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Lula reforça discurso contra as elites



17/10/2010 | 07:06


Ao participar de extensa carreata em Belo Horizonte ao lado da presidenciável petista Dilma Rousseff , o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou ontem o discurso contra as elites ao afirmar que os mais ricos foram os que mais ganharam dinheiro no seu governo, mas não conseguiram superar o preconceito de ver um metalúrgico na Presidência.

Em discurso na Praça Sete, região central da cidade e ponto final da carreata, Lula reclamou do comportamento de moradores do bairro Mangabeiras - uma das regiões mais nobres da Capital mineira -, onde teve início o ato eleitoral e está localizada a residência oficial do governador do Estado, Antonio Anastasia (PSDB).

"Lá tinha pessoas que faziam assim para nós", disse o presidente, repetindo o gesto do polegar para baixo. Dirigindo-se a Dilma, Lula pediu que a petista percebesse a "diferença da elite e do povo". "É com esse povo que você vai ganhar as eleições."

Fraude - Empresa subordinada à Eletrobrás teria sido usada para concessão de garantias de empréstimo externo para empresa privada de forma fraudulenta, de acordo com reportagem da revista Época. Por trás do esquema, aponta a revista, estaria Valter Luiz Cardeal Souza, presidente do Conselho de Administração da CGTEE (Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica), ligado política e profissionalmente à candidata petista Dilma Rousseff.

O banco de fomento controlado pelo governo da Alemanha KFW (Kreditanstalt für Wiederaufbau) estaria movendo processo por danos materiais e morais contra a CGTEE por causa de empréstimo internacional no valor de R$ 157 milhões para a construção de sete usinas de biomassa de geração de energia no Rio Grande do Sul e no Paraná. A CGTEE teria dado as garantias ao banco de fomento alemão, em março de 2005, para a empresa Winimport construir as usinas.

A reportagem revela que, em 2007, quando a Winimport deixou de quitar parte do financiamento, o KFW procurou a CGTEE para cobrar as garantias e foi informado de que a estatal não tinha conhecimento desse aval. A Lei de Responsabilidade Fiscal proíbe empresas do governo de serem fiadoras de empréstimos internacionais a empresas privadas.



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Lula reforça discurso contra as elites


17/10/2010 | 07:06


Ao participar de extensa carreata em Belo Horizonte ao lado da presidenciável petista Dilma Rousseff , o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou ontem o discurso contra as elites ao afirmar que os mais ricos foram os que mais ganharam dinheiro no seu governo, mas não conseguiram superar o preconceito de ver um metalúrgico na Presidência.

Em discurso na Praça Sete, região central da cidade e ponto final da carreata, Lula reclamou do comportamento de moradores do bairro Mangabeiras - uma das regiões mais nobres da Capital mineira -, onde teve início o ato eleitoral e está localizada a residência oficial do governador do Estado, Antonio Anastasia (PSDB).

"Lá tinha pessoas que faziam assim para nós", disse o presidente, repetindo o gesto do polegar para baixo. Dirigindo-se a Dilma, Lula pediu que a petista percebesse a "diferença da elite e do povo". "É com esse povo que você vai ganhar as eleições."

Fraude - Empresa subordinada à Eletrobrás teria sido usada para concessão de garantias de empréstimo externo para empresa privada de forma fraudulenta, de acordo com reportagem da revista Época. Por trás do esquema, aponta a revista, estaria Valter Luiz Cardeal Souza, presidente do Conselho de Administração da CGTEE (Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica), ligado política e profissionalmente à candidata petista Dilma Rousseff.

O banco de fomento controlado pelo governo da Alemanha KFW (Kreditanstalt für Wiederaufbau) estaria movendo processo por danos materiais e morais contra a CGTEE por causa de empréstimo internacional no valor de R$ 157 milhões para a construção de sete usinas de biomassa de geração de energia no Rio Grande do Sul e no Paraná. A CGTEE teria dado as garantias ao banco de fomento alemão, em março de 2005, para a empresa Winimport construir as usinas.

A reportagem revela que, em 2007, quando a Winimport deixou de quitar parte do financiamento, o KFW procurou a CGTEE para cobrar as garantias e foi informado de que a estatal não tinha conhecimento desse aval. A Lei de Responsabilidade Fiscal proíbe empresas do governo de serem fiadoras de empréstimos internacionais a empresas privadas.

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