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Amaury rechaça rótulo de pai da dívida em Mauá


Bruno Coelho
Do Diário do Grande ABC

08/04/2013 | 07:00


Corriqueiramente lembrado quando o assunto é a milionária dívida de Mauá com a Caixa Econômica Federal, o ex-prefeito Amaury Fioravanti (1973-1977 e 1989-1992) se isenta de culpa pelo financiamento que gerou passivo histórico durante 22 anos. Ele responsabiliza os sucessores por ignorarem os pagamentos do empréstimo.

O financiamento para canalização dos córregos Corumbé e Bocaina e do Rio Tamanduateí correspondeu a 13,7 bilhões de cruzeiros (o equivalente a US$ 49 milhões) junto à Caixa, em 1991. Amaury buscou maior liberação de verba para a concretização de outras obras, mas o banco, segundo o ex-prefeito, cedeu apenas 10% do montante solicitado.

"No fim do meu (segundo) mandato (na Prefeitura) tinha começado a pagar os juros (do financiamento). O prefeito que me sucedeu (José Carlos Grecco, de 1993 a 1996) não pagou a prestação (do empréstimo) e nem os juros. E o outro prefeito que o sucedeu (Oswaldo Dias, PT, 1997-2000, 2001-2004 e 2009-2012) não pagou nada", defende-se Amaury.

Independentemente de quem é o culpado, o descaso com o pagamento do financiamento com a Caixa, ao longo de duas décadas, fez a dívida se tornar uma bola de neve. Em 2006, quando o passivo chegava a R$ 660 milhões, o Tesouro Nacional passou a ter a incumbência de cobrar o débito e, como forma de garantia para o pagamento, sequestrou o FPM (Fundo de Participação do Município). Desde então, Mauá perdeu mais de R$ 200 milhões em repasses.

O caso somente começou a ensaiar um desfecho na semana passada, com o anúncio de refinanciamento do montante, O prefeito Donisete Braga (PT) e a Caixa fecharam acordo para o refinanciamento do deficit, liberando 50% do FPM - cerca de R$ 1,9 milhão mensal - e com a outra metade quitando a dívida, corrigida em R$ 568 milhões, ao longo de 30 anos. Resta agora o Tesouro repassar o passivo ao banco estatal.



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Amaury rechaça rótulo de pai da dívida em Mauá

Bruno Coelho
Do Diário do Grande ABC

08/04/2013 | 07:00


Corriqueiramente lembrado quando o assunto é a milionária dívida de Mauá com a Caixa Econômica Federal, o ex-prefeito Amaury Fioravanti (1973-1977 e 1989-1992) se isenta de culpa pelo financiamento que gerou passivo histórico durante 22 anos. Ele responsabiliza os sucessores por ignorarem os pagamentos do empréstimo.

O financiamento para canalização dos córregos Corumbé e Bocaina e do Rio Tamanduateí correspondeu a 13,7 bilhões de cruzeiros (o equivalente a US$ 49 milhões) junto à Caixa, em 1991. Amaury buscou maior liberação de verba para a concretização de outras obras, mas o banco, segundo o ex-prefeito, cedeu apenas 10% do montante solicitado.

"No fim do meu (segundo) mandato (na Prefeitura) tinha começado a pagar os juros (do financiamento). O prefeito que me sucedeu (José Carlos Grecco, de 1993 a 1996) não pagou a prestação (do empréstimo) e nem os juros. E o outro prefeito que o sucedeu (Oswaldo Dias, PT, 1997-2000, 2001-2004 e 2009-2012) não pagou nada", defende-se Amaury.

Independentemente de quem é o culpado, o descaso com o pagamento do financiamento com a Caixa, ao longo de duas décadas, fez a dívida se tornar uma bola de neve. Em 2006, quando o passivo chegava a R$ 660 milhões, o Tesouro Nacional passou a ter a incumbência de cobrar o débito e, como forma de garantia para o pagamento, sequestrou o FPM (Fundo de Participação do Município). Desde então, Mauá perdeu mais de R$ 200 milhões em repasses.

O caso somente começou a ensaiar um desfecho na semana passada, com o anúncio de refinanciamento do montante, O prefeito Donisete Braga (PT) e a Caixa fecharam acordo para o refinanciamento do deficit, liberando 50% do FPM - cerca de R$ 1,9 milhão mensal - e com a outra metade quitando a dívida, corrigida em R$ 568 milhões, ao longo de 30 anos. Resta agora o Tesouro repassar o passivo ao banco estatal.

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