A sustentabilidade está em alta. Presente em diversos segmentos, discursos e atitudes, o tema é defendido por aqueles que buscam preservação e uso consciente dos recursos naturais. Neste sentido, o profissional da engenharia ambiental ganha espaço. Hoje, além de ser uma das profissões mais valorizadas do País, a área se destaca por trazer soluções criativas para os problemas ambientais.
A proposta do curso é formar engenheiros que voltem suas réguas de cálculo para o meio ambiente, defende o coordenador do curso de Engenharia Ambiental da Umesp (Universidade Metodista de São Paulo), André José Araújo Gabriel. Dessa forma, além de interesse pelas questões naturais, estudantes desta área devem gostar também das ciências exatas. “Não é a profissão do futuro. Essa é uma das áreas mais valorizadas da atualidade”, observa.
Por ser dinâmico e motivar o envolvimento do aluno com o tema estudado, o curso atrai muitos jovens, segundo o professor. Um ponto positivo, neste caso é que as oportunidades de estágio são quase que garantidas, tendo em vista a gama de opções de atuação. “O profissional pode trabalhar desde a área petroquímica, mineração, reflorestamento até construções verdes”, diz.
O campo de atuação do engenheiro de meio ambiente também é extenso. Além de órgãos governamentais darem cada vez mais destaque ao tema, entidades ambientais, companhias de saneamento, agências reguladoras de água e energia e usinas termoelétricas são opções de emprego, segundo o educador. “É um curso muito procurado por pessoas que já atuam na área e desejam ascensão profissional”, comenta Gabriel.
NATUREZA
Um dos segmentos que mais se destacam na engenharia de meio ambiente é a biomimética – processo que utiliza a natureza como fonte de aprendizado para a criação de soluções ambientais. “É uma intervenção na natureza que ‘dialoga’ com ela e não apenas a explora”, ressalta Gabriel. Por meio desta ciência, é possível, por exemplo, desenvolver programas e projetos capazes de minimizar ou solucionar impactos.
Contato com natureza e oportunidades atraem estudantes
As diversas opções de atuação e oportunidades observadas para áreas cujo mote é a sustentabilidade atrai estudantes. Para aguentar a carga de aprendizado e se adaptar ao curso, os alunos precisam ser dedicados e estar atualizados.
O meio ambiente sempre foi interesse da agente ambiental da Prefeitura de Santo André Edilene Vieira Fazza, 27 anos. O fato de já atuar na educação voltada ao meio ambiente colaborou para que ela ingressasse no curso de Engenharia Ambiental da UFABC (Universidade Federal do ABC) em 2007.
No próximo ano, quando concluir os estudos, a estudante pretende mudar de área. “Minha intenção é ingressar numa consultoria ambiental, mas vou ter de procurar em São Paulo, já que aqui no Grande ABC o mercado é mais restrito”, comenta.
Já o estagiário do segmento de resíduos, há três anos, Gabriel Tashima, se interessou pelo tema após fazer curso técnico em sua cidade natal, Iguape. Há duas semanas ele se formou engenheiro ambiental pela UFABC. Um dos fatores que mais chamam atenção do recém-formado é a multidisciplinaridade do curso. “É uma área para pessoas dinâmicas, antenadas com as mudanças e que oferece diversas opções de trabalho”, destaca.