajtar Mohamed Osmani, considerado chefe militar dos talibãs no sul do Afeganistão, foi atingido na terça-feira por um projétil na província de Helmand, perto da fronteira paquistanesa, depois que as forças da coalizão receberam informações confiáveis sobre o local onde ele se escondia.

"Temos informações muito sólidas que nos indicam que, sem dúvida, (o mulá Osmani) morreu", disse à AFP o coronel Tom Collins, porta-voz da coalizão, destacando que outros dois talibãs não identificados também pereceram no ataque.

Um suposto porta-voz dos talibãs, Mohammad Yussuf Ahmadi, contrariou a informação, dizendo à AFP por telefone que o mulá Osmani "continuava vivo".

"Osmani era um dos mais altos dirigentes dos talibãs e um associado próximo de Osama bin Laden e de Gulbuddin Hekmatyar", ex-primeiro-ministro afegão (1993-94) e líder islamita do Hezb-i islami, procurado por terrorismo pelos americanos, acrescentou o comunicado da coalizão.

A morte de Osmani foi qualificada pela coalizão de "êxito maior" na luta contra o extremismo e o terrorismo.

O Afeganistão sofreu neste ano, com cerca de 4.000 mortes, as violências mais sangrentas desde a queda do regime dos talibãs no fim de 2001.

O mulá Osmani era, segundo a coalizão, o "coordenador" dos numerosos ataques e atentados suicidas ocorridos nos últimos meses no sul do Afeganistão contra as forças estrangeiras e as autoridades afegãs.

Segundo a coalizão, Osmani "desempenhava um papel central para facilitar as operações terroristas com os talibãs, a Al Qaeda e a rede do comandante talibã Jalaluddin Haqqani".

Bastante próximo do mulá Omar, o líder espiritual dos talibãs, que continua foragido, Osmani era um dos quatro chefes do movimento junto a Haqqani, o mulá Dadulah e o mulá Obaidulah, e fazia parte do "conselho diretivo" dos "estudantes de religião" (talibãs), segundo uma fonte afegã.

Originário da província de Helmand, ele havia sido nomeado chefe militar dos talibãs pelo mulá Omar pouco antes que seu regime, que havia dado refúgio a Osama bin Laden, ser derrubado no fim de 2001 sob bombardeio dos Estados Unidos.

O mulá Omar havia sido capturado em julho de 2002, no sul do Afeganistão, pelas forças especiais americanas, mas teria sido libertado por engano ou teria conseguido fugir pouco depois, segundo informações da imprensa americana.

Osmani participou da "Jihad" (guerra santa) contra as tropas soviéticas (1979-1989), na qual também se envolveu o saudita Osama bin Laden. Em seguida, se uniu ao movimento dos talibãs, de maioria pashtum, pouco depois de sua fundação, em 1994, em um momento em que o Afeganistão estava mergulhado em uma guerra civil.

Após sair da província de Kandahar (sul), os talibãs tomaram Cabul em 1996, instaurando um regime de uma austeridade e uma brutalidade sem precedentes na história moderna do Afeganistão.

Os americanos lançaram naquele país a operação "Liberdade Duradoura" pouco depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, mas seus esforços para prender Bin Laden não deram resultado até o presente.


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