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Quem vai dar o xeque-mate no jogo desta sexta-feira?

Semelhantes, Brasil e Holanda usam paciência na busca
pela jogada fatal qua vai garantir vaga nas semifinais


Anderson Fattori, Com Agências

01/07/2010 | 07:02


Os brasileiro Dunga e o holandês Bert Van Marwijk parecem diante de um tabuleiro. Buscam a receita ideal para manusear as peças na medida certa e atacar com paciência, pois sabem que terão amanhã, às 11h (de Brasília), em Porto Elizabete, um adversário com contra-ataque mortal pela frente. Um vacilo será fatal. É o futebol mais uma vez comparado ao xadrez, jogo no qual o mais habil estrategista consegue o xeque-mate. O outro, recolhe as peças e volta para casa.

Talvez nenhum outro time do mundo tenha características tão próximas da Seleção Brasileira como a Holanda. Principalmente pelo tipo físico de seus jogadores, que fogem do estereótipo europeu. São baixos, rápidos e extremamente habilidosos. E o mais importante: jogam visando o ataque.

Justamente esse histórico ofensivo faz com que Brasil e Holanda carreguem a responsabilidade de dar espetáculos. A cobrança extrapola as condições técnicas e nem mesmo as vitórias são suficientes para satisfazer os exigentes torcedores. O que esperar então quando essas duas seleções se encontram?

Os otimistas projetariam um jogaço, aberto e com muitos gols. Mas para os brasileiros e holandeses que estão na África do Sul, a análise é menos animadora. Passa pelas opções táticas de Dunga e Van Marwijk e pelas semelhanças que guardam entre si.

Um é espelho do outro e fazem que com a seleções tenham o mesmo perfil. Ilesas após quatro jogos - os holandeses venceram todos, enquanto os brasileiros empataram um -, sofreram dois gols cada e os ataques têm rendimento semelhante: oito (Brasil) contra sete. E mesmo assim ouvem ecoar criticas de seus torcedores que pedem mais iniciativa. Sem sucesso, é verdade, já que o esquema de ambos prevê usar a qualidade apenas para contra-atacar, vencer, nem que seja pela diferença mínima.

"A Holanda tem tradição de formar equipes que jogam bem. Não é uma equipe que só marca, ou que só tem jogadas de bola longa. Eles têm jogadores de muita técnica e nós temos de estar prontos para isso", alerta o técnico Dunga. "O Brasil tem uma linha defensiva com seis jogadores impressionantes, além, claro, de atacantes prontos para fazer a diferença. É uma equipe sólida", elogia Van Marwijk.

O desenho tático do jogo já faz o técnico holandês projetar uma disputa diferente do que tem acontecido até agora. "Em todas as nossas partidas tivemos controle do jogo e praticamente não corremos riscos. Mas acho que isso vai mudar na partida contra o Brasil", admite.

Campanhas, técnicos, jogadores e perfil semelhantes. O embate promete. A luta pela vaga, o medo da eliminação, alguém terá de ceder. Resta saber quando e quais serão as estratégias. Quem conseguirá o xeque-mate.


Felipe Melo e Júlio Baptista treinam e voltam a ser opções

Com Agências

Dunga recebeu duas boas notícias ontem no treino realizado na Univerisdade St. Stithians, em Joanesburgo. O volante Felipe Melo e o meia-atacante Júlio Baptista voltaram a treinar com bola e devem estar à disposição para o jogo de amanhã, contra a Holanda.

A dupla participou integralmente do treinamento que contou principalmente com os jogadores que não enfrentaram o Chile, segunda-feira.

Felipe Melo, com dores no tornozelo esquerdo, e Júlio Baptista, se recuperando de pancada no joelho esquerdo, se contundiram contra Portugal, ainda na primeira fase. Ontem eles brincaram na roda de bobinho, alongaram, conduziram bola e finalizaram a gol.

"Devagar, vamos ver como eles evoluem nas próximas atividades", limitou-se a dizer o médico da Seleção Brasileira, José Luiz Runco.


Sonho do Mundial pode ter virado pesadelo para Elano

Começo promissor com fim triste. Assim se desenha a Copa do Mundo da África do Sul para o meia Elano, que não se recuperou da lesão no tornozelo sofrida na partida contra a Costa do Marfim, após entrada violenta de Tioté, ainda pela segunda rodada da primeira fase. De acordo com o médico da Seleção Brasileira, José Luiz Runco, o jogador do Galatasaray da Turquia ficará descansando pelo menos até o fim da semana, o que descarta a presença do atleta no duelo de amanhã, diante da Holanda, em Porto Elizabete.

"(O retorno de Elano) poderá demorar alguns dias, algumas semanas ou alguns meses", explicou Runco. "Inicialmente, ele teve recuperação muito boa, mas ontem (terça-feira) voltou a sentir o incômodo, quando forçamos os trabalhos. Então realizamos exame de imagem e constatamos o edema, que não é fratura", completou.

Caso seja comprovado que Elano não tem chances de disputar o restante do Mundial, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) pode solicitar à Fifa a troca de jogador, segundo o artigo 26.4 do regulamento da competição, que fala sobre mudança em "caso de força maior". A entidade máxima do futebol, no entanto, negou pedido semelhante da Federação Francesa, que teve o terceiro goleiro lesionado, após a primeira rodada.

Elano nem pensa em ser cortado da Copa e segue confiante na recuperação. "Estou trabalhando todo dia com o doutor e muito otimista", afirmou o meia, que pediu mais rigor à arbitragem. "Eu ainda disse ao juiz: ‘Você nem marcou falta'. Depois, ele (Tioté) fez falta dura em Robinho e poderia ser expulso."

Homem de confiança de Dunga, Elano estreou muito bem na Copa ao marcar o segundo gol do Brasil na vitória por 2 a 1 sobre a Coréia do Norte, um dia depois de seu aniversário. No jogo seguinte, anotou outro no triunfo diante da Costa do Marfim. "Conto com o apoio das pessoas que se importam comigo. Estou com dor, mas querendo voltar." (Thiago Silva, com Agências)

 



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