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DEM de São Bernardo vai 'trair' PT nas eleições


Beto Silva
Do Diário do Grande ABC

31/05/2010 | 07:00


No mandato de quatro anos, apoio ao PT do prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho. Nas eleições deste ano, adesão às candidaturas tucanas de Geraldo Alckmin ao governo de São Paulo e de José Serra à Presidência. Esse é o panorama, até o momento, vivenciado pelos vereadores do DEM de São Bernardo, Fábio Landi e Mauro Miaguti.

Essa situação inusitada, de num instante estar ao lado do PT e de outro do adversário número um do partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, será exclusividade dos democratas são-bernardenses.

Os outros cinco parlamentares do DEM na região (três de Santo André, um de Mauá e um de Ribeirão Pires), apresentam circunstância mais coerente: são rivais dos petistas tanto no mandato quanto no pleito deste ano.

Apesar de parecer ideologicamente contraditória, a conjuntura diante de Landi e Miaguti não os assusta. Ambos afirmam, ao menos nas declarações feitas publicamente, que acompanharão as diretrizes da executiva estadual do DEM, sob a batuta do prefeito da Capital, Gilberto Kassab, aliado de primeira hora de Alckmin e Serra.

"Estarei junto com os candidatos que o partido estiver alinhado. Isso ainda depende da costura entre o DEM e o PSDB ser oficializada, mas já existe esse trabalho em conjunto feito desde a eleição anterior. Aqui em São Bernardo continuamos com Marinho, para dar governabilidade. Pretendo conseguir separar essas duas situações", avalia Mauro Miaguti.

"As questões locais são sempre respeitadas pela legenda. Estamos com o governo municipal (do PT), mas é passível de mudança na eleição, dependendo do que a executiva estadual achar. Creio que há possibilidade de conversa ainda. O prefeito (Marinho) tem ajudado nesse sentido, tentando diálogo com Kassab (para liberar apoio às candidaturas petistas na cidade). Temos de aguardar", salienta Fábio Landi. O DEM fará convenção em São Paulo. Depois do ato, haverá orientação aos municípios.

O chefe do Executivo confirma o interesse em manter os dois vereadores no apoio às chapas petistas de Aloizio Mercadante ao Palácio dos Bandeirantes e de Dilma Rousseff ao Palácio do Planalto.

"Acho que o DEM terá essa sensibilidade. Os partidos têm de pensar no que é melhor a curto, médio e longo prazos. Qualquer orientação equivocada pode render enfraquecimento regional. Eles terão juízo. Isso acontece porque a estrutura partidária no Brasil é inadequada. Por isso as siglas têm de ter flexibilidade regional", pondera Luiz Marinho.



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DEM de São Bernardo vai 'trair' PT nas eleições

Beto Silva
Do Diário do Grande ABC

31/05/2010 | 07:00


No mandato de quatro anos, apoio ao PT do prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho. Nas eleições deste ano, adesão às candidaturas tucanas de Geraldo Alckmin ao governo de São Paulo e de José Serra à Presidência. Esse é o panorama, até o momento, vivenciado pelos vereadores do DEM de São Bernardo, Fábio Landi e Mauro Miaguti.

Essa situação inusitada, de num instante estar ao lado do PT e de outro do adversário número um do partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, será exclusividade dos democratas são-bernardenses.

Os outros cinco parlamentares do DEM na região (três de Santo André, um de Mauá e um de Ribeirão Pires), apresentam circunstância mais coerente: são rivais dos petistas tanto no mandato quanto no pleito deste ano.

Apesar de parecer ideologicamente contraditória, a conjuntura diante de Landi e Miaguti não os assusta. Ambos afirmam, ao menos nas declarações feitas publicamente, que acompanharão as diretrizes da executiva estadual do DEM, sob a batuta do prefeito da Capital, Gilberto Kassab, aliado de primeira hora de Alckmin e Serra.

"Estarei junto com os candidatos que o partido estiver alinhado. Isso ainda depende da costura entre o DEM e o PSDB ser oficializada, mas já existe esse trabalho em conjunto feito desde a eleição anterior. Aqui em São Bernardo continuamos com Marinho, para dar governabilidade. Pretendo conseguir separar essas duas situações", avalia Mauro Miaguti.

"As questões locais são sempre respeitadas pela legenda. Estamos com o governo municipal (do PT), mas é passível de mudança na eleição, dependendo do que a executiva estadual achar. Creio que há possibilidade de conversa ainda. O prefeito (Marinho) tem ajudado nesse sentido, tentando diálogo com Kassab (para liberar apoio às candidaturas petistas na cidade). Temos de aguardar", salienta Fábio Landi. O DEM fará convenção em São Paulo. Depois do ato, haverá orientação aos municípios.

O chefe do Executivo confirma o interesse em manter os dois vereadores no apoio às chapas petistas de Aloizio Mercadante ao Palácio dos Bandeirantes e de Dilma Rousseff ao Palácio do Planalto.

"Acho que o DEM terá essa sensibilidade. Os partidos têm de pensar no que é melhor a curto, médio e longo prazos. Qualquer orientação equivocada pode render enfraquecimento regional. Eles terão juízo. Isso acontece porque a estrutura partidária no Brasil é inadequada. Por isso as siglas têm de ter flexibilidade regional", pondera Luiz Marinho.

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