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Estoque de etanol vai a 7 bi de litros



14/09/2010 | 07:10


Os estoques de etanol do setor sucroalcooleiro para abastecer o mercado durante a próxima entressafra, entre meados de dezembro de 2010 até meados de março de 2011, já se aproximam de 7 bilhões de litros este mês, uma elevação de quase 40% em relação a agosto. Os dados consolidados devem ser divulgados pelo Ministério da Agricultura hoje.

Este aumento de estoques vem, principalmente, de usinas mais capitalizadas que estão conseguindo guardar o produto para ser comercializado na entressafra. A partir desta safra, usinas foram liberadas para comprar etanol de outras usinas. Desta forma, quem possui capital está adquirindo etanol de usinas menores que, de outra forma, iria para o mercado e pressionaria as cotações. Os estoques em torno de 7 bilhões de litros já seriam o suficiente para abastecer por três meses o consumo médio mensal de etanol brasileiro, de pouco mais de 2 bilhões de litros.

A formação de estoques do produto é vista como uma solução para minimizar a volatilidade dos preços do etanol em função dos períodos de safra e entressafra. Quem mais sente as mudanças é o consumidor, principalmente o que possui carros bicombustíveis (álcool e gasolina), e tem que fazer a todo momento cálculos para identificar qual dos dois produtos é o mais vantajoso para encher o tanque. Na safra passada, em função da crise de liquidez, as usinas precisaram desovar etanol para conseguir recursos, derrubando de forma expressiva as cotações durante a safra. Já na entressafra, sem o item para estoques, os preços subiram de forma expressiva.

O Plano Safra atual também conta com uma linha de R$ 2,4 bilhões para financiar a estocagem, conhecida como warrantagem. O juro, de 9% ao ano, está menor do que o da safra anterior, mas os produtores não conseguiram que os doadores do crédito aceitassem a produção de cana-de-açúcar como uma garantia de pagamento. No Plano Safra 2009/2010, o governo disponibilizou R$ 2,31 bilhões para esse fim, mas apenas R$ 33 milhões foram acessados e, mesmo assim, só depois de dez meses da oferta do crédito. Para os produtores, as condições para a tomada financiamento não eram atrativas.



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