Fechar
Publicidade

Domingo, 20 de Janeiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Cultura & Lazer

cultura@dgabc.com.br | 4435-8364

Gal Costa lança novo álbum


Gislaine Gutierre
Do Diário do Grande ABC

12/12/2002 | 18:03


Gal Costa deu uma guinada em sua carreira. Depois de 15 anos na BMG, a cantora mudou de gravadora e apostou em seus registros vocais mais graves para lançar um novo disco. O álbum já está nas lojas com o nome Gal Bossa Tropical (MZA/Abril, R$ 29 em média).   

O repertório é uma colcha de retalhos. Tem desde escolhas felizes como a bela Onde Deus Possa Me Ouvir, de Vander Lee e Cada Macaco no Seu Galho (Cho Chuá), de Riachão, até a duvidosa inserção de Epitáfio, dos Titãs.   

Apesar do título dado ao álbum, a bossa nova propriamente não é a espinha dorsal. A maior proximidade com o gênero se dá pela inserção de dois de seus expoentes – Vinicius de Moraes e Tom Jobim – representados pela música O Amor em Paz, composta por ambos e outrora interpretada por João Gilberto.   

“Acho que sou a cantora com a maior influência de bossa nova porque quando eu comecei a cantar as pessoas me chamavam de João Gilberto de saia. Essa coisa de absorver o espírito, a identidade da bossa nova, é comigo mesmo”, afirma Gal.   

É verdade que a sonoridade toda de Gal Bossa Tropical é bastante suave, e isso talvez ajude a formar um parentesco com a bossa nova. Mas é só. O disco é essencialmente popular e toda a complexidade que caracterizou o gênero defendido por João Gilberto dá lugar, aqui, a uma concepção musical mais simples, quase minimalista.   

A riqueza de Gal Bossa Tropical reside justamente nos detalhes, já que o time de músicos de primeira ajudou a conceber arranjos na medida para envolver o ouvinte, sustentar a canção e abrir caminho para a voz de Gal.   

Seu canto é outro ponto forte do disco. Se no disco De Tantos Amores a artista parecia alimentar o desejo de estourar tímpanos com seus agudos (vide Caminhos do Mar, tema da novela Porto dos Milagres), agora ela mostra mais seus registros médios e graves. E o resultado, sem sombra de dúvida, é muito mais agradável. Ainda que Gal, em sua interpretação, prefira ser mais técnica que emotiva.   

Epitáfio, assim como Ovelha Negra (em que Gal troca a palavra pai por mãe, na letra) destoam do repertório, e As Time Goes By é desnecessária. Mais felizes são as interpretações, por exemplo, de Desde que O Samba é Samba (Caetano Veloso) e Quando eu Fecho os Olhos (de Chico César).   

Gal Bossa Tropical contou com Luiz Meira (violão de aço), Marcos Suzano (percussão), Armandinho (bandolim e guitarra baiana) e Paulo César Barros (baixo).



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Gal Costa lança novo álbum

Gislaine Gutierre
Do Diário do Grande ABC

12/12/2002 | 18:03


Gal Costa deu uma guinada em sua carreira. Depois de 15 anos na BMG, a cantora mudou de gravadora e apostou em seus registros vocais mais graves para lançar um novo disco. O álbum já está nas lojas com o nome Gal Bossa Tropical (MZA/Abril, R$ 29 em média).   

O repertório é uma colcha de retalhos. Tem desde escolhas felizes como a bela Onde Deus Possa Me Ouvir, de Vander Lee e Cada Macaco no Seu Galho (Cho Chuá), de Riachão, até a duvidosa inserção de Epitáfio, dos Titãs.   

Apesar do título dado ao álbum, a bossa nova propriamente não é a espinha dorsal. A maior proximidade com o gênero se dá pela inserção de dois de seus expoentes – Vinicius de Moraes e Tom Jobim – representados pela música O Amor em Paz, composta por ambos e outrora interpretada por João Gilberto.   

“Acho que sou a cantora com a maior influência de bossa nova porque quando eu comecei a cantar as pessoas me chamavam de João Gilberto de saia. Essa coisa de absorver o espírito, a identidade da bossa nova, é comigo mesmo”, afirma Gal.   

É verdade que a sonoridade toda de Gal Bossa Tropical é bastante suave, e isso talvez ajude a formar um parentesco com a bossa nova. Mas é só. O disco é essencialmente popular e toda a complexidade que caracterizou o gênero defendido por João Gilberto dá lugar, aqui, a uma concepção musical mais simples, quase minimalista.   

A riqueza de Gal Bossa Tropical reside justamente nos detalhes, já que o time de músicos de primeira ajudou a conceber arranjos na medida para envolver o ouvinte, sustentar a canção e abrir caminho para a voz de Gal.   

Seu canto é outro ponto forte do disco. Se no disco De Tantos Amores a artista parecia alimentar o desejo de estourar tímpanos com seus agudos (vide Caminhos do Mar, tema da novela Porto dos Milagres), agora ela mostra mais seus registros médios e graves. E o resultado, sem sombra de dúvida, é muito mais agradável. Ainda que Gal, em sua interpretação, prefira ser mais técnica que emotiva.   

Epitáfio, assim como Ovelha Negra (em que Gal troca a palavra pai por mãe, na letra) destoam do repertório, e As Time Goes By é desnecessária. Mais felizes são as interpretações, por exemplo, de Desde que O Samba é Samba (Caetano Veloso) e Quando eu Fecho os Olhos (de Chico César).   

Gal Bossa Tropical contou com Luiz Meira (violão de aço), Marcos Suzano (percussão), Armandinho (bandolim e guitarra baiana) e Paulo César Barros (baixo).

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;