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Adesão à reciclagem tem queda

André Henriques/DGABC: Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

No Dia Mundial do Meio Ambiente, pesquisa
revela que hábito de reciclar tem diminuido


Vanessa de Oliveira
Diário do Grande ABC

05/06/2016 | 07:00


População cada vez mais crescente, lixo produzido também. Para poupar o meio ambiente, que hoje comemora mundialmente seu dia, reciclar é preciso, mas embora as prefeituras da região declarem compromisso com a reciclagem, a população parece não estar sendo incentivada devidamente. Isso porque a parcela que separa o lixo para a ação tem diminuído.

Em 2010, o Inpes (Instituto de Pesquisas Socioeconômicas) da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), perguntou a 1.050 famílias se elas separavam o lixo para reciclagem. As respostas foram dadas em forma de nota – 0 (nunca fez) e 10 (sempre faz). Naquela ocasião, 20,60% dos entrevistados confessaram não praticar a ação. Em 2015, o mesmo número de famílias foi questionado e, dessa vez, 29,70% afirmaram não fazer. “Os números são bem baixos”, ressalta o coordenador do Inpes, Leandro Prearo.

Dos que responderam ser adeptos da separação de resíduos para reciclagem, os números ficaram em 44,60% em 2010 e 45,50% no ano passado. No entanto, há a hipótese de que, ao responder a pergunta, a resposta não tenha sido 100% sincera. “Em qualquer pesquisa relacionada ao meio ambiente, há tendência de os entrevistados superestimarem, pois eles ficam acuados e acham chato responderem que não praticam nenhuma iniciativa. Mas, mesmo com esse possível viés, (o número de famílias que declararam reciclar) já é baixo”, fala Prearo. O restante dos entrevistados afirmou que separa o lixo para reciclagem algumas vezes, não sendo um hábito.

O professor do curso de Engenharia Ambiental e Gestão Ambiental da Universidade Metodista de São Paulo Carlos Henrique Andrade de Oliveira ressalta que os números são reflexo da falta de informação qualificada e da orientação adequada. Para isso, esforços devem ser somados entre os setores público e privado. “A Política Nacional de Resíduos Sólidos obriga os fabricantes, distribuidores e comerciantes a promoverem formas para a população descartar corretamente estes materiais, mas vemos isso acontecer muito pouco”, comenta. “As prefeituras têm campanhas, mas elas são limitadas, acontecem em determinados períodos e isso deveria ser permanente, para incentivar as pessoas separarem o lixo até conseguir resultado e participação concretos”, completa.

Os chamados 3Rs da sustentabilidade (Reduzir, Reutilizar e Reciclar) trazem ganhos que vão além do ambiental. “Cada tonelada de material reciclado que não vai para o aterro, é sinônimo de viagem a menos de caminhão, menor movimentação de terra e ocupação de volume do aterro, prolongando sua vida útil”, lista Oliveira. “Se a maioria das pessoas participar do processo de reciclagem, irá gerar postos de trabalho, no caso dos catadores que farão a triagem do material e ajudará na economia, porque tem matéria-prima que não estará sendo mais desperdiçada”, salienta.

Com a reciclagem de uma lata, por exemplo, o especialista aponta que são gastos de 60% a 70% a menos de energia e de água, não sendo preciso a extração de mais recursos naturais. “A reciclagem tem benefícios em todos os campos: ambiental, econômico e social”, conclui Oliveira.

METAS - As prefeituras do Grande ABC projetam a expansão da reciclagem, trabalho que deve ser árduo diante do pouco percentual que apresentam. Em Santo André, 542 toneladas de lixo doméstico são produzidas diariamente e 12% do que é coletado são reciclados. A meta de 20%, que era a planejada até o fim do ano, está sendo revista.

Mauá, que produz média de 285 toneladas de lixo doméstico por dia, recicla apenas 36 toneladas por mês e o índice por ano chega aos 4%. De acordo com a Prefeitura, a meta é atingir 12% de lixo reciclado até 2019 e 26% até 2026.

Em Ribeirão Pires, onde cerca de 10 toneladas de lixo doméstico são coletadas diariamente, de 3% a 5% são destinados à reciclagem. A meta é reciclar 80 toneladas em um ano.

Em São Caetano, a Prefeitura declarou que trabalha para aumentar a adesão do munícipe e dobrar a quantidade de resíduos recicláveis coletados, indo para cerca de 800 toneladas/mês. Não foi informada a quantidade de lixo produzida por dia. As demais cidades não forneceram as informações.

