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Padilha não repete efeito Haddad

Confrontada com desempenho do hoje prefeito em 2012, evolução de ex-ministro após início da propaganda na TV não segue o mesmo ritmo


Júnior Carvalho
Especial para o Diário

06/09/2014 | 07:00


A evolução do candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha (PT), nas pesquisas de intenção de voto não segue o mesmo ritmo que tomou a candidatura do hoje prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), na corrida eleitoral de 2012.

Há quase três anos, Haddad também era candidato de primeira viagem e não era considerado favorito. Os números do petista, porém, evoluíram quando começou a propaganda eleitoral na TV e no rádio, mas o efeito não se repetiu com Padilha.

No pleito de 2012, o horário eleitoral gratuito estreou no dia 22 de agosto. Seis dias antes, levantamento do Ibope mostrava Haddad em terceiro lugar, com 9%. Na ocasião, o ex-governador José Serra (PSDB) e o ex-deputado federal Celso Russomanno (PRB) apresentavam empate técnico, com 26%. Em outra sondagem realizada pelo mesmo instituto, no dia 31 (com oito dias de aparição na TV), o número de eleitores que afirmavam votar em Haddad quase dobrou: foi a 16%. Serra caiu para 20% e o Russomanno assumiu a liderança, com 31%.

Com cenário semelhante, Datafolha apresentou Haddad oscilando de 8% para 14%, (antes e depois da exibição dos programas pelas emissoras); Serra despencou de 27% para 22% e Russomanno estacionou nos 31%.

A aparição de Padilha na TV, porém, quase não influenciou no progresso do PT na briga pelo Palácio dos Bandeirantes. Pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira revelou que o petista ganhou apenas dois pontos em relação à última sondagem feita antes de começar a propaganda eleitoral. Em 15 de agosto – o programa eleitoral começou no dia 19 –, Padilha amargava 5% das intenções de voto. Com duas semanas de aparição na TV, ele subiu apenas dois pontos (foi a 7%). Já o governador e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin (PSDB), caiu de 55% a 53% e o postulante do PMDB, Paulo Skaf, oscilou para cima, de 16% a 22%.

MAIS APERTADO
Sondagens do Ibope mostraram cenário ainda mais negativo para o pupilo do ex-presidente Lula na briga pelo governo paulista. Segundo os números do instituto divulgados antes e depois dos programas eleitorais (16 e 30 de agosto), Padilha aparece com os mesmos 5% de intenções de voto e Alckmin continua intacto, com 50% da preferência do eleitorado. De acordo com levantamentos do Ibope, a candidatura de Skaf foi a única que ganhou corpo após as inserções: subiu de 11% para 20%.

Faltando exatos 29 dias para o pleito de outubro, o PT ainda encontra respostas para explicar o mau desempenho de Padilha. Os petistas, no entanto, creem no “voto fiel” do eleitor paulista. Desde 1998, a legenda sempre ocupou o posto de principal candidatura oposicionista em todas as eleições estaduais.



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