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Consumidor precisa trabalhar 114 horas para comprar cesta

Alta nos preços de alimentos básicos, como feijão e carne, exige mais do paulista


Tauana Marin
Do Diário Do Grande ABC

04/12/2010 | 07:02


A elevação nos preços dos alimentos que compõem a cesta básica tem feito com que o consumidor precise trabalhar mais horas para comprar os itens. Pesquisa divulgada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), em novembro, mostra que o paulistano cuja remuneração é o salário-mínimo necessitou de uma jornada de 144 horas para a aquisição dos alimentos básicos, maior que a de outubro (109 horas) e também acima do tempo de novembro de 2009 (111 horas).

O aumento nas horas trabalhadas reflete o crescimento excessivo no preço de alimentos como o feijão e a carne. "No caso do grão, problemas climáticos, desde 2007, atrapalham a plantação e colheita do item. A consequência são preços elevados devido a queda na oferta", analisa José Maurício Soares, economista do Dieese. (veja tabela ao lado)

Quanto à carne, Soares explica que, durante a crise financeira (no segundo semestre de 2008), houve queda no volume exportado. Com isso, produtores acabaram abatendo parte do gado, para não gerar custos extras - estava sobrando no mercado interno e os valores eram baixos. Em 2009, o País voltou a exportar e o cenário foi inverso: acabou faltando gado de corte para consumo interno. Desde então, os preços seguem em alta.

De acordo com o último balanço do Dieese, a cidade de São Paulo ocupou novamente a primeira posição do custo da cesta básica entre 17 capitais. Atingiu o valor de R$ 264,61, com alta de 4,26% em novembro, acumulando 15,95% no período de janeiro a novembro, e de 12,60% em relação a novembro de 2009. No Grande ABC, por exemplo, a cesta básica custa R$ 380,30. A inflação do grupo de alimentação em outubro cresceu 2,02% ante setembro, na região, segundo o IPC-USCS/ABC (Índice de Preços ao Consumidor da região da Universidade Municipal de São Caetano).

De modo geral, a inflação aumenta devido o aquecimento na demanda interna - ocasionada pelo aumento da renda do trabalhador, que passa a ter maior poder de compra -, e a grande oferta de crédito, que por sua vez foi ampliada, reflete o momento econômico.

ALTERNATIVA - Para evitar contrair dívidas nas compras de Natal nos supermercados, a dica é substituir itens básicos - o feijão pelo grão-de-bico ou lentilha, a carne vermelha pela branca. "Como não temos como driblar o aumento de preços dos alimentos, ocasionados por problemas climáticos, queda de plantações e exportações, a regra é trocar o caro pelo barato", adverte o economista da Universidade Metodista, em São Bernardo, Sandro Maskio.



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Consumidor precisa trabalhar 114 horas para comprar cesta

Alta nos preços de alimentos básicos, como feijão e carne, exige mais do paulista

Tauana Marin
Do Diário Do Grande ABC

04/12/2010 | 07:02


A elevação nos preços dos alimentos que compõem a cesta básica tem feito com que o consumidor precise trabalhar mais horas para comprar os itens. Pesquisa divulgada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), em novembro, mostra que o paulistano cuja remuneração é o salário-mínimo necessitou de uma jornada de 144 horas para a aquisição dos alimentos básicos, maior que a de outubro (109 horas) e também acima do tempo de novembro de 2009 (111 horas).

O aumento nas horas trabalhadas reflete o crescimento excessivo no preço de alimentos como o feijão e a carne. "No caso do grão, problemas climáticos, desde 2007, atrapalham a plantação e colheita do item. A consequência são preços elevados devido a queda na oferta", analisa José Maurício Soares, economista do Dieese. (veja tabela ao lado)

Quanto à carne, Soares explica que, durante a crise financeira (no segundo semestre de 2008), houve queda no volume exportado. Com isso, produtores acabaram abatendo parte do gado, para não gerar custos extras - estava sobrando no mercado interno e os valores eram baixos. Em 2009, o País voltou a exportar e o cenário foi inverso: acabou faltando gado de corte para consumo interno. Desde então, os preços seguem em alta.

De acordo com o último balanço do Dieese, a cidade de São Paulo ocupou novamente a primeira posição do custo da cesta básica entre 17 capitais. Atingiu o valor de R$ 264,61, com alta de 4,26% em novembro, acumulando 15,95% no período de janeiro a novembro, e de 12,60% em relação a novembro de 2009. No Grande ABC, por exemplo, a cesta básica custa R$ 380,30. A inflação do grupo de alimentação em outubro cresceu 2,02% ante setembro, na região, segundo o IPC-USCS/ABC (Índice de Preços ao Consumidor da região da Universidade Municipal de São Caetano).

De modo geral, a inflação aumenta devido o aquecimento na demanda interna - ocasionada pelo aumento da renda do trabalhador, que passa a ter maior poder de compra -, e a grande oferta de crédito, que por sua vez foi ampliada, reflete o momento econômico.

ALTERNATIVA - Para evitar contrair dívidas nas compras de Natal nos supermercados, a dica é substituir itens básicos - o feijão pelo grão-de-bico ou lentilha, a carne vermelha pela branca. "Como não temos como driblar o aumento de preços dos alimentos, ocasionados por problemas climáticos, queda de plantações e exportações, a regra é trocar o caro pelo barato", adverte o economista da Universidade Metodista, em São Bernardo, Sandro Maskio.

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