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Emprego na indústria será o melhor em cinco anos


Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

15/10/2010 | 07:12


Em setembro, a indústria paulista gerou 13,5 mil vagas (0,52%), reforçando, assim, a expectativa de crescimento recorde em 2010. Segundo apuração da Fiesp e do Ciesp (Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), apesar da fase mais atenuada da abertura de postos de trabalho, o índice deverá encerrar o ano com alta de 5% sobre 2009 - a maior taxa dos últimos cinco anos.

No acumulado do ano, o saldo é de 193,5 mil trabalhadores (8,04%), porém, o ano deve ser encerrado com 120 mil postos. A diferença se dará especialmente pela sazonalidade do setor de açúcar e álcool, que devolverá cerca de 50 mil empregos com o esvaziamento do campo nesta fase do ano.

No Grande ABC, embora não haja expectativa de saldo de empregos gerados em 2010, sabe-se que haverá demissões até o fim do ano. "A partir de novembro a indústria começa a demitir a mão de obra contratada para reforçar os estoques e atender a demanda das festas de fim de ano", conta o vice-diretor do Ciesp de Diadema, Donizete Duarte da Silva.

Dezembro é o período em que o setor desova toda a produção acumulada a fim de gerar caixa para projetar a fabricação do ano seguinte. Até o momento, a região contabiliza 9.800 postos de trabalho.

ANÁLISE
Dois anos após os primeiros sintomas da crise financeira, hoje a indústria paulista ainda conta com 16 mil empregos a menos no estoque em relação ao pré-crise, em setembro de 2008.

O número, entretanto, não preocupa a Fiesp. "Isso não assusta, até porque já prevíamos a recuperação do patamar pré-crise somente no início de 2011", destaca Paulo Francini, diretor de economia das entidades.

Francini aponta, porém, que temores associados à evolução da balança comercial, especialmente dos manufaturados, podem interferir no bom momento da indústria. "Vemos bons sinais de manutenção na demanda, com o aumento da massa real de salários e o crescimento continuado do crédito. A grande questão é como será feito o balanço entre a produção interna e as importações", diz. (com Redação)



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