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Garbo: 20 anos sem o mistério



15/04/2010 | 07:00


Hoje serão lembrados os 20 anos da morte de Greta Garbo. Na verdade, Greta Louise Gustafsson desaparecera quase 50 anos antes, quando Garbo, após interpretar o que seria seu último filme - "Duas Vezes Meu", de George Cukor, em 1941 -, resolveu radicalizar a própria divisa famosa (I want to be alone/Quero ficar sozinha) e abandonou não apenas o cinema, mas o próprio convívio social. Isso ocorreu quando tinha 36 anos.

Nas décadas seguintes, e até sua morte, qual misantropa, ela viveu reclusa em seu apartamento da Rua East 52, em Nova York, escondida por trás de chapéus e óculos escuros, sempre fugindo dos fotógrafos que davam plantão em busca de um flagrante raro.

A data - os 20 anos de morte - serão lembrados amanhã pelo TCM, que programou cinco filmes interpretados pela estrela. O maior deles é Rainha Cristina, de Rouben Mamoulián, mas outros dois foram essenciais na construção do mito - "A Dama das Camélias", de George Cukor, e Ninotchka, de Ernst Lubitsch, todos dos anos 1930.

O momento sublime de Garbo no cinema é o plano sequência de "Rainha Cristina", no desfecho do filme de Mamoulián. Garbo fica imóvel, sem mover um músculo, olhando o que parece o horizonte distante. A imagem é emblemática - o espectador pode ler tudo naquele rosto que não expressa nada.

Era o mistério de Garbo, segundo os semiólogos. Acima de tudo, ela foi um rosto - aquele rosto -, que se prestava a todas as leituras. Mas Garbo somava àquele mistério a voz e, certamente, quando necessário, sabia como se movimentar em cena.

Sua imagem era tão associada ao drama que, quando surgiu Ninotchka, em 1939, a empresa produtora Metro centrou a publicidade do filme numa frase: "Garbo ri".



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Garbo: 20 anos sem o mistério


15/04/2010 | 07:00


Hoje serão lembrados os 20 anos da morte de Greta Garbo. Na verdade, Greta Louise Gustafsson desaparecera quase 50 anos antes, quando Garbo, após interpretar o que seria seu último filme - "Duas Vezes Meu", de George Cukor, em 1941 -, resolveu radicalizar a própria divisa famosa (I want to be alone/Quero ficar sozinha) e abandonou não apenas o cinema, mas o próprio convívio social. Isso ocorreu quando tinha 36 anos.

Nas décadas seguintes, e até sua morte, qual misantropa, ela viveu reclusa em seu apartamento da Rua East 52, em Nova York, escondida por trás de chapéus e óculos escuros, sempre fugindo dos fotógrafos que davam plantão em busca de um flagrante raro.

A data - os 20 anos de morte - serão lembrados amanhã pelo TCM, que programou cinco filmes interpretados pela estrela. O maior deles é Rainha Cristina, de Rouben Mamoulián, mas outros dois foram essenciais na construção do mito - "A Dama das Camélias", de George Cukor, e Ninotchka, de Ernst Lubitsch, todos dos anos 1930.

O momento sublime de Garbo no cinema é o plano sequência de "Rainha Cristina", no desfecho do filme de Mamoulián. Garbo fica imóvel, sem mover um músculo, olhando o que parece o horizonte distante. A imagem é emblemática - o espectador pode ler tudo naquele rosto que não expressa nada.

Era o mistério de Garbo, segundo os semiólogos. Acima de tudo, ela foi um rosto - aquele rosto -, que se prestava a todas as leituras. Mas Garbo somava àquele mistério a voz e, certamente, quando necessário, sabia como se movimentar em cena.

Sua imagem era tão associada ao drama que, quando surgiu Ninotchka, em 1939, a empresa produtora Metro centrou a publicidade do filme numa frase: "Garbo ri".

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