Separação de materiais exige cuidados

Para que o lixo seco, que é o material que pode ser reciclado, efetivamente seja, é preciso que ele esteja em condições adequadas. No Grande ABC, devido à falta de cuidado na hora da separação dos resíduos, boa parte do que vai para a reciclagem precisa ser descartada.

Em Santo André, 35% do que poderia ser reaproveitado precisam ser desconsiderados por conta de problemas como contaminação ou descarte incorreto, de acordo com o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André).

Em Mauá, esse número é em torno de 6%. A Prefeitura diz que pode-se atribuir esse resultado “ao descuido no momento da separação”.

Na cidade de Ribeirão Pires, o que é descartado no momento da reciclagem é ainda maior: 20%.

Em São Caetano, a Prefeitura não informou a quantidade, mas frisou que o principal motivo para o não aproveitamento de algum resíduo é, em geral, a contaminação com resíduos orgânicos, oriunda da separação incorreta nas residências. As demais cidades não retornaram.

“Isso reflete a falta de informação para a população”, fala o professor do curso de Engenharia Ambiental e Gestão Ambiental da Universidade Metodista de São Paulo Carlos Henrique Andrade de Oliveira. “Quando tem a presença de elementos estranhos no lixo seco, como sobra de comida, resíduos de banheiro, fezes de animais, isso compromete a qualidade e condição de reciclagem desses materiais”, exemplifica.

O especialista ressalta a importância da orientação à população. “Promover as informações adequadas evita esse tipo de problema na ponta final, que é a central de triagem”, salienta, completando, “com informações qualificadas, as pessoas vão conseguir aumentar os índices de participação nesse processo.”

A reciclagem ainda precisa evoluir muito. Dados mais recentes da Abrelpe (Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais) apontam que apenas 3% dos resíduos sólidos urbanos no Brasil são efetivamente reciclados, de um total de 76,8 milhões de toneladas geradas anualmente. Os números demonstram que o País ainda não avançou no modelo de aproveitamento dos resíduos gerados.

Dentista usa redes sociais para conscientizar

O lixo está em toda parte; desde às margens de represas, como a Billings, que abastece a maior parte do Grande ABC, às ruas, nos percursos que fazemos diariamente. Na correria cotidiana, muitas vezes nem nos damos conta da quantidade de lixo que está em nosso caminho. Mas um morador de São Caetano sempre percebe e se incomoda com a situação. Por essa razão, ele utiliza uma rede social para mostrar que não basta não sujar; é preciso também limpar, recolhendo o lixo alheio.

Esse é o lema do dentista José Maurício Oliva Lima Santos, 39 anos, que vive no bairro Boa Vista e espalha a ideia por meio de um perfil intitulado Sou Gari do Mundo, no Instagram. Nas publicações, ele compartilha fotos e vídeos abordando a importância de limpar por onde passa, para que todos possam desfrutar de um lugar melhor para viver. Em menos de um mês no ar, a conta já tem, até o fechamento desta edição, 1.455 seguidores.

Embora na apresentação do perfil conste que a meta é fazer de São Caetano a cidade mais limpa do Brasil, Santos, que nasceu em Salvador, na Bahia, afirma que o objetivo é disseminar a proposta para todo o País.

A idealização de montar o projeto surgiu de uma conversa entre dez estudantes do primeiro semestre do curso de Psicologia da USCS (Universidade de São Caetano), do qual Santos também é aluno. “O perfil foi montado para provocar as pessoas com a realização de dois pequenos gestos: recolher todo dia um lixo alheio jogado indevidamente na rua e convidar alguém para abraçar a ideia”, explicou ele, responsável pela atualização das postagens.

Com esse convite, Santos vê a possibilidade da iniciativa crescer progressivamente, permitindo, em pouco tempo, alcançar a maior parte da população, sobretudo as crianças e os jovens.

Recolher que seja um lacre no chão é hábito de Santos desde criança. Tudo o que ele vê jogado na rua, coleta para dar a destinação correta, principalmente o que pode ser reciclado. Por um tempo, a atitude causava estranheza nos familiares e amigos. “Diziam que isso não levaria a nada. Ma se você se dispõe a recolher um lixo jogado no chão por outra pessoa, automaticamente você não mais jogará lixo na rua. Se você se abaixa e recolhe o lixo e outra pessoa percebe sua ação, a mensagem implícita da necessidade de termos uma cidade mais limpa passa a fazer parte não só do seu consciente, mas também do seu inconsciente”, acredita.

