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Na Neomater, problemas financeiros vão até junho


Paula Cabrera
Do Diário do Grande ABC

15/04/2010 | 07:00


Funcionários e fornecedores do Hospital Puer, antigo Neomater, vão precisar ter paciência por, pelo menos, mais 60 dias. Com contas bloqueadas desde o início de fevereiro para quitação de dívidas trabalhistas, a diretoria do local afirma que a situação deve seguir complicada até junho. Executivos da empresa prometem, no entanto, regularizar os salários atrasados até o fim deste mês.

Os sinais de melhora já surgem no horizonte, pelo menos para a empresa, já que funcionários com ações na Justiça terão mais uma barreira pela frente. Isso porque no dia 23, os antigos donos do Neomater conquistaram na Justiça o direito à recuperação judicial e à não sucessão da administração. O que, na prática desvincula o Puer da necessidade de quitar dívidas contraídas pela antiga diretoria. "A Neomater terá que apresentar plano de recuperação aos credores. Mas nesse ínterim as ações cíveis ficam paralisadas por 180 dias e as trabalhistas por um ano. Não haverá, nesse período, qualquer penhora de valor que possa ocasionar novos sequestros na nossa conta", explica a advogada do hospital, Maria Aparecida Figueiredo.

Os funcionários que têm processos judiciais e que estavam recorrendo às contas atuais do hospital para receber seus direitos agora não terão mais essa opção de cobrança. "Estamos de braços atados em relação às dívidas trabalhistas", diz o presidente do Sindsaúde ABC (Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Privados de Saúde), Waldir Tadeu David.

Apesar das aparentes boas notícias, a diretora financeira da empresa, Alessandra Beltran, afirma que apenas o que entrar a partir de agora poderá ser utilizado para quitar dívidas. "Financeiramente estaremos melhor a partir do começo de julho. O que complica é que são necessários 60 dias para que possamos faturar notas. Então, dentro desse período, vamos dar passos curtos."

O diretor executivo do hospital, Jonce da Rosa, alerta ainda que mesmo com dificuldades financeiras, o Puer prioriza a quitação dos vencimentos dos cerca de 320 servidores, que estão com a metade do salário de fevereiro e o valor integral de março atrasados. A meta é pagar tudo até o dia 31. "Eles são nossa principal preocupação. Vamos negociar com fornecedores para pagar funcionários."

Os diretores atestam ainda que trabalham para regularizar o repasse de todos os benefícios. Conforme reportagens divulgadas pelo Diário, funcionários do hospital estão sem receber cesta básica há seis meses e o vale-transporte tem sido pagos aos poucos. "Este mês pagamos o vale-transporte em dinheiro porque para faturá-lo com a empresa demoraria cinco dias. A cesta básica retroativa também será repassada aos poucos."

Os dirigentes garantem ainda que convênio médico, cancelado nos últimos dias, também será restabelecido. "A empresa tem de nos pagar pelo serviço prestado e vamos abater isso do que devemos", diz Alessandra.



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Na Neomater, problemas financeiros vão até junho

Paula Cabrera
Do Diário do Grande ABC

15/04/2010 | 07:00


Funcionários e fornecedores do Hospital Puer, antigo Neomater, vão precisar ter paciência por, pelo menos, mais 60 dias. Com contas bloqueadas desde o início de fevereiro para quitação de dívidas trabalhistas, a diretoria do local afirma que a situação deve seguir complicada até junho. Executivos da empresa prometem, no entanto, regularizar os salários atrasados até o fim deste mês.

Os sinais de melhora já surgem no horizonte, pelo menos para a empresa, já que funcionários com ações na Justiça terão mais uma barreira pela frente. Isso porque no dia 23, os antigos donos do Neomater conquistaram na Justiça o direito à recuperação judicial e à não sucessão da administração. O que, na prática desvincula o Puer da necessidade de quitar dívidas contraídas pela antiga diretoria. "A Neomater terá que apresentar plano de recuperação aos credores. Mas nesse ínterim as ações cíveis ficam paralisadas por 180 dias e as trabalhistas por um ano. Não haverá, nesse período, qualquer penhora de valor que possa ocasionar novos sequestros na nossa conta", explica a advogada do hospital, Maria Aparecida Figueiredo.

Os funcionários que têm processos judiciais e que estavam recorrendo às contas atuais do hospital para receber seus direitos agora não terão mais essa opção de cobrança. "Estamos de braços atados em relação às dívidas trabalhistas", diz o presidente do Sindsaúde ABC (Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Privados de Saúde), Waldir Tadeu David.

Apesar das aparentes boas notícias, a diretora financeira da empresa, Alessandra Beltran, afirma que apenas o que entrar a partir de agora poderá ser utilizado para quitar dívidas. "Financeiramente estaremos melhor a partir do começo de julho. O que complica é que são necessários 60 dias para que possamos faturar notas. Então, dentro desse período, vamos dar passos curtos."

O diretor executivo do hospital, Jonce da Rosa, alerta ainda que mesmo com dificuldades financeiras, o Puer prioriza a quitação dos vencimentos dos cerca de 320 servidores, que estão com a metade do salário de fevereiro e o valor integral de março atrasados. A meta é pagar tudo até o dia 31. "Eles são nossa principal preocupação. Vamos negociar com fornecedores para pagar funcionários."

Os diretores atestam ainda que trabalham para regularizar o repasse de todos os benefícios. Conforme reportagens divulgadas pelo Diário, funcionários do hospital estão sem receber cesta básica há seis meses e o vale-transporte tem sido pagos aos poucos. "Este mês pagamos o vale-transporte em dinheiro porque para faturá-lo com a empresa demoraria cinco dias. A cesta básica retroativa também será repassada aos poucos."

Os dirigentes garantem ainda que convênio médico, cancelado nos últimos dias, também será restabelecido. "A empresa tem de nos pagar pelo serviço prestado e vamos abater isso do que devemos", diz Alessandra.

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