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Investidor externo tem mais de 10% da dívida nacional



24/09/2010 | 07:54


Pela primeira vez na história, a participação de investidores estrangeiros na dívida interna em títulos superou a marca dos 10%.

Segundo dados divulgados ontem pelo Tesouro Nacional, investidores não residentes no Brasil detinham em agosto mais de R$ 150 bilhões em papéis da dívida pública mobiliária federal interna, que encerrou o mês passado em R$ 1,524 trilhão, com alta de 1% sobre o mês anterior. Os estrangeiros, que em julho detinham 9,54% da dívida, em agosto estavam com 10,06%.

Há um ano, quando a crise já começava a ficar no retrovisor, o estoque com estrangeiros era de 6,36%. O Tesouro acompanha e divulga a posição dos não residentes na dívida desde 2006, ano em que foi retirada a cobrança de Imposto de Renda para estimular as aplicações desses investidores na dívida interna.

Segundo o coordenador-geral de operações da dívida pública, Fernando Garrido, o mês de setembro mostra continuação na tendência de aumento da presença estrangeira na dívida interna. A expectativa, disse ele, é de que essa parcela siga com "crescimento gradual".

Segundo Garrido, não há meta para esse indicador, mas, ao se comparar com outros países, há espaço para a continuidade dessa expansão. No México, a parcela de estrangeiros é superior a 15% e no Leste Europeu, acima de 20%.

FATORES
O aumento da presença estrangeira nos papéis do governo vendidos no mercado interno reflete a combinação de diversos fatores. Um deles é a taxa básica de juros, que está entre as maiores do mundo.

Isso é reforçado em um ambiente em que os países centrais operam com taxas próximas ou igual a zero, o que leva a grande oferta de dinheiro (liquidez) à procura de rentabilidade maior. Além disso, o Brasil tem se tornado um dos locais prediletos dos investidores internacionais por causa da perspectiva de crescimento econômico com inflação sob controle e baixo risco de calote do governo.



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