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Ford deve anunciar carro neste ano


Leone Farias
Enviado especial a Angra dos Reis

09/06/2005 | 08:19


A matriz mundial da Ford deverá finalmente bater o martelo, em outubro deste ano, em relação à realização ou não de um projeto para fabricar um novo veículo compacto popular na fábrica de São Bernardo. São grandes as chances de ser dado o aval para que o novo modelo saia do papel, segundo a direção da companhia no Brasil.

Depois de dar sinal verde no ano passado para que a subsidiária brasileira fizesse os estudos (que envolvem as aáreas de engenharia, marketing e compras) para um novo modelo, a matriz manteve neste ano o aval para a continuidade desses estudos e, em outubro, finalmente, deverá sair a aprovação para a compra de ferramental (para produzir as peças estampadas do novo carro).

“Por enquanto, foram horas de engenharia, o que também representa gastos, mas se passar (a aprovação para comprar ferramental), estaremos em nível de decisão. O investimento passa a ser bem maior”, afirma o presidente da Ford América do Sul, Antonio Maciel Neto, durante evento da montadora nesta quarta em Angra dos Reis (RJ). Caso saia a decisão, demorará ainda de dois a três anos para que o carro saia da linha de produção para o mercado.

Maciel Neto acrescenta que um ponto vital para que a empresa faça o modelo está bem encaminhado. Trata-se da solicitação para a devolução pelo governo do Estado de créditos de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) referentes a exportações feitas pela companhia.

Ele afirma que grande parte desse crédito acumulado deverá ser utilizado no projeto do novo compacto, o que envolve investimentos em São Bernardo e na fábrica de motores da empresa em Taubaté. O governo do Estado divulgou recentemente que a Ford tem a receber R$ 347,9 milhões. A empresa prefere não comentar por enquanto o valor do projeto, nem quanto seria investido na região.

Além dos créditos a receber, as áreas de engenharia, marketing e compras da subsidiária brasileira esforçam-se desde o ano passado para fechar a equação de custos para que a companhia mundial aprove o novo produto. O executivo explica que basicamente o veículo tinha de ser desenhado para ter baixo custo de fabricação, já que as margens de lucro no segmento de entrada (de preço econômico) são pequenas, e era preciso que a comercialização do carro se mostrasse rentável.

O novo veículo é aguardado com ansiedade pelos trabalhadores da unidade no Grande ABC, já que poderá significar a preservação dos postos de trabalho gerados pela empresa na região – atualmente a unidade emprega 4 mil. Isso porque o novo modelo popular seria uma forma de a montadora enfrentar melhor a concorrência no segmento dos carros de entrada.

No segmento, o Ka, produzido em São Bernardo, tem desempenho pífio. No acumulado do ano até maio, foram vendidos 7.212 carros Ka zero km no país (1,4% das vendas de automóveis novos).


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