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BID: 'Crescimento lento está ligado à baixa produtividade'


Da Agência Brasil

29/05/2010 | 07:00


Relatório do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) aponta que a economia latino-americana sofre com o crescimento lento crônico por causa da baixa produtividade. E a concentração dos recursos em grandes empresas é o principal entrave para o desenvolvimento da região, diz o relatório. O Brasil aparece no 8º lugar da tabela de produtividade relativa na América Latina, com 57,3% a menos em relação aos Estados Unidos, líder no continente. O PIB (Produto Interno Bruto) per capita brasileiro é 20,7% menor do que o dos EUA.

Melhorar a capacidade de inovação tecnológica, a disponibilidade de créditos e impostos mais baixos, principalmente para pequenas empresas, são algumas indicações para a melhoria das condições sócio-econômicas da região. A tendência mundial é de que o setor de serviços cresça: em 2005 essa área correspondia a 61,8% da economia.

"No setor manufatureiro e, sobretudo, nos serviços, a América Latina tem problemas gravíssimos. A produção está intimamente ligada ao índice per capita, um país latino-americano podia ter aumentado seu (índice) per capita em 54% se a produtividade tivesse crescido como no resto do mundo. Os desafios são grandes, mas o momento é propício para assegurar melhor futuro para a região", afirmou Carmem Pagés, chefe da divisão de mercados de trabalho do BID, que edita o relatório.

Segundo Pedro Cavalcanti, economista da FGV (Fundação Getulio Vargas), o produto per capita brasileiro sempre perdeu espaço relativo se comparado aos países líderes e só nos últimos cinco anos vem crescendo de forma mais acelerada. Para o País crescer é necessária política para aumentar o grau de eficiência da produtividade.

Segundo Cavalcanti, isso só é possível por meio de políticas na área da educação. "A gente está mal em qualidade e quantidade em termos de educação. Todo ano entra muita gente mal qualificada no setor de serviços, no qual se encontram 65% da mão de obra brasileira. solução passa por educação e erradicação da pobreza."



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BID: 'Crescimento lento está ligado à baixa produtividade'

Da Agência Brasil

29/05/2010 | 07:00


Relatório do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) aponta que a economia latino-americana sofre com o crescimento lento crônico por causa da baixa produtividade. E a concentração dos recursos em grandes empresas é o principal entrave para o desenvolvimento da região, diz o relatório. O Brasil aparece no 8º lugar da tabela de produtividade relativa na América Latina, com 57,3% a menos em relação aos Estados Unidos, líder no continente. O PIB (Produto Interno Bruto) per capita brasileiro é 20,7% menor do que o dos EUA.

Melhorar a capacidade de inovação tecnológica, a disponibilidade de créditos e impostos mais baixos, principalmente para pequenas empresas, são algumas indicações para a melhoria das condições sócio-econômicas da região. A tendência mundial é de que o setor de serviços cresça: em 2005 essa área correspondia a 61,8% da economia.

"No setor manufatureiro e, sobretudo, nos serviços, a América Latina tem problemas gravíssimos. A produção está intimamente ligada ao índice per capita, um país latino-americano podia ter aumentado seu (índice) per capita em 54% se a produtividade tivesse crescido como no resto do mundo. Os desafios são grandes, mas o momento é propício para assegurar melhor futuro para a região", afirmou Carmem Pagés, chefe da divisão de mercados de trabalho do BID, que edita o relatório.

Segundo Pedro Cavalcanti, economista da FGV (Fundação Getulio Vargas), o produto per capita brasileiro sempre perdeu espaço relativo se comparado aos países líderes e só nos últimos cinco anos vem crescendo de forma mais acelerada. Para o País crescer é necessária política para aumentar o grau de eficiência da produtividade.

Segundo Cavalcanti, isso só é possível por meio de políticas na área da educação. "A gente está mal em qualidade e quantidade em termos de educação. Todo ano entra muita gente mal qualificada no setor de serviços, no qual se encontram 65% da mão de obra brasileira. solução passa por educação e erradicação da pobreza."

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