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'Feminina' volta às prateleiras


Thiago Mariano
Do Diário do Grande ABC

31/08/2010 | 07:08


Em 1980, aos 32 anos, a cantora Joyce encontrava-se o mais próximo possível da plenitude com que uma mulher poderia sonhar.

Mãe de duas filhas, via suas composições ecoarem no canto das maiores intérpretes do Brasil, entre elas Maria Bethânia e Elis Regina. Depois de encerrar a carreira por curto período, para dedicar-se à maternidade, neste mesmo ano voltou à praça com Feminina (EMI Music, preço médio R$ 32), álbum relançado em edição com capa e contracapa originais, além de encarte com letras, ficha técnica e depoimento escrito da cantora.

O disco afina perfeitamente os papéis de compositora, intérprete, mãe e mulher. Como em uma história, Joyce - que foi vaiada em 1967 cantando "já me disseram / que meu homem não me ama" em um festival de música - apresenta facetas múltiplas da mulher que naquele início de década já podia caminhar lado a lado aos seus sentimentos e desejos.

Da menina da faixa-título do álbum, que de maneira espontânea procura o segredo para virar mulher, Joyce explora a descoberta da paixão em Mistérios, conta da difícil vida da mulher moderna, multitarefa, em Essa Mulher. Canta sobre a luxúria em Da Cor Brasileira e deságua, com Clareana, em uma linda homenagem às filhas - hoje, as cantoras Clara Moreno e Ana Martins.

Clareana foi classificada no Festival MPB-80 e obteve muito sucesso, catapultando a cantora até então desconhecida ao estrelato nacional. Outra pérola do disco, desenterrada anos depois, foi o tema instrumental e de vocalizações Aldeia de Ogum, que descoberta por ingleses, fez sucesso em versão remixada nas pistas européias, transformando o álbum em coqueluxe no hemisfério norte.

Peculiaridades que são de Joyce é que recheiam o álbum, tão cheio de regravações que foram sucesso em vozes mais famosas. A primeira delas é a sensibilidade de tecer temas tão incomuns sobre a mulher. Em seguida, vem o violão que ela mesmo toca, que cria a base melódica e faz fluir a canção. A doce e afinada voz completa a lista e deixa a dúvida: por que Joyce não figura ainda hoje entre as cantoras mais reconhecidas e celebradas do País? TM



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'Feminina' volta às prateleiras

Thiago Mariano
Do Diário do Grande ABC

31/08/2010 | 07:08


Em 1980, aos 32 anos, a cantora Joyce encontrava-se o mais próximo possível da plenitude com que uma mulher poderia sonhar.

Mãe de duas filhas, via suas composições ecoarem no canto das maiores intérpretes do Brasil, entre elas Maria Bethânia e Elis Regina. Depois de encerrar a carreira por curto período, para dedicar-se à maternidade, neste mesmo ano voltou à praça com Feminina (EMI Music, preço médio R$ 32), álbum relançado em edição com capa e contracapa originais, além de encarte com letras, ficha técnica e depoimento escrito da cantora.

O disco afina perfeitamente os papéis de compositora, intérprete, mãe e mulher. Como em uma história, Joyce - que foi vaiada em 1967 cantando "já me disseram / que meu homem não me ama" em um festival de música - apresenta facetas múltiplas da mulher que naquele início de década já podia caminhar lado a lado aos seus sentimentos e desejos.

Da menina da faixa-título do álbum, que de maneira espontânea procura o segredo para virar mulher, Joyce explora a descoberta da paixão em Mistérios, conta da difícil vida da mulher moderna, multitarefa, em Essa Mulher. Canta sobre a luxúria em Da Cor Brasileira e deságua, com Clareana, em uma linda homenagem às filhas - hoje, as cantoras Clara Moreno e Ana Martins.

Clareana foi classificada no Festival MPB-80 e obteve muito sucesso, catapultando a cantora até então desconhecida ao estrelato nacional. Outra pérola do disco, desenterrada anos depois, foi o tema instrumental e de vocalizações Aldeia de Ogum, que descoberta por ingleses, fez sucesso em versão remixada nas pistas européias, transformando o álbum em coqueluxe no hemisfério norte.

Peculiaridades que são de Joyce é que recheiam o álbum, tão cheio de regravações que foram sucesso em vozes mais famosas. A primeira delas é a sensibilidade de tecer temas tão incomuns sobre a mulher. Em seguida, vem o violão que ela mesmo toca, que cria a base melódica e faz fluir a canção. A doce e afinada voz completa a lista e deixa a dúvida: por que Joyce não figura ainda hoje entre as cantoras mais reconhecidas e celebradas do País? TM

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