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Consumo dos brasileiros crescerá 40% em dez anos

Segundo levantamento, classes C, D e E gastaram em 2009
o equivalente a 78% de A e B, totalizando R$ 864 bilhões


Da Agência Brasil

03/06/2010 | 07:00


O consumo das famílias brasileiras deve chegar a R$ 2,42 trilhões em 2013 e a R$ 3,29 trilhões em 2020, de acordo com o estudo Consumo das Famílias Brasileiras até 2020, realizado pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo). A divulgação ocorreu durante o debate A Nova Classe Média Brasileira.

Segundo o levantamento, as classes C, D e E registraram, no ano passado, gastos de R$ 864 bilhões, o equivalente a 78% do volume das classes A e B, que foi de R$ 1,1 trilhão - total de R$ 1,96 trilhão. Com isso, o crescimento do consumo, até 2020, será de 40%.

O estudo indica que as compras das famílias com renda de até dez salários-mínimos (R$ 5.100) deve ser de 7% a 8% maior, ao ano, nos próximos dois anos. Já para as com renda maior do que 10 salários-mínimos (classes A e B), o aumento deve ser de 4% até 2020.

De acordo com o economista da Fecomercio Fábio Pina, as classes C, D e E estão buscando a sofisticação de seu consumo e, para entender esse fenômeno, é preciso relativizar o conceito de sofisticado para esse grupo.

"Claro que sofisticar o consumo de quem já tem renda de R$ 15 mil é diferente daquele que tem renda familiar de R$ 1.500. Mas ele vai sofisticar seu consumo, vai aumentar o número de itens e, provavelmente, aqueles produtos que ele já consumia, vai sofisticar de uma forma ou de outra".

Pina acredita que, proporcionalmente, as classes C, D e E representarão 32,5% do consumo, quando, hoje, respondem por 27% desse montante. Já a classe A representa atualmente 17,1% do consumo, com tendência de permanecer estável durante esse período.

Segundo o especialista, o incremento do consumo não será acompanhado pelo crescimento da oferta global e, com isso, o padrão de elevação só poderá ser replicado pelos próximos anos dependendo da poupança externa.

"Não dá para crescer gasto do governo, investimento das empresas e consumo das famílias sem que haja restrição grande e externa, porque o mundo não vai estar disposto a financiar excesso de consumo do Brasil por muito tempo", pontua o economista.

Ele acrescenta que se não forem feitos ajustes, não vamos ter esse crescimento de até 2020. Entre diversos setores, a habitação representa 29,8% do total do consumo e alimentação responde por 17%.

O levantamento aponta que gastos com alimentação e habitação terão alteração com o crescimento das compras das classes C, D e E. "Certamente a alimentação vai ter participação muito menor. Em compensação, os itens de habitação, como telefonia móvel e acesso à banda larga, vão crescer", estimou o economista da Fecomercio.



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