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Ministro admite carga tributária elevada



11/09/2010 | 07:07


O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Miguel Jorge, disse ontem que a redução da pesada carga tributária e dos altos juros incidentes sobre a venda de veículos será um dos fatores que irá impulsionar o mercado brasileiro para 6,8 milhões de unidades até 2025. "Um automóvel no Brasil pode custar o dobro que custa na Índia. Em geral é 50% maior que a média mundial",disse o ministro, durante abertura do 20º Congresso da Fenabrave, que reúne em São Paulo mais de mil representantes de distribuidores do Brasil e exterior.

A fala do ministro apanhou parte da plateia e representantes da indústria automobilística de surpresa, já que nunca uma alta autoridade do atual governo abordou o tema de forma tão explicita e crítica. Para Miguel Jorge, que tem a carreira construída no setor, a redução da carga média tributária de 27% para 16% e a queda dos juros de 24% para 16% anual poderiam ampliar o mercado brasileiro em mais de 1,8 milhão de unidades por ano.

"A experiência que tivemos com a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) mostrou que a resposta do consumidor é muito rápida (quando cai a carga tributária)", disse o ministro, sem esclarecer se o assunto está em discussão pelo atual governo ou se será levado adiante em um eventual mandato de Dilma Roussef, candidata apoiada pelo presidente Luiz Inacio Lula da Silva.

Diante do discurso inusitado, Miguel Jorge até brincou: "Parece que ninguém reclama de impostos, está todo mundo satisfeito. Sou eu quem está falando do tema aqui", disse. A redução da carga tributária sempre foi uma das bandeiras do setor, só que sempre enfrentou resistência de todos os níveis de governo - federal, estadual e municipal.

Sem querer, o discurso do ministro coincidiu com o do anfitrião, Sérgio Reze, presidente da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores). O executivo cobrou do setor uma fórmula em que fique explicito para o consumidor o que é preço do que é imposto sobre o veículo. "Isso ajudaria a deixar as coisas mais claras", disse Reze, preocupado com a perda de lucro entre os revendedores de veículos novos.

Na frente dos presidentes das duas maiores montadoras do Brasil, Cledorvino Belini, (Fiat), e Thomas Schmall (Volkswagen), Reze afirmou que a onda "indiscriminada e constante" de promoções está exaurindo a margem dos distribuidores, colocando em risco a sobrevivência do setor. "A cada semana, uma promoção que era a última se repete", criticou, para aplauso da grande maioria da platéia que lotou plenário do Expo Center Transamérica. "Buscar participação de mercado é legítimo, morrer por ela é insano."

Em sua fala de abertura, Belini, que também preside a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), disse que a indústria está fazendo os investimentos necessários para elevar o patamar de produção para 6 milhões de unidades "num prazo médio".

A grande estrela da tarde foi o presidente mundial da Fiat, o ítalo-canadense Sérgio Marchione, que falou sobre a estratégia da fusão com a norte-americana Chrysler.Ele disse que existe a possibilidade da produção na América Latina um veículo entre as duas montadoras, com foco para o mercado brasileiro. O alto executivo falou sobre a importância e da exuberância do mercado nacional, onde a Fiat lidera.

NOTA
Representando o governador de São Paulo, Alberto Goldman, o secretário estadual do Desenvolvimento, Luciano Almeida, disse que brevemente serão anunciadas a instalação de duas novas montadoras no Estado. O secretário não deu detalhes, mas especula-se que um das novas marcas seja a chinesa Chery. Ele afirmou que o dinamismo econômico e facilidade logística atraíram Toyota e Hyundai,que já estão construindo suas fábricas em Sorocaba, e Hyundai em Piracicaba, respectivamente.



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