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Juros atingem menor nível em 15 anos


Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

15/10/2010 | 07:13


Os consumidores experimentaram o menor juro médio em operações de crédito dos últimos 15 anos em setembro. Conforme pesquisa da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), a taxa foi de 6,74% ao mês. O resultado é 0,01 ponto percentual abaixo do registrado no mês anterior. É o segundo recorde consecutivo no ano.

A série histórica do levantamento da Anefac teve início em 1995. O juro médio de setembro, considerando a taxa anual, atingiu 118,74%, com queda de 0,25 ponto percentual na comparação.

As operações enquadradas na pesquisa são os juros no comércio, cartão de crédito, cheque especial, CDC (Crédito Direto ao Consumidor) para financiamento de automóveis de bancos, empréstimos pessoais de financeiras e de bancos.

Para o assessor econômico da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira, a tendência para este e os próximos meses é de mais quedas nos juros para os consumidores.
"Há uma série de fatores que contribuem para que continue caindo, entre eles o aumento da renda dos brasileiros", pontuou Oliveira. Ele acrescentou que a economia nacional se encontra em bom processo, ocorreu a normalização das crises, o que abre mais caminho para melhores taxas.

O economista disse que os juros também diminuem porque o índice de inadimplência, no País, está mais baixo. "E existe grande concorrência entre os bancos, que também ajuda", afirmou.

TAXAS
O juro do comércio teve boa parte da contribuição para a marca histórica, tendo em vista que também atingiu o menor patamar desde 1995 com 5,65% ao mês. O resultado acumulou decréscimo mensal de 0,03 ponto percentual.

Apesar de ter a segunda maior taxa entre as operações pesquisadas, com 9,56%, o empréstimo pessoal de financeira também registrou o menor nível de juros dos últimos 15 anos. Transformando em alíquota anual, esse crédito chegou, em média, a 199,11%.

ALTO CUSTO
O mais caro método de emprestar dinheiro apontado pela pesquisa foi o cartão de crédito, com juros de 10,69% ao mês, ou 238,30%. Este resultado é o que menos sofreu alterações negativas nos últimos meses.

Segundo Oliveira, a tendência é que, em curto prazo, o custo da modalidade caia. "O cartão não tem competição hoje. Mas já vemos que alguns bancos estão criando suas tarjetas, e a concorrência deve aumentar, e as taxas reduzirem", disse o economista.



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