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Acusados de esquartejar irmãos são julgados hoje


Renan Fonseca
Do Diário do Grande ABC

15/12/2010 | 07:10


Claudia Lopes dos Santos, 34 anos, tomou na noite de ontem ônibus de Parati (RJ) para São Paulo. A intenção da cozinheira é chegar em Ribeirão Pires hoje pela manhã. Para ela, a cidade traz más lembranças e muita tristeza. Ela não tem parentes para visitar no município. O motivo da viagem é acompanhar o julgamento do casal acusado de matar e esquartejar em setembro de 2008 seus dois filhos, Igor Giovanni, 12, e João Victor Rodrigues, 13.

O julgamento está marcado para 9h, no Fórum da cidade (Avenida Brasil, 150, Centro), conforme o Tribunal de Justiça de São Paulo.

No banco dos réus, sentam João Alexandre Rodrigues (pai biológico dos irmãos), 42, e a sua companheira, Eliane Aparecida Antunes Rodrigues, 38.

O julgamento deveria ter ocorrido no dia 24 de novembro, mas o advogado de João Alexandre não compareceu, forçando o adiamento.

Eliane e Rodrigues aguardam julgamento na Penitenciária de Tremembé, interior de São Paulo.

O casal vai responder por homicídio quadruplamente qualificado, ocultação e destruição de cadáver e fraude processual. Isso porque, como consta nos boletins de ocorrência, os dois mataram, esquartejaram e espalharam pedaços dos corpos das crianças pela Vila Aurora, onde moravam.

JUSTIÇA
A esperança de Claudia é que o júri apresente a sentença ainda hoje. "O que fizeram aos meus filhos não tem explicação", disse, por telefone. A pressa pelo resultado deve-se também à incapacidade de Claudia permanecer muito tempo na cidade. "Não consigo comer nem dormir quando estou lá (Ribeirão). Sinto uma angústia muito forte."

Desde a semana passada, ela estava sofrendo os sintomas de dengue. De acordo com ela, laudo do Hospital Municipal de Parati garantiu condições de saúde para a viagem.

CASO
O crime foi executado na casa em que a família vivia, na Rua Cesário Mota, Vila Aurora. Rodrigues asfixiou os jovens. Com a ajuda da companheira, cortou os corpos e embrulhou as partes. A distribuição aconteceu no próprio bairro.

Agentes de limpeza encontraram os primeiros embrulhos e fizeram a denúncia. Segundo a Promotoria, na época o casal já havia sido julgado por tortura às crianças.

A vizinhança da Vila Aurora ficou chocada com a tragédia. O Diário apurou que moradores se mudaram do local para evitar lembranças da família.



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