É inevitável. Com os avanços da tecnologia, as empresas se desenvolveram e precisaram que seus funcionários também se adequassem a essa realidade. Esse fluxo afetou também quem participa diretamente na construção de profissionais, por isso, as universidades têm cada vez mais a necessidade de se mexer para que seus alunos entrem no mercado de trabalho sabendo lidar com suas funções.
Segundo o gestor dos cursos de graduação tecnológica da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Norival Caruso, houve aperfeiçoamentos tanto da parte teórica como prática, o que é revelado nas ampliações de laboratórios e atualização de grades de ensino. “É importante também o relacionamento que nossos professores têm com as empresas. Na posição de executivos de algumas delas, os docentes podem fazer melhor uma troca de informações para melhorarmos nossas estruturas”.
A mesma postura é adotada na Umesp (Universidade Metodista de São Paulo), de acordo com a gerente de gestão de pessoas e professora de Recursos Humanos, Andrea Correa Leite. Ela entende que não são somente as evoluções tecnológicas que moldam a qualificação profissional, mas também a postura, as habilidades relacionadas ao conhecimento e uma visão sistêmica da profissão”.
Já a especialista em recursos humanos Cíntia Bertotto, faz ponderações. Para ela, houve avanços na comunicação entre empresas e universidades, mas ainda existem entraves burocráticos.
“Vemos a criação de empresas júnior nas faculdades, que traduzem algumas demandas das companhias. Há ainda universidades que promovem parcerias em prol da comunidade. Mas existe um caminho a percorrer. Nos Estados Unidos, por exemplo, tem programas mais estabelecidos porque existem mais investimentos nos benefícios claros da relação entre universidade e empresa”.