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Covaxin tem eficácia de 78% contra covid-19 e também atua em variantes



21/04/2021 | 15:05


Os fabricantes da vacina Covaxin afirmaram nesta quarta-feira, 21, a partir de estudos de fase 3, que o imunizante contra a covid-19 apresenta 78% de eficácia em geral, segundo dados preliminares, com 100% de eficácia para evitar casos graves da doença.

"Estou muito satisfeito em afirmar que a Covaxin teve uma eficácia de 78% na segunda análise provisória", disse Balram Bhargava, chefe do Conselho Indiano de Pesquisa Médica, que criou a vacina com a Bharat Biotech.

O estudo de fase 3 envolveu 25.800 participantes entre 18 e 98 anos, incluindo 10% acima dos 60 anos, com a análise sendo conduzida 14 dias após a segunda dose. O resultado preliminar apontou que a Covaxin teve impacto na redução de hospitalização por covid-19 e sugere que provoca diminuição da transmissão.

"Também estou contente porque a Covaxin mostrou que funciona bem contra as variantes do Sars-CoV2. Os dados reforçam que a nossa vacina pode ser também um imunizante global", comentou o professor Bhargava, reforçando que a expectativa é que em junho sejam publicados os resultados finais de eficácia e segurança.

A Covaxin é a única vacina contra a covid-19 desenvolvida internamente na Índia e mais de 60 países já demonstraram interesse em adquirir o imunizante, incluindo o Brasil. O governo federal até já comprou 20 milhões de doses desta vacina, por cerca de US$ 14 cada unidade. No total, o negócio é de R$ 1,6 bilhão, mas o pagamento só será feito após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberar o uso do produto, o que ainda não ocorreu.

No final de março, a Diretoria Colegiada da Anvisa rejeitou a solicitação do Ministério da Saúde para autorização excepcional e temporária para importação e distribuição da vacina Covaxin/BBV152. "Os dados apresentados não fornecem informações para sabermos a qualidade e eficácia da vacina contra covid-19. Não conseguiu demonstrar que o produto cumpriu o requisito de lei. O importador não apresentou todos os documentos necessários", explicou o relator Alex Machado Campos, diretor da Anvisa.

Até então, a Anvisa só tinha em mãos dados da primeira análise, divulgada no início de março, que havia mostrado uma taxa de eficácia de 81%. Na ocasião, a análise foi baseada em 43 casos de pacientes com covid-19 que apresentaram sintomas que variavam de leve a moderado e grave. Do total de casos, 36 eram do grupo placebo, enquanto sete casos eram daqueles que receberam a vacina.

A notícia da eficácia da Covaxin chega em um momento em que o quadro da covid-19 continua a ser bastante grave na Índia. De acordo com a imprensa local, o país registrou nas últimas 24 horas seu recorde de 2.023 mortes pela doença, com quase 300 mil novas infecções nesta quarta-feira, 21, também um recorde, segundo o jornal The Times of India. O país ainda enfrentou um episódio de vazamento de um tanque de oxigênio em um hospital, o que resultou na morte de 22 pacientes na cidade de Nashik. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)



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Covaxin tem eficácia de 78% contra covid-19 e também atua em variantes


21/04/2021 | 15:05


Os fabricantes da vacina Covaxin afirmaram nesta quarta-feira, 21, a partir de estudos de fase 3, que o imunizante contra a covid-19 apresenta 78% de eficácia em geral, segundo dados preliminares, com 100% de eficácia para evitar casos graves da doença.

"Estou muito satisfeito em afirmar que a Covaxin teve uma eficácia de 78% na segunda análise provisória", disse Balram Bhargava, chefe do Conselho Indiano de Pesquisa Médica, que criou a vacina com a Bharat Biotech.

O estudo de fase 3 envolveu 25.800 participantes entre 18 e 98 anos, incluindo 10% acima dos 60 anos, com a análise sendo conduzida 14 dias após a segunda dose. O resultado preliminar apontou que a Covaxin teve impacto na redução de hospitalização por covid-19 e sugere que provoca diminuição da transmissão.

"Também estou contente porque a Covaxin mostrou que funciona bem contra as variantes do Sars-CoV2. Os dados reforçam que a nossa vacina pode ser também um imunizante global", comentou o professor Bhargava, reforçando que a expectativa é que em junho sejam publicados os resultados finais de eficácia e segurança.

A Covaxin é a única vacina contra a covid-19 desenvolvida internamente na Índia e mais de 60 países já demonstraram interesse em adquirir o imunizante, incluindo o Brasil. O governo federal até já comprou 20 milhões de doses desta vacina, por cerca de US$ 14 cada unidade. No total, o negócio é de R$ 1,6 bilhão, mas o pagamento só será feito após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberar o uso do produto, o que ainda não ocorreu.

No final de março, a Diretoria Colegiada da Anvisa rejeitou a solicitação do Ministério da Saúde para autorização excepcional e temporária para importação e distribuição da vacina Covaxin/BBV152. "Os dados apresentados não fornecem informações para sabermos a qualidade e eficácia da vacina contra covid-19. Não conseguiu demonstrar que o produto cumpriu o requisito de lei. O importador não apresentou todos os documentos necessários", explicou o relator Alex Machado Campos, diretor da Anvisa.

Até então, a Anvisa só tinha em mãos dados da primeira análise, divulgada no início de março, que havia mostrado uma taxa de eficácia de 81%. Na ocasião, a análise foi baseada em 43 casos de pacientes com covid-19 que apresentaram sintomas que variavam de leve a moderado e grave. Do total de casos, 36 eram do grupo placebo, enquanto sete casos eram daqueles que receberam a vacina.

A notícia da eficácia da Covaxin chega em um momento em que o quadro da covid-19 continua a ser bastante grave na Índia. De acordo com a imprensa local, o país registrou nas últimas 24 horas seu recorde de 2.023 mortes pela doença, com quase 300 mil novas infecções nesta quarta-feira, 21, também um recorde, segundo o jornal The Times of India. O país ainda enfrentou um episódio de vazamento de um tanque de oxigênio em um hospital, o que resultou na morte de 22 pacientes na cidade de Nashik. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

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