Para os próximos dias, ele projeta criar uma página no Facebook e promover eventos convidando os internautas a mutirões de limpeza em diversos locais.



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Adesão à reciclagem tem queda

No Dia Mundial do Meio Ambiente, pesquisa
revela que hábito de reciclar tem diminuido

Vanessa de Oliveira
Diário do Grande ABC

05/06/2016 | 07:00


População cada vez mais crescente, lixo produzido também. Para poupar o meio ambiente, que hoje comemora mundialmente seu dia, reciclar é preciso, mas embora as prefeituras da região declarem compromisso com a reciclagem, a população parece não estar sendo incentivada devidamente. Isso porque a parcela que separa o lixo para a ação tem diminuído.

Em 2010, o Inpes (Instituto de Pesquisas Socioeconômicas) da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), perguntou a 1.050 famílias se elas separavam o lixo para reciclagem. As respostas foram dadas em forma de nota – 0 (nunca fez) e 10 (sempre faz). Naquela ocasião, 20,60% dos entrevistados confessaram não praticar a ação. Em 2015, o mesmo número de famílias foi questionado e, dessa vez, 29,70% afirmaram não fazer. “Os números são bem baixos”, ressalta o coordenador do Inpes, Leandro Prearo.

Dos que responderam ser adeptos da separação de resíduos para reciclagem, os números ficaram em 44,60% em 2010 e 45,50% no ano passado. No entanto, há a hipótese de que, ao responder a pergunta, a resposta não tenha sido 100% sincera. “Em qualquer pesquisa relacionada ao meio ambiente, há tendência de os entrevistados superestimarem, pois eles ficam acuados e acham chato responderem que não praticam nenhuma iniciativa. Mas, mesmo com esse possível viés, (o número de famílias que declararam reciclar) já é baixo”, fala Prearo. O restante dos entrevistados afirmou que separa o lixo para reciclagem algumas vezes, não sendo um hábito.

O professor do curso de Engenharia Ambiental e Gestão Ambiental da Universidade Metodista de São Paulo Carlos Henrique Andrade de Oliveira ressalta que os números são reflexo da falta de informação qualificada e da orientação adequada. Para isso, esforços devem ser somados entre os setores público e privado. “A Política Nacional de Resíduos Sólidos obriga os fabricantes, distribuidores e comerciantes a promoverem formas para a população descartar corretamente estes materiais, mas vemos isso acontecer muito pouco”, comenta. “As prefeituras têm campanhas, mas elas são limitadas, acontecem em determinados períodos e isso deveria ser permanente, para incentivar as pessoas separarem o lixo até conseguir resultado e participação concretos”, completa.

Os chamados 3Rs da sustentabilidade (Reduzir, Reutilizar e Reciclar) trazem ganhos que vão além do ambiental. “Cada tonelada de material reciclado que não vai para o aterro, é sinônimo de viagem a menos de caminhão, menor movimentação de terra e ocupação de volume do aterro, prolongando sua vida útil”, lista Oliveira. “Se a maioria das pessoas participar do processo de reciclagem, irá gerar postos de trabalho, no caso dos catadores que farão a triagem do material e ajudará na economia, porque tem matéria-prima que não estará sendo mais desperdiçada”, salienta.

Com a reciclagem de uma lata, por exemplo, o especialista aponta que são gastos de 60% a 70% a menos de energia e de água, não sendo preciso a extração de mais recursos naturais. “A reciclagem tem benefícios em todos os campos: ambiental, econômico e social”, conclui Oliveira.

METAS - As prefeituras do Grande ABC projetam a expansão da reciclagem, trabalho que deve ser árduo diante do pouco percentual que apresentam. Em Santo André, 542 toneladas de lixo doméstico são produzidas diariamente e 12% do que é coletado são reciclados. A meta de 20%, que era a planejada até o fim do ano, está sendo revista.

Mauá, que produz média de 285 toneladas de lixo doméstico por dia, recicla apenas 36 toneladas por mês e o índice por ano chega aos 4%. De acordo com a Prefeitura, a meta é atingir 12% de lixo reciclado até 2019 e 26% até 2026.

Em Ribeirão Pires, onde cerca de 10 toneladas de lixo doméstico são coletadas diariamente, de 3% a 5% são destinados à reciclagem. A meta é reciclar 80 toneladas em um ano.

Em São Caetano, a Prefeitura declarou que trabalha para aumentar a adesão do munícipe e dobrar a quantidade de resíduos recicláveis coletados, indo para cerca de 800 toneladas/mês. Não foi informada a quantidade de lixo produzida por dia. As demais cidades não forneceram as informações.

