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Habeas-corpus esfriam depoimentos na CPI dos Correios


Murilo Murça de Carvalho
Correspondente em Brasília

19/07/2005 | 08:41


Protegidos por habeas-corpus preventivos, pouco se espera dos principais depoentes na CPI dos Correios, nesta semana. A começar pelo secretário-geral licenciado do PT, Sílvio Pereira, na manhã desta terça-feira, com a previsão do ex-tesoureiro do partido, Delúbio Soares, nesta quarta-feira, e nova apresentação do empresário Marcos Valério, na quinta-feira.

Os políticos mais experientes que participam das Comissões Parlamentares de Inquérito em andamento no Congresso não aguardam surpresas. Os três, segundo consenso entre eles e analistas, repetirão a tese de seus advogados de defesa, de caracterizar a intensa e expressiva movimentação financeira entre as empresas de Valério, partidos e políticos, como sendo caixa 2 de campanhas eleitorais, configurando um crime eleitoral pelo qual nenhum dos três seria punido.

As demais perguntas deverão receber como resposta a alegação do direito de permanecerem calados, uma vez que a Constituição e a legislação penal lhes assegura o direito de não se auto-incriminarem. Na primeira vez que Valério se apresentou à CPMI, já o fez na condição de acusado e não de testemunha. Delúbio e Pereira assumem, agora, a mesma postura.

Valério, desde o primeiro depoimento, foi apanhado em uma série de mentiras, como a de que só havia avalizado um único empréstimo ao PT, o que depois se comprovou falso. Inicialmente admitiu um segundo empréstimo e, depois, uma série de movimentações, totalizando mais de R$ 39 milhões. Se não estivesse protegido pelo habeas-corpus preventivo, já poderia estar preso por falso testemunho e perjúrio.

A grande expectativa está na chegada de mais documentação que permita o cruzamento de dados que forneçam provas documentais, mais consistentes, e não mais apenas testemunhais. Nesta terça-feira é o prazo final para que o Banco Central encaminhe à CPI dos Correios o movimento bancário dos envolvidos, parentes, sócios e empresas.

Também é aguardado o conjunto de cópias de notas fiscais das empresas de Valério e que a polícia mineira conseguiu recuperar em Belo Horizonte, parte delas ainda chamuscadas do fogo do que sobrou de várias pilhas de documentos que vinham sendo destruídos sistematicamente por pessoas ligadas ao contador da DNA e da SMPB, empresas de Valério.

Ex-mulher – Talvez quem mais venha a fazer barulho, nesta semana, seja Maria Christina Mendes Caldeira, ex-mulher do presidente do PL, deputado Valdemar da Costa Neto (PL), que deporá no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. O presidente do Conselho, deputado Ricardo Izar (PTB-SP), sabendo da disposição da socialite em criticar acidamente o ex-marido, já afirmou que não permitirá que vida familiar e casamento façam parte do depoimento.

Izar quer que a depoente se limite a apontar indícios de irregularidades praticadas por Costa Neto. Maria Christina acusa o ex-marido de negociar com o ex-tesoureiro Delúbio contribuição de US$ 2 milhões de Taiwan para a campanha de Lula à presidência, em 2002.



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Habeas-corpus esfriam depoimentos na CPI dos Correios

Murilo Murça de Carvalho
Correspondente em Brasília

19/07/2005 | 08:41


Protegidos por habeas-corpus preventivos, pouco se espera dos principais depoentes na CPI dos Correios, nesta semana. A começar pelo secretário-geral licenciado do PT, Sílvio Pereira, na manhã desta terça-feira, com a previsão do ex-tesoureiro do partido, Delúbio Soares, nesta quarta-feira, e nova apresentação do empresário Marcos Valério, na quinta-feira.

Os políticos mais experientes que participam das Comissões Parlamentares de Inquérito em andamento no Congresso não aguardam surpresas. Os três, segundo consenso entre eles e analistas, repetirão a tese de seus advogados de defesa, de caracterizar a intensa e expressiva movimentação financeira entre as empresas de Valério, partidos e políticos, como sendo caixa 2 de campanhas eleitorais, configurando um crime eleitoral pelo qual nenhum dos três seria punido.

As demais perguntas deverão receber como resposta a alegação do direito de permanecerem calados, uma vez que a Constituição e a legislação penal lhes assegura o direito de não se auto-incriminarem. Na primeira vez que Valério se apresentou à CPMI, já o fez na condição de acusado e não de testemunha. Delúbio e Pereira assumem, agora, a mesma postura.

Valério, desde o primeiro depoimento, foi apanhado em uma série de mentiras, como a de que só havia avalizado um único empréstimo ao PT, o que depois se comprovou falso. Inicialmente admitiu um segundo empréstimo e, depois, uma série de movimentações, totalizando mais de R$ 39 milhões. Se não estivesse protegido pelo habeas-corpus preventivo, já poderia estar preso por falso testemunho e perjúrio.

A grande expectativa está na chegada de mais documentação que permita o cruzamento de dados que forneçam provas documentais, mais consistentes, e não mais apenas testemunhais. Nesta terça-feira é o prazo final para que o Banco Central encaminhe à CPI dos Correios o movimento bancário dos envolvidos, parentes, sócios e empresas.

Também é aguardado o conjunto de cópias de notas fiscais das empresas de Valério e que a polícia mineira conseguiu recuperar em Belo Horizonte, parte delas ainda chamuscadas do fogo do que sobrou de várias pilhas de documentos que vinham sendo destruídos sistematicamente por pessoas ligadas ao contador da DNA e da SMPB, empresas de Valério.

Ex-mulher – Talvez quem mais venha a fazer barulho, nesta semana, seja Maria Christina Mendes Caldeira, ex-mulher do presidente do PL, deputado Valdemar da Costa Neto (PL), que deporá no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. O presidente do Conselho, deputado Ricardo Izar (PTB-SP), sabendo da disposição da socialite em criticar acidamente o ex-marido, já afirmou que não permitirá que vida familiar e casamento façam parte do depoimento.

Izar quer que a depoente se limite a apontar indícios de irregularidades praticadas por Costa Neto. Maria Christina acusa o ex-marido de negociar com o ex-tesoureiro Delúbio contribuição de US$ 2 milhões de Taiwan para a campanha de Lula à presidência, em 2002.

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