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Siglas nanicas de Diadema tentam adiar fim das coligações


Gustavo Pinchiaro
Do Diário do Grande ABC

11/04/2011 | 07:07


Com a discussão da comissão de reforma política da Câmara Federal caminhando para o fim das coligações proporcionais, o presidente da Câmara de Diadema, Laércio Soares (PCdoB), pressionado por partidos nanicos, pretende mobilizar deputados e a Abracam (Associação Brasileira das Câmaras Municipais), para reverter o quadro.

Na avaliação do comunista, o novo sistema vai excluir partidos nanicos com pouco poder econômico e eleitoral da representação no Legislativo. "Isso é muito ruim. Vou conversar com deputados do PCdoB e pedir apoio. Na Abracam quero que a proposta seja um consenso, ainda vou discutir com eles", disse Laércio, que é vice-presidente da associação.

A reforma é uma vontade de partidos grandes como PSDB, PMDB e PT. Laércio está consciente de que não vai conseguir reverter a tendência. "Quero pelo menos que essa decisão seja adiada para 2016", disse. O argumento do comunista é que, se for posta em prática ano que vem os nanicos não vão conseguir se organizar por votações expressivas. "Precisamos dos quatro anos de fôlego para nos organizar", comenta.

O argumento entre os nanicos é que políticos de nível nacional e estadual sempre utilizam as eleições municipais como laboratório. Destacam a PEC (Proposta de Emenda a Constituição) que regulamentou aumento de cadeiras no legislativo que deixou de valer em 2008 em cima da hora.

A discussão em nível federal deu dois tons ao tema: voto em lista fechada, ou eleger apenas os mais votados excluindo os cálculos por quociente eleitoral. Com a primeira opção, os partidos organizam listas previamente eleitas internamente tentando garantir a proporcionalidade dos setores da sociedade. A segunda alternativa é cruel para os nanicos. Quem costumava se coligar em chapas de vereadores ou deputados de partidos maiores e acabava eleito na carona dos votos perderá a vez.

Laércio é um exemplo dessa prática. Nas últimas eleições se coligou na chapa do PT e entrou na bacia da votação dos petistas. Internamente, o PT reclama dessa prática, pois o comunista acaba ocupando espaço que poderia ser da sigla.



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Siglas nanicas de Diadema tentam adiar fim das coligações

Gustavo Pinchiaro
Do Diário do Grande ABC

11/04/2011 | 07:07


Com a discussão da comissão de reforma política da Câmara Federal caminhando para o fim das coligações proporcionais, o presidente da Câmara de Diadema, Laércio Soares (PCdoB), pressionado por partidos nanicos, pretende mobilizar deputados e a Abracam (Associação Brasileira das Câmaras Municipais), para reverter o quadro.

Na avaliação do comunista, o novo sistema vai excluir partidos nanicos com pouco poder econômico e eleitoral da representação no Legislativo. "Isso é muito ruim. Vou conversar com deputados do PCdoB e pedir apoio. Na Abracam quero que a proposta seja um consenso, ainda vou discutir com eles", disse Laércio, que é vice-presidente da associação.

A reforma é uma vontade de partidos grandes como PSDB, PMDB e PT. Laércio está consciente de que não vai conseguir reverter a tendência. "Quero pelo menos que essa decisão seja adiada para 2016", disse. O argumento do comunista é que, se for posta em prática ano que vem os nanicos não vão conseguir se organizar por votações expressivas. "Precisamos dos quatro anos de fôlego para nos organizar", comenta.

O argumento entre os nanicos é que políticos de nível nacional e estadual sempre utilizam as eleições municipais como laboratório. Destacam a PEC (Proposta de Emenda a Constituição) que regulamentou aumento de cadeiras no legislativo que deixou de valer em 2008 em cima da hora.

A discussão em nível federal deu dois tons ao tema: voto em lista fechada, ou eleger apenas os mais votados excluindo os cálculos por quociente eleitoral. Com a primeira opção, os partidos organizam listas previamente eleitas internamente tentando garantir a proporcionalidade dos setores da sociedade. A segunda alternativa é cruel para os nanicos. Quem costumava se coligar em chapas de vereadores ou deputados de partidos maiores e acabava eleito na carona dos votos perderá a vez.

Laércio é um exemplo dessa prática. Nas últimas eleições se coligou na chapa do PT e entrou na bacia da votação dos petistas. Internamente, o PT reclama dessa prática, pois o comunista acaba ocupando espaço que poderia ser da sigla.

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