Separação de materiais exige cuidados

Para que o lixo seco, que é o material que pode ser reciclado, efetivamente seja, é preciso que ele esteja em condições adequadas. No Grande ABC, devido à falta de cuidado na hora da separação dos resíduos, boa parte do que vai para a reciclagem precisa ser descartada.

Em Santo André, 35% do que poderia ser reaproveitado precisam ser desconsiderados por conta de problemas como contaminação ou descarte incorreto, de acordo com o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André).

Em Mauá, esse número é em torno de 6%. A Prefeitura diz que pode-se atribuir esse resultado “ao descuido no momento da separação”.

Na cidade de Ribeirão Pires, o que é descartado no momento da reciclagem é ainda maior: 20%.

Em São Caetano, a Prefeitura não informou a quantidade, mas frisou que o principal motivo para o não aproveitamento de algum resíduo é, em geral, a contaminação com resíduos orgânicos, oriunda da separação incorreta nas residências. As demais cidades não retornaram.

“Isso reflete a falta de informação para a população”, fala o professor do curso de Engenharia Ambiental e Gestão Ambiental da Universidade Metodista de São Paulo Carlos Henrique Andrade de Oliveira. “Quando tem a presença de elementos estranhos no lixo seco, como sobra de comida, resíduos de banheiro, fezes de animais, isso compromete a qualidade e condição de reciclagem desses materiais”, exemplifica.

O especialista ressalta a importância da orientação à população. “Promover as informações adequadas evita esse tipo de problema na ponta final, que é a central de triagem”, salienta, completando, “com informações qualificadas, as pessoas vão conseguir aumentar os índices de participação nesse processo.”

A reciclagem ainda precisa evoluir muito. Dados mais recentes da Abrelpe (Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais) apontam que apenas 3% dos resíduos sólidos urbanos no Brasil são efetivamente reciclados, de um total de 76,8 milhões de toneladas geradas anualmente. Os números demonstram que o País ainda não avançou no modelo de aproveitamento dos resíduos gerados.

Dentista usa redes sociais para conscientizar

O lixo está em toda parte; desde às margens de represas, como a Billings, que abastece a maior parte do Grande ABC, às ruas, nos percursos que fazemos diariamente. Na correria cotidiana, muitas vezes nem nos damos conta da quantidade de lixo que está em nosso caminho. Mas um morador de São Caetano sempre percebe e se incomoda com a situação. Por essa razão, ele utiliza uma rede social para mostrar que não basta não sujar; é preciso também limpar, recolhendo o lixo alheio.

Esse é o lema do dentista José Maurício Oliva Lima Santos, 39 anos, que vive no bairro Boa Vista e espalha a ideia por meio de um perfil intitulado Sou Gari do Mundo, no Instagram. Nas publicações, ele compartilha fotos e vídeos abordando a importância de limpar por onde passa, para que todos possam desfrutar de um lugar melhor para viver. Em menos de um mês no ar, a conta já tem, até o fechamento desta edição, 1.455 seguidores.

Embora na apresentação do perfil conste que a meta é fazer de São Caetano a cidade mais limpa do Brasil, Santos, que nasceu em Salvador, na Bahia, afirma que o objetivo é disseminar a proposta para todo o País.

A idealização de montar o projeto surgiu de uma conversa entre dez estudantes do primeiro semestre do curso de Psicologia da USCS (Universidade de São Caetano), do qual Santos também é aluno. “O perfil foi montado para provocar as pessoas com a realização de dois pequenos gestos: recolher todo dia um lixo alheio jogado indevidamente na rua e convidar alguém para abraçar a ideia”, explicou ele, responsável pela atualização das postagens.

Com esse convite, Santos vê a possibilidade da iniciativa crescer progressivamente, permitindo, em pouco tempo, alcançar a maior parte da população, sobretudo as crianças e os jovens.

Recolher que seja um lacre no chão é hábito de Santos desde criança. Tudo o que ele vê jogado na rua, coleta para dar a destinação correta, principalmente o que pode ser reciclado. Por um tempo, a atitude causava estranheza nos familiares e amigos. “Diziam que isso não levaria a nada. Ma se você se dispõe a recolher um lixo jogado no chão por outra pessoa, automaticamente você não mais jogará lixo na rua. Se você se abaixa e recolhe o lixo e outra pessoa percebe sua ação, a mensagem implícita da necessidade de termos uma cidade mais limpa passa a fazer parte não só do seu consciente, mas também do seu inconsciente”, acredita